1 MANUAL DE ESTUDIOS SEMIÓTICOS

1.6 ENCUADRE SEMIÓTICO DE LOS PROYECTOS DE INVESTIGACIÓN

1.6.2 Y ELABORACIÓN DE TESIS Y MONOGRAFÍAS

 

Se sugiere consultar, también, "LA SEMIÓTICA COMO METODOLOGÍA"

 

Message 726

Sun Oct 22, 2000 6:03pm

morentin  <morentin@inea.com.ar

Proyectos de investigación y tesis 22

Estimadas/os SEMIOTICIANS:

Reenvío este trabajo de DARCILIA SIMÕES.

Realizado, en este caso, desde un enfoque que incluye un importante aporte semiótico, me parece que enfrenta un tema que siempre causa complicación a los graduandos, en el momento de enfrentar el trabajo de Tesis de Licenciatura.

Pido disculpas por admitirlo pese a la extensión, excesiva para nuestras comunicaciones y para la paciencia de los miembros de SEMIOTICIANS.

Solicito que no sea éste el estilo de nuestros mensajes; me parece importante realizar, en todo caso, una adecuación de los textos académicos y/o de los artículos a nuestro estilo epistolar y coloquial y a sus dimensiones. O bien, subirlo a alguna Página Web donde pueda ser consultado y que, en el mensaje que circula por SEMIOTICIANS, se informe acerca de la dirección www correspondiente.

Proyecto, a la brevedad, ofrecer el AULA SEMIOTICA, que está en preparación en la página: http://go.to/centro-investigaciones-semioticas para, a continuación del Curso de Semiótica que allí se irá desarrollando, disponer de un espacio para textos como éste, cuya autoría pertenezca a miembros de SEMIOTICIANS, y que ofrecen un claro apoyo pedagógico.

También, en esta oportunidad, acepto difundirlo por ser uno de los escasos mensajes en PORTUGUÉS que llegan a SEMIOTICIANS. Y aprovecho para insistir, ante los amigos brasileños y portugueses, para que nos escriban en su hermosa lengua.

Espero no tener problemas con el formato. Si no le llega bien a algunos de los colegas, les ruego me lo informen, para tratar de corregirlo.

Cordialmente.

Juan Magariños de Morentin

GRADUAÇÃO, CIÊNCIA E MONOGRAFIA: UMA ESTRATÉGIA DE QUALIFICAÇÃO Darcilia Simões1

Resumo: A monografia: um dos requisitos para a graduação. A ciência, a técnica e a percepção/compreensão do mundo. O docente e a preparação técnica do graduando. A curiosidade, a pesquisa e o avanço da ciência. A contribuição da semiótica na interpretação dos códigos, sinais, significados e estruturas sócio-culturais. A questão do método: Metodologia Científica. A relevância da leitura: endosso teórico. O desenvolvimento do potencial investigativo do futuro profissional. Palavras-chave: Monografia. Graduação. Metodologia da ciência. 

Pelo conhecimento, o homem penetra as diversas áreas da realidade para dela tomar posse; de certa forma, o homem, pelo conhecimento, reconstitui a realidade em sua mente. (RAMPAZZO, 1998: 18) Introdução O conhecimento científico é uma conquista recente da humanidade: em fins do século XVI e início do XVII, desenvolveu-se um pensamento que propunha encontrar um conhecimento fundado em bases mais sólidas. Seria uma especulação do real. A partir daí, também o método sofreu transformações. Com Francis Bacon (1561-1626) começa a ganhar corpo o método indutivo de investigação científica. Ao lado disso, surge Galileu Galilei (1564 – 1642) que, dando ênfase à linguagem matemática, gera um sistema de pesquisa de caráter experimental e quantitativo, fazendo dessa linguagem um meio de concretizar os processos analítico e sintético, pelos quais o homem demonstraria suas descobertas. Enquanto na Inglaterra, Bacon lança as bases do método indutivo e, na Itália, Galileu formula o método experimental, na França, René Descartes (1596-1650) sustenta o método matemático-dedutivo, dando início ao racionalismo moderno. Fundado na razão humana, seu método tem por síntese a expressão: Penso, logo existo. A partir dessas formulações metodológicas, ao lado de outras que se lhe vão seguindo, o homem vem aperfeiçoando a investigação científica, e o estudante da escola superior (graduação) precisa ser iniciado nessa sistemática, para que conclua seu curso com um mínimo de conhecimento no âmbito da especulação científica de modo a garantir-lhe os avanços imprescindíveis ao seu desenvolvimento enquanto ser pensante e gerador/transformador de cultura. 

A instituição da monografia como exigência para obtenção do grau universitário foi uma medida das mais oportunas e inteligentes. Ainda que tal instância já exista há muito tempo em escolas de larga tradição acadêmica, a incorporação por imposição legal é decorrente das últimas transformações no Sistema Nacional de Ensino (cf. Lei 9394/96 – Leis de Diretrizes e Bases do Ensino Nacional). Trata-se de uma medida legal com forte fundamentação didática. Isto porque carreia a necessidade de um alargamento do horizonte de leituras do estudante de graduação. Nas últimas décadas (80 e 90), os universitários vêm apresentando uma grande resistência à bateria de textos necessária ao aprofundamento acadêmico relativo a cada disciplina (ou matéria) com que lida durante o curso em que ingressara. Diferentemente dos cursos de 1o e 2o graus, a graduação é um momento em que o estudante se vê solitário diante de uma universalidade temática que chega a ofuscar-lhe a vista. 

A despeito da escolha especializada a que foi obrigado quando da opção pela carreira, cada uma das graduações traz em seu eixo curricular a necessidade de um vasto conhecimento histórico-sócio-cultural que deverá ser obtido (ou ampliado) a partir da estimulação por meio de textos específicos das áreas e subáreas relativas ao curso eleito. É justo aí que é deflagrado o grande impasse: alunos sem hábito e, por conseguinte, habilidade de leitura defrontam-se com uma quantidade enorme de textos a serem lidos, compreendidos e fichados em tempo recorde, em contraponto com o número significativo de graduandos já incluídos na população economicamente ativa, isto é, engajados no mercado de trabalho, portanto com tempo reduzido para o estudo. 

Diante disto tem-se graves problemas em discussão: como garantir a qualidade da formação desses acadêmicos, sem a possibilidade de aprofundamento temático em decorrência da impotência (ou incompetência) para a leitura? Como realizar um curso coerente e eficiente sem o necessário encadeamento temático originado na concatenação do ideário subjacente às diversas abordagens contidas no sem-número de textos produzidos para cada área ou subárea? Como ter acesso a esse manancial de textos ? além da generalizada incapacidade para lidar com estes ? sem disponibilidade financeira para adquirir livros nem disponibilidade de tempo para desfrutar deles? Só há uma saída aparente: o improviso. Porém, como produzir ciência que contribua para a melhoria da qualidade de vida do cidadão sem a base formativo-instrutiva indispensável para o desenvolvimento de projetos de pesquisa dignos de validade e confiabilidade? Logo, o improviso é porta falsa e pode levar alunos e cursos para um destino, no mínimo, instável. Como improvisar boas aulas? Como ministrar aulas sem um interlocutor capaz de acompanhar um raciocínio lógico? Enquanto não se descobre a “boa” (?) improvisação, muitos Palaces II (dois) cairão, muitas cirurgias serão motivo de óbitos, muitos crimes ficarão impunes, muitas pseudo-aulas serão ministradas, etc. Mas... 

Parece que a ida à universidade não seja uma busca de caminhos provisórios ou de simples expediente para formulação de esquemas irresponsáveis de progresso social. Entende-se que o ingresso numa escola superior seja índice de um desejo maior de desenvolvimento intelectual e sócio-cultural que deverá desaguar no avanço econômico-financeiro e na estabilidade social. Portanto, a participação em cursos de graduação deve ser ladeada por um grande desejo de progresso no conhecimento do mundo que nos cerca, assim como de desenvolvimento de uma competência intelectiva que nos permita contribuir para a construção de uma sociedade cada dia mais confortável, dinâmica e justa. 

A introdução da monografia nesse âmbito é uma das fortes medidas técnico-pedagógicas para a geração de um potencial acadêmico produtivo. Isto porque, para se chegar à produção do relato científico (ou monografia, neste caso), impõe-se a necessidade de realizar-se um projeto de pesquisa, para o qual é preciso capacitar-se o estudante, dando-lhe as ferramentas indispensáveis para a construção e o desenvolvimento da tarefa. A atitude científica e o desenvolvimento intelectual A atitude científica é uma das grandes descobertas intelectuais humanas que precisa ser disseminada no âmbito escolar. Desde as primeiras séries, o estudante deve ser iniciado no que se costuma chamar de comportamento científico. Para tanto, cumpre propiciar ao estudante o contato com textos e experiências onde a investigação científica seja demonstrada como fonte de desenvolvimento cognoscitivo, ao mesmo tempo que se torne perceptível sua aproximação da atitude filosófica, aquela por meio da qual o homem será capaz de pôr-se em atitude de admiração diante do mundo. 

É por intermédio da descrição dos fatos e fenômenos que se torna possível a reflexão como reflexão sobre o irrefletido (Merleau-Ponty Apud PAVIANI, 1998: 19). Nessa medida, a ciência é construída sobre o mundo vivido e ela só pode ser vista enquanto expressão segunda resultante da experiência do mundo. É, portanto, um ato de secundidade que nos leva à caracterização indicial da ciência (índice – tipo de signo que se apresenta em relação de contigüidade com o objeto a que representa), pela qual o homem se conduz de uma para outra descoberta, como se perseguisse pistas demarcadas pelas coisas do mundo. O mundo está aí antes de qualquer análise que se possa fazer dele. Por isso, o irrefletido é uma coisa primeira que faz da ciência uma sua representação icônica (ícone – tipo de signo que se apresenta em relação de semelhança com o objeto a que representa) por meio da qual ao homem torna-se possível a operação sobre as coisas e fenômenos por meio de atos de linguagem com que os analisará e descreverá. É por intermédio da atitude científica aliada à atitude filosófica que o estudioso habilita-se diante dos três métodos básicos propostos pela História da Filosofia: o analítico, o dialético e o hermenêutico. 

De posse desses métodos, o estudioso poderá escolher sua posição diante do objeto a investigar e definir os rumos de sua pesquisa eidética e socialmente. Graduação e projetos de pesquisa: exploração da curiosidade Pergunta-se então: estará o graduando interessado na realização de projetos de pesquisa? É possível que a juventude que caracteriza a média dos estudantes de graduação seja um índice de desinteresse por projetos acadêmicos, porque os interesses imediatos da faixa etária entre os 16 e 20 anos estão quase sempre relacionados ao prazer e ao lazer. No entanto, cursos bem projetados e realizados por uma equipe docente competente, capacitada, podem despertar o interesse desses jovens a partir da estimulação do ingrediente fundamental para o progresso da ciência: a curiosidade. Quando se fala em curiosidade, é possível retornar-se até a infância. Não há criança que, em condições normais, não se mostre curiosa diante do mundo que a cerca. Por que não o jovem? Por que não teria o jovem uma cota de curiosidade disponível para ser canalizada para a descoberta de coisas e produtos que se destinem ao bem comum? Estaria a juventude contemporânea “vacinada” contra a curiosidade? Baseando-nos em resposta negativa, temos que a curiosidade é imanente ao homem e que, uma vez alimentada, poderá resultar em ações de grande relevo social. Destarte, a preparação dos graduandos para a projeção de pesquisas de interesse sócio-econômico-cultural coletivo é uma imposição contemporânea, e a academia deve preparar-se para tal. Metodologia científica: a que vem? 

Um dos primeiros passos na direção dessa preparação é levar a informação mais ampla possível sobre o que é e como contribui a Metodologia Científica enquanto disciplina dos cursos de graduação. É através dela que o estudante passa a conhecer, organizadamente, os esquemas disponíveis para o raciocínio humano e, a partir deles, iniciar a contemplação do seu mundo, com vistas a indagar-se sobre suas origens e seu destino. Quem sou? De onde vim? Para onde vou? É esta a tríade indagativa que atravessa nossa existência. Como sabemos de nossa limitação, bastamo-nos com respostas parciais, relacionadas com especulações também parciais que desenvolvemos sobre determinado tema. 

O tema que seria o alvo de nossa curiosidade precisa ser consolidado como um problema a ser resolvido, para que se transforme em objeto de pesquisa. Isto porque o objeto de uma pesquisa não é senão a formulação de um problema de maneira particularizante, de modo que torne inteligível o foco por meio do qual será observado, assim como se torne visível a trajetória prevista para seu movimento durante a análise. Por meio da Metodologia Científica, o estudioso descobre meios e modos de refletir sobre o problema (objeto imediato) e distanciar-se dele ao ponto de transformá-lo em objeto dinâmico passível de representação. Esta, por sua vez, será um ícone que tornará perceptível o objeto por intermédio do projeto de pesquisa que, a seu turno, será um índice da pesquisa que virá a ser desenvolvida. Ícones e índices: conteúdos semióticos relevantes na formulação da ciência Por que ícones e índices nessa relação? Pelo simples fato de considerar-se a capacidade sígnica do homem assim como sua necessidade de concretização dos raciocínios com vistas à objetivação. Logo, se objetivar é preciso, representar se impõe, e o ícone é potencial sígnico de representação de idéias, uma vez que as exprime por meio de constructos textuais pautados na similaridade. Então, a formalização do objeto dinâmico é a maneira primeira de concretizar-se uma idéia nas vias de uma pesquisa. 

Quanto aos índices, verifica-se a necessidade de criarem-se rotas de trabalho que induzirão ações e reações que propulsionarão o desenvolvimento da esperada pesquisa. Aqui nasce o índice. Um signo de segunda instância, gerado em relação de contigüidade e capaz de orientar (ou desorientar) o andamento de um processo de leitura ? uma vez que o método científico nada mais é que uma dinâmica de leitura das coisas do mundo. Portanto, ícones e índices se associam na formulação de um projeto de pesquisa que, em última análise, visa à discussão e aplicação de teorias a novos ou mesmos objetos com vistas a descobrir ou aperfeiçoar-lhes os efeitos, a partir dos quais o mundo se transforma, e o homem deveria evoluir intelectiva, social e moralmente. Na formulação de um projeto de pesquisa, o objeto dinâmico construído pelo observador (o estudioso) aparecerá cercado por todo um aparato técnico indispensável ao desenrolar do processo científico. 

A problematização do tema (ou a tematização do problema), a formulação das hipóteses ou questões norteadoras, a justificativa da opção, a relevância do estudo, as conseqüências teóricas e práticas do estudo, o método de trabalho, a fundamentação teórica, os instrumentos de investigação, etc., são ingredientes sem os quais o pesquisador não conseguirá solucionar o problema nem testar suas hipóteses. Descrição de itens de um projeto de pesquisa Nesta etapa, o estudioso vê-se diante da necessidade de delimitar o âmbito de sua investigação, pois algo que se impõe como problema pode ser focalizado por vários ângulos. Cabe, portanto, ao pesquisador, definir previamente o enfoque a ser dado a seu objeto de estudo, para que este não se confunda com outros estudos já realizados sobre o mesmo objeto. 

Assim, o objeto se renova e se transforma em outro: o objeto dinâmico, o objeto formal sobre o qual se debruçará o investigador. A inversão problematização do tema ou tematização do problema não é gratuita. Ela advém do fato de, de uma forma ou de outra, impor-se uma delimitação. Se o estudioso defronta-se com um tema atraente ou instigante, terá de problematizá-lo, indagando-se sobre qual(is) faceta(s) deste lhe interessa(m) mais de perto. O mesmo sucede quando é um problema que se põe frente ao pesquisador. Este terá de situar o problema num eixo temático do conhecimento humano para que se torne possível uma investigação organizada e conclusiva sobre o problema tematizado, portanto, transformado em objeto de pesquisa. A formulação das hipóteses ou questões norteadoras é um estágio da produção do projeto que demanda reflexões prospectivas sobre o tema/problema/objeto. É preciso arriscar palpites sobre a solução do impasse que gera a pesquisa; o estudioso deve ter idéias prévias sobre como resolver as questões-problema. Nessa formulação, é possível já sejam consideradas variáveis relevantes na obtenção do resultado do estudo. Entenda-se por variáveis os elementos que possam interferir no encaminhamento genérico de questões, promovendo respostas/reações diferenciadas em função dos sujeitos ou dos contextos de atuação. 

Ilustrando: um projeto de pesquisa que estudará o comportamento de animais reproduzidos em cativeiro deve apresentar respostas diferentes e aplicadas à mesma espécie animal reproduzida em seu habitat natural. Especulações em torno de fatos sociais projetados sobre o homem podem obter respostas diferenciadas se projetados sobre a mulher. A justificativa da opção se volta sobre uma explicação da escolha temática, do âmbito do enfoque e mesmo da corrente teórica adotada (por conseguinte dos autores-fonte). Isto porque é uma das formas de ajustar-se a delimitação pretendida, aproximando a lente e o objeto em observação, para que a visão se torne cada vez mais clara e precisa. Antes de mais nada, é preciso clarificar para si mesmo o porquê da pesquisa sobre a qual se pretende trabalhar. Se o pesquisador não tiver clareza de sua escolha e de seus motivos, ficará difícil dar conta do trabalho, uma vez que o percurso mostrar-se-á sinuoso e, quase sempre, tão tortuoso que levará o estudioso a perder-se num emaranhado de teses e teorias sem, contudo, evoluir na trilha de uma solução para o pretenso problema de pesquisa (o qual, neste caso, não estaria delimitado adequadamente). A monografia e seus tipos 

Como se trata de um trabalho genericamente tratado como monografia científica (por desenvolver-se no âmago de uma graduação), há que se cumprir determinado ritual técnico que dará ao trabalho os foros de monografia propriamente dita. Além das formalidades táticas emergentes do método científico com que se deve tratar o objeto de estudo, há todo um modelo esquemático para a apresentação do relato final ? a monografia propriamente dita. Na graduação, aceita-se a monografia de compilação, como trabalho científico, uma vez que é necessário considerarem-se as condições de entrada do estudioso no processo (problemas de tempo, de conhecimento, de domínio da língua e da nomenclatura técnica, etc.). 

A monografia de compilação é o resultado de um rastreamento de obras que tratem de um mesmo tema. O estudioso fará o levantamento das idéias de cada autor e as colocará umas ante as outras com vistas a obter uma visão média do estado da arte em torno do tema focalizado. Como se vê não se compromete com nenhuma criação nem novidade. É um trabalho de reunião de idéias. Seja qual for o tipo de monografia perseguido, a relevância do estudo é um dado a ser considerado tanto do ponto de vista do pesquisador quanto do ponto de vista da área em que se inclui a pesquisa. Não há por que investigar o que não tem serventia. No mínimo, o estudo deverá destinar-se a suprir uma deficiência informativa. Já se tem aceito, por exemplo, como trabalho monográfico de conclusão de curso de graduação, a compilação de títulos de obras publicadas ou produzidas sobre determinado assunto. A partir deste recolho torna-se possível a aceleração de outros estudos. Logo, tem relevância científica. As conseqüências teóricas e práticas do estudo ficam por conta do proveito que podem trazer. No âmbito teórico, entendem-se por conseqüências os avanços, as novas descobertas, os acréscimos, as rediscussões, as redefinições, etc. No plano prático, as conseqüências mostrar-se-ão na projeção de aplicações novas que se possam inferir do trabalho concluído. Percebe-se que, no plano prático, uma interveniente relevante é o método de trabalho. Caso não seja eleito o método adequado, o trabalho pode arrastar-se por um sem-fim de elucubrações e experimentações sem que se consiga dar cabo das metas pretendidas. Por isso, a eleição inadequada do método de pesquisa (bibliográfica, de campo, experimental, etc.) ou do método de trabalho (social, sócio-interacional, científico, etc.) pode comprometer todo o processo e levar a pesquisa ao fracasso. A fundamentação teórica acaba por emergir de tudo o que já foi dito desde a problematização do tema (ou tematização do problema). O enfoque pretendido, via de regra, baseia-se em modelos teóricos preexistentes, portanto, a opção pela corrente teórica e pelos autores-fonte é uma condição sem a qual não há como pesquisar. 

Quanto aos instrumentos de investigação, estes vão decorrer do modelo de pesquisa eleito. Há tipos de pesquisa que prescindem de instrumentos especiais ou específicos, tais como questionários, entrevistas, gravações, fotografias, documentos, etc. Há outros que dependem de tais recursos para se realizarem. Assim sendo, eleja-se a metodologia da pesquisa, e os instrumentos emergirão. E onde ficou a curiosidade e a monografia? Que vínculos as une? O incômodo intelectual capaz de provocar uma pesquisa é a curiosidade positiva que promove a descoberta, a invenção. 

A monografia é o relato de um trabalho de busca, não-necessariamente original, por meio do qual o estudioso materializa sua trajetória especulativa em torno de dado tema, no intuito de solucionar um problema a partir de convicções prévias assentadas em teorias preexistentes que, segundo o monógrafo, teriam sido submetidas à retestagem. A produção de pesquisa e de monografia acaba por ser um exercício intelectual por meio do qual experimentamos nossa capacidade de refletir sobre um objeto a partir de reflexões já produzidas por outros, variando-lhe as formas e feições, para que provoquem efeitos diversos dos constatados pelo(s) investigador(es) que nos precedeu(eram). Aqui ressurge a questão da leitura e do aprofundamento cultural. Como optar por esta ou aquela teoria? Como eleger o encaminhamento metodológico mais adequado? O conhecimento é a vitamina do espírito científico. Quanto mais se conhece, mais se quer conhecer, pois que se sente o espírito revigorado pela injeção de novas forças como conseqüência de cada nova leitura. E os textos, via de regra, vêm entremeados de outros textos anteriores que se iluminam mutuamente. Contudo, essa luz depende de um domínio de conteúdo que, por sua vez, depende da continuada leitura de textos e textos que se interpenetram e funcionam como fios condutores do raciocínio pelos mais variados caminhos. 

E justamente por isto é que a maturidade intelectual, oriunda da progressiva leitura e do conseqüente avanço no conhecimento, permitirá que o estudioso faça opções quando da produção de seu projeto de pesquisa. Tais opções serão decorrentes do domínio maior ou menor nesta ou naquela área; da afinidade maior ou menor por esta ou aquela corrente teórica; do conhecimento mais (ou menos) aprofundado nesta ou naquela terminologia, etc. 

À guisa de conclusão Vê-se que a responsabilidade de estimular o potencial investigativo do aluno da graduação está diretamente ligada à introdução dos conteúdos específicos da Metodologia Científica. Independentemente de introduzir-se uma disciplina nova nas grades curriculares, a metodologia científica pode ser ministrada por intermédio das demais cadeiras, uma vez que estas demandam a projeção de pesquisas orientadas que viabilizarão o cumprimento de seus programas específicos, o domínio de seus conteúdos. Assim, qualquer docente estaria, em tese, habilitado a iniciar o graduando na metodologia científica. Ao planejar aulas cujos objetivos se façam visíveis; ao projetar leituras básicas e de apoio; ao orientar a tomada de notas (tanto em sala de aula, quanto nas leituras externas); ao fornecer questões norteadoras do estudo que deverão ser respondidas ao longo do curso; ao estimular o levantamento de dúvidas e a subseqüente investigação técnico-teórica que as possa sanar, etc., o professor estaria atuando como um professor de metodologia científica aplicada ao caso concreto: a apreensão dos conteúdos de sua disciplina. 

Um outro grande problema recorrente às questões de deficiência de leitura e de conhecimento, é o domínio da língua. Todavia, é óbvio que a falta de leitura é uma das causas deste problema. Quanto menos se lê, menos se conhece a língua. O contato diuturno com os textos é uma das formas mais dinâmicas de produtividade lingüística. Em interação com o texto de outrem, lida-se com estruturação sintática diversificada, vocabulário diferente, abordagens temáticas outras, etc. Do convívio com os textos brota a maturidade lingüística, uma vez que o vocabulário cresce, e a habilidade de produção de frases se desenvolve, em progressão geométrica, sem que o estudante perceba. A consciência do domínio lingüístico começa a tomar corpo quando o graduando sente maior facilidade em dizer as coisas (falando ou escrevendo); quando ganha fluência em sua língua. E tanto melhor será o seu relato quanto mais rico for o seu repertório lingüístico. Observe-se que, tomado o presente texto como teste do potencial de leitura do estudante da graduação hodierna, ver-se-á que há um volume significativo de termos que gerarão estranhamento no leitor, e o levarão ao dicionário. Ao mesmo tempo que a ida ao dicionário é um exercício produtivo em termos de aquisição lingüística, é contraproducente no que tange à produção de leitura, pois rompe com o ritmo desta e, muitas vezes, gera desânimo no leitor. Se o repertório deste é amplo, a margem de rupturas diminui, por conseguinte, a continuidade do fluxo de leitura ganha firmeza e celeridade. 

Falar de pesquisa, ciência, conhecimento, leitura, etc., acaba por envolver-nos num círculo vicioso onde uma coisa leva à outra, pois não há como romper as relações entre elas. Tratam-se de relações imanentes por meio das quais essas atividades se interpenetram, imbricam-se, obrigando o pesquisador a adentrar mais e mais no âmago das questões, na proporção de sua curiosidade e de sua competência técnico-teórico-lingüística. Logo: ainda que seja pública e notória a industrialização de monografias a partir dos escritores-fantasma ou ghost-writers, a iniciativa de exigir-se uma produção monográfica como documento de conclusão de um curso de graduação é, a nosso ver, uma forma de pressionar-se a qualificação docente e discente, na direção de uma capacitação técnico-teórica cada vez mais consistente e compatível com a demanda de um mercado de trabalho globalizado com exigências em padrão internacional de qualidade e produtividade. 

Finalizando, apresentamos uma relação de obras que podem auxiliar na formulação de projetos de pesquisa e na produção de monografias. ALVES-MAZOTTI, A. J. & F. GEWANDSZNAJDER. O método nas ciências naturais e sociais. Pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1996. BASTOS, Cleverson L. & V. KELLER. Introdução à metodologia científica. 8ª) ed. Petrópolis: Vozes, 1996. ECO, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 1993. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3ª) ed. São Paulo: Atlas, 1996. KURY, A. da G. Elaboração e Editoração de Trabalhos de Nível Universitário, especialmente na área humanística. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1980. KÖCHE, José Carlos. Fundamentos de metodologia científica. Teoria da ciência e prática da pesquisa. 14ª) ed. Petrópolis: Vozes, 1997. LAKATOS, Eva Mª) & M. de A. MARCONI. Fundamentos de metodologia científica.3ª) ed. rev. ampl. São Paulo: Atlas, 1996. NUNES, Luiz Antonio Rizzatto. Manual da monografia. São Paulo: Saraiva,2000. RAMPAZZO, Lino. Metodologia científica. Para alunos dos cursos de graduação e pós-graduação. São Paulo: Stiliano/ co-edição: Unisal – Centro Universitário Salesiano de São Paulo, 1988. ROTH, Ingrid. Guía para la redacción de trabajos científicos. Caracas: Universidad Central de Venezuela, Ediciones de la Biblioteca, 1975. RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 17ª) ed. Petrópolis: Vozes, 1992. SALOMON, D. V. Como fazer uma monografia. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes,1996. SALVADOR, A.D. Métodos e técnicas de pesquisa bibliográfica. Porto Alegre: Livraria Sulina, 1978. SILVA, M. C. da & Sônia BRAYNER Manual de Normas Técnicas de Editoração. Rio de Janeiro: UFRJ, 1992. SIMÕES, Darcilia (org.). A produção de monografias. 2ª) ed. corr. e aum. Rio de Janeiro: DIALOGARTS, 1999. THOMPSON, Augusto. Manual de orientação para preparo de monografia: destinado, especialmente, a bacharelandos e iniciantes. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1991.

Referências bibliográficas do artigo

RAMPAZZO, Lino. Metodologia científica. Para alunos dos cursos de graduação e pós-graduação. São Paulo: Stiliano/ co-edição: Unisal – Centro Universitário Salesiano de São Paulo, 1988. 

PAVIANI, Jayme. Formas do dizer: questões de método, conhecimento e linguagem. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1998. 

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Fri Dec 8, 2000 9:34pm

Victor Quelca  <vicquel@latinmail.com

Proyectos de investigación y tesis 23

Aplicabilidad de los estudios semióticos

En algunas de nuestras universidades se nota la presencia de docentes con posiciones epistemológicas positivistas, en los tribunales de evaluación cuestionan la aplicabilidad de estudios semióticos argumentando que carecen de pertinencia y de aporte a la problemática regional y aun la inexistencia de la relevancia social. Porque están acostumbrados a observar cuantificaciones de datos y porcentajes, cuadros estadísticos, tortas, histogramas de objetos medibles visibles y palpables. Desean que los estudios giren en torno a objetos fácticos y tangibles.

Creo que las investigaciones semióticas pretenden relevancia por su carácter metodológico, pues, son análisis que buscan explicar las articulaciones de discursos sociales, en cuanto unidades, valores que constituyen estructuras, sobre las cuales se configuran discursos. Ya que la mayoría de los análisis de contenido que abordan el estudio de los mensajes enfatizan el carácter cuantitativo, nace la necesidad de explicitar los valores, las unidades de sentido, estructuras, en suma, las temáticas. Es así, estas necesidades se tornan en problemas de actualidad, y es aquí donde precisamente donde radica la principal justificación de las investigaciones semióticas.

Por otro lado, se justifica por intentar describir y explicar las estructuras de discursos que se manifiestan en los mensajes. Describir y explicar requieren modelos operativos. El hecho de articular un modelo representa todo un justificativo para la elaboración de un análisis, valga la referencia a los semióticos Barthes, Greimas, Floch, Kristeva, Eco, entre otros, que justifican sus investigaciones por el sólo hecho de operar sus modelos.

Por tanto, la necesidad o justificación radica en la aplicación metodológica de la descripción y explicación, es decir, que permita leer de manera más profunda el mensaje o discurso de cualquier comunicación. Esto implica no sólo asumir conciencia crítica ante los mensajes por parte de los lectores, sino una verdadera conciencia semiótica, como dirían los especialistas.

Creo que, los estudios semióticos buscan aportar para que en los niveles de interpretación se den de tal forma que no sólo comprendan los mensajes desde una posición (unilateral), sino desde varias posiciones (multilateral). Pretenden ser un punto de partida para comprender la realidad y los problemas en formas distintas.

No es cierto que algunos objetos como el spot, los informativos, las fotografías, películas, etc. hayan perdido relevancia actual; el problema radica en que los estudios se han realizado con un enfoque funcionalista, a través del análisis de contenido y han venido agotando estos objetos. Es tiempo de probar en corrientes metodológicas distintas. Así la semiótica intenta replantear los principios teóricos comúnmente olvidados para explicitar los distintos fenómenos de la significación y la comunicación.

También se recomienda plantear el análisis semiótico como una alternativa a la cuantificación investigativa dentro de los estudios comunicacionales. Ya que el spot, el mito, rito, las costumbres populares, etc. no están lejos de la ciencia en sus maneras de comprender la realidad.

Esto es todo por hoy, espero comentarios

Victor Quelca

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Wed Aug 15, 2001  8:11 pm

Juan Magariños 

Proyectos de investigación y tesis 24

Proyectos de investigación - equipo virtual

Estimadas/os SEMIOTICIANS:

En la Universidad Nacional de La Plata, al margen de los terribles problemas presupuestarios que está sufriendo la Universidad en la Argentina, ha sido necesario continuar programando las próximas actividades y, así, hemos estado dedicados a elaborar los PROYECTOS DE INVESTIGACIÓN para los próximos 3 años. Por ello mi relativo silencio, que no obedeció a las gratas causas veraniegas de los SEMIOTICIANS del hemisferio norte, sino a los trabajos con que los invernales SEMIOTICIANS del hemisferio sur y, más concretamente, de la Argentina, tratamos de superar el ambiente depresivo (y no tanto climático, ya que el invierno también tiene su encanto, mientras que ante la falta de solidaridad social sólo existe una explosiva sensación de angustia "embroncada") que nos toca vivir.

Al elaborar esos Proyectos, no he podido dejar de pensar en SEMIOTICIANS. Por eso, con independencia de que continuemos con los temas de reflexión acerca de nuestra disciplina, LA SEMIÓTICA y ,específicamente, su versión como SEMIÓTICA COGNITIVA y, muy particularmente, el tema de la SEMIÓTICA INDICIAL con el que estoy comprometido, me parece interesante PROPONER E INVITAR a la realización de ACTIVIDADES DE INVESTIGACIÓN que muestren lo que aportan las OPERACIONES METODOLÓGICAS acerca de las que tanto hablamos y las dificultades que todavía hay que superar para hacerlas plenamente adecuadas y eficaces.

Anteriormente, ya he intentado esta apertura a otras ciudades y a otros países, proponiendo LA REALIZACIÓN DE ACTIVIDADES COMPARTIDAS Y PÚBLICAS que muestren nuestro quehacer semiótico con humildad, como para admitir correcciones, y con cierta voluntad pedagógica, ya que en general somos pedagogos, como para orientar, en la medida de nuestras posibilidades, a quienes desean investigar y todavía no han comenzado o no se sienten lo suficientemente seguros como para continuar haciéndolos solos o, si tiene una guía, desean, no obstante, escuchar otras voces, como también les ocurre a quienes nos siguen, pero no quieren ser monoteístas.

En esas anteriores oportunidades hubo respuesta, pero posiblemente no supe establecer el nexo oportuno y quienes se acercaron se habrán sentido defraudados. LO INTENTO DE NUEVO. La diferencia es que hay ciertas TAREAS concretas, con su función explícita dentro de cada PROYECTO DE INVESTIGACIÓN, a las que podemos invitar, explicando para qué y cómo sugeriríamos que se realicen.

El primer paso está dado y consiste en dar a conocer los DOS PROYECTOS DE INVESTIGACIÓN en los que vamos a trabajar durante los próximos tres años, siempre enfocados desde una METODOLOGÍA SEMIÓTICO-COGNITIVA.

Los Proyectos son:

"LOS MUNDOS SEMIÓTICOS POSIBLES: PALABRAS, IMÁGENES Y SONIDOS"

y

"EL MUSEO: PATRIMONIO Y SOCIEDAD; CONOCIMIENTO Y COMUNICACIÓN"

Ambos Proyectos pueden leerse en

http://go.to/centro-investigaciones-semioticas 

y, una vez en esta página, ya conocida por todos nosotros, entrar al "ÍNDICE" y, en la nueva página que se abre, pulsar el hipervínculo 

"Invitación a participar en Proyectos de Investigación con metodología semiótico-cognitiva". 

Aparecerá, entonces, una página con el nombre de los dos Proyectos. Pulsando sobre cada uno de esos nombres, se abrirá el texto del correspondiente Proyecto, tal como acaba de elevarse a la Secretaría de Ciencias y Técnica del Rectorado de la Universidad Nacional de La Plata.

También encontraréis las direcciones de correo electrónico, a través de cualquiera de las cuales podréis comunicaros.

Y aquí empezaría vuestra tarea: 

a/ críticas a la redacción, a la concepción, a las etapas diseñadas para los Proyectos o cualquier otro aspecto que se os ocurra; y/o

b/ sugerencias para mejorar la estructura académica, el nivel teórico o metodológico o los alcances de los Proyectos; y/o

c/ la manifestación del deseo de colaborar, preguntando cómo se desarrollaría esa colaboración; aclaro que los nombres de quienes DESARROLLEN TAREAS EFECTIVAS en alguno de los Proyectos se irán incorporando a los de quienes ya forman parte del Equipo, como PROFESORES / INVESTIGADORES, como AUXILIARES DOCENTES / BECARIOS / TESISTAS o como PERSONAL DE APOYO o con la específica característica, que aquí corresponde establecer, de MIEMBROS (con alguna de esas características) DEL EQUIPO VIRTUAL y/o

d/ sugerencias para ORGANIZAR LA PARTICIPACIÓN de alguna otra manera o con alguna otra peculiaridad que la haga más efectiva, atractiva e interesante.

Por ahora, la idea es que, aquí, en los mensajes de SEMIOTICIANS (aparte de lo que es habitual en nuestro diálogo), se debatan temas concretos de investigación vinculados a esos Proyectos y que, en las páginas donde se encuentran los textos de los correspondientes Proyectos, se muestren los trabajos en proceso de elaboración de modo que permitan apreciar cómo se van configurando los resultados y si se alcanzan o no los objetivos propuestos.

Queda hecha la INVITACIÓN. Tengamos paciencia para saber llevar a la práctica una idea cuya realización habrá de tener algunas dificultades. Pero creo que vale la pena intentarlo. Estaríamos dándole forma efectiva a la idea que está en el título de esa página (que no es su nombre electrónico, pero casi): 

CENTRO VIRTUAL DE INVESTIGACIONES SEMIÓTICAS

Cordialmente

Juan Magariños de Morentin 

Message 1289

Thu Aug 16, 2001  7:26 pm

josiane caron 

Proyectos de investigación y tesis 25

Chers Sémioticiens, Cher Juan,

Ce mot pour dire que je suis intéressée par le projet de Juan (J'avais déjà dit que je cherchais une collaboration sémiotique). Après l'avoir bien lu, je trouve qu'il va très bien dans le sens où je veux développer mes recherches sur l'analyse des protocoles verbaux. Il correspond en fait tout à fait à ce qui me manque comme point de départ pour refonder ensuite tout mon travail passé et actuel de modélisation des processus de résolution de problème. C'est ce que j'ai en projet de faire en premier, ce que j'avais d'ailleurs déjà eu l'occasion de vous dire.

Ma participation pourrait s'inscrire dans la partie 4707, sous la forme d'une collaboration : Langage en relation avec les autres domaines, et plus particulièrement Langage et résolution de problème (chez des enfants pour commencer).

L'avantage pour vous serait d'avoir un contact direct la psychologie cognitive pour formuler les opérations cognitives dont parle Juan.

Mais c'est sur les protocoles verbaux simultanés à la résolution de la tour de Hanoï que j'aimerais travailler en priorité, car c'est là que ma recherche est la plus avancée : pour pouvoir ensuite caractériser les contextes de différentes formulations renvoyant à un même objet et pour expliciter les 'dimensions contextuelles' d'une marque linguistique donnée.

Tout cela en accord avec la méthodologie proposée par Juan. J'ai aussi d'anciens protocoles verbaux que je peux rechercher et qui correspondent à des instructions verbales pour faire un noeud, qui avaient constitué un point de départ pour ma recherche sur les verbalisations, et que j'avais toujours eu en projet de réanalyser. Cela pourrait être intéressant pour assurer la comparaison entre sémiotique verbale et sémiotique graphique, car j'ai aussi travaillé sur les instructions graphiques pour faire un noeud.

Evidemment je suis intéressée pour appliquer votre méthode sur mes protocoles, mais inversement quelle pourrait être en contre-partie ma contribution aux autres projets (je ne parle pas espagnol, je le lis seulement) ? au niveau de la formulation des opérations cognitives ? Je ne sais pas comment la formuler.

Si ma participation vous intéresse, et si c'est possible de l'intégrer au projet, je suis partante pour préciser tous les points qui restent obscurs et pour élaborer un projet plus précis année par année.

Amicalement

Josiane

Message 1290

Sun Aug 19, 2001  7:59 pm

Juan Magariños 

Proyectos de investigación y tesis 26

Para participar en los proyectos de investigación

Estimadas/os SEMIOTICIANS

y estimada Josiane:

¿Cómo se puede concretar la participación de los miembros de SEMIOTICIANS en los Proyectos de Investigación a los que me referí en mi mensaje anterior?

El interés manifestado por Josiane en integrarse a uno de los Proyectos exige una respuesta en este sentido.

Sin que Josiane lo mencione explícitamente, supongo que el Proyecto al que se vincularía es al de los MUNDOS SEMIÓTICOS POSIBLES, incluso por referirse a dos de sus tareas que considera adecuadas para integrarlas en el marco de este Proyecto: los protocolos verbales simultáneos a la resolución de la Torre de Hanoi (al final de este mensaje doy una brevísima descripción de lo que se denomina "la Torre de Hanoi"); o bien, los protocolos verbales correspondientes a instrucciones verbales para hacer un nudo y las producciones gráficas destinadas a "explicar, sobre el papel, pero sin palabras" cómo hacer el nudo, lo que, como ella misma observa, presenta el interés de permitir un estudio comparativo entre la semiótica verbal y la gráfica. 

Las reflexiones que iré formulando tratan de ir aportando elementos para llegar a compartir CRITERIOS Y OPERACIONES METODOLÓGICAS de modo que lleguemos a saber bien en qué consisten, en qué se fundamentan y qué resultado riguroso o "científico" pueden garantizar (en un momento histórico determinado de lo que se entiende por conocimiento riguroso o "científico"). La idea de hacer pública y compartir la reflexión metodológica que se aplica al desarrollo de una investigación, MIENTRAS SE LA ESTÁ REALIZANDO, es pedagógica y crítica.

Es PEDAGÓGICA en cuanto exhibe un modo de hacer (o de pensar) ante otros que se supone no han recorrido (o no tienen la práctica de recorrer), todavía, esos pasos reflexivos y analíticos. Es CRÍTICA en cuanto permite ser observado en el modo de hacer (o de pensar) por otros que se suponen tienen la misma o, incluso, una mayor práctica en el recorrido de tales pasos. En SEMIOTICIANS hay lectores y productores de mensajes de ambos tipos. Pensando en ambos, o sea, ofreciendo y solicitando respuestas me he propuesto la difusión abierta de estas reflexiones metodológicas.

Vuelvo a la propuesta de Josiane. En ambos casos hay un COMPORTAMIENTO: el manipuleo de los discos entre los tres vástagos de la Torre de Hanoi o el manipuleo de la o las cuerdas para hacer los nudos. En ambos casos hay una SEMIOSIS desde la que se DA CUENTA de ese COMPORTAMIENTO. En el caso de la Torre de Hanoi hay efectivamente una, la VERBAL, pero con una doble función ya que por una parte DA CUENTA del comportamiento y por otra SE INTEGRA en él, puesto que, por una parte, DESCRIBE lo que va haciendo mientras mueve las posiciones de los discos y, por otra, LANZA EXCLAMACIONES de sorpresa ante determinadas situaciones. En el caso de los nudos de cuerda se trabaja (o se puede trabajar) sobre dos semiosis: una VERBAL (cómo habla acerca de lo que hace) y otra gráfica (cómo dibuja lo que hace). Atendiendo a esta doble producción y a la riqueza del análisis contrastante que permite, yo me inclinaría por el estudio de esta última propuesta, pero sea dicho esto sin pretender forzar el interés de Josiane.

Llamo la atención acerca de la diferencia, que ya he señalado, en el papel que cumple LO VERBAL en uno y otro caso. En la Torre de Hanoi, una parte de lo verbal DA CUENTA (la descripción) y otra parte ACOMPAÑA (la exclamación); en el caso de los nudos pareciera (y es lo que creo que ocurre) que sólo DA CUENTA. Sólo en cuanto DA CUENTA considero que hay efectiva producción de SEMIÓTICA SUSTITUYENTE, ya que ha tomado distancia del fenómeno que describe y LO REPRESENTA. Lo verbal, en el caso en que se integra con el comportamiento, se hace también comportamiento. O sea, se integra en una semiosis que será la SEMIOSIS SUSTITUIDA por ese otro discurso, posiblemente el del investigador o psicólogo, que será el que DE CUENTA de tales exclamaciones, asumiendo su papel de efectiva SEMIOSIS SUSTITUYENTE. O sea, el discurso del actor, en la medida en que DA CUENTA de otro fenómeno, en este caso de la manipulación con los discos (elementalmente, diciendo cuál pone dónde) es LENGUAJE OBJETO y en cuanto tal, SEMIOSIS SUSTITUYENTE, quedando el comportamiento construido, tanto el manipuleo de los discos como las exclamaciones proferidas, como SEMIOSIS SUSTITUIDA u OBJETO SEMIÓTICO.

Cuando el psicólogo o el investigador interviene (por ejemplo, el discurso de Josiane o discurso2) produciendo su interpretación del discurso del actor o discurso1, ese discurso2 es un metalenguaje acerca del lenguaje objeto que es el discurso1; AL MENOS EN LAS PARTES EN QUE EL DISCURSO1 DEL ACTOR IBA CONSTRUYENDO LO QUE EL MISMO ACTOR IBA REALIZANDO (SU COMPORTAMIENTO). Con esto diferencio el discurso en que el actor describe lo que hace, de las exclamaciones que le provoca su propio hacer. Estas exclamaciones son COMPORTAMIENTO NO DICHO, QUE CONSISTE EN EL DECIR EN CUANTO ACONTECIMIENTO. Retomadas por el analista (Josiane), el discurso en que se da cuenta de ellas es lenguaje-objeto, es SEMIOSIS SUSTITUYENTE y las exclamaciones son comportamiento que recién queda dicho en ese discurso del analista, el cual, por tanto, las construye como SEMIOSIS SUSTITUIDA o sea como OBJETO SEMIÓTICO. En este sentido recuerdo cierta divergencia que tuvimos Josiane y yo respecto de considerar a las EXCLAMACIONES como ÍNDICES, como se presentan en algunos ejemplos de Peirce. Pero es que considero que, para que las exclamaciones sean ÍNDICES, o sea, SIGNOS, requieren SER PROFERIDAS PARA SER ESCUCHADAS (no en cuanto intencionalidad, sino por el uso de los dispositivos socialmente vigentes a tal efecto; por ejemplo, en situación de diálogo), o sea, se requiere que representen algo distinto a las propias exclamaciones. El ejemplo peirceano se refería al grito de alerta proferido por alguien que ve el peligro que otro está a punto de sufrir (o, también, el grito del vendedor callejero, etc.)

Me desengancho, aquí, del tema que podría prolongarse (ya que le falta mucho por explicar), pero que retomaré gustoso cuando algún o alguna participante de SEMIOTICIANS se interesa por la peculiaridad que encuentre, al respecto, en algún corpus de alguna investigación que esté realizando.

Sirva lo anterior para comprender la necesidad de cuidar la calidad de los discursos (o de las semiosis) que se utilizan como CORPUS en una determinada investigación. Conforme disminuye este cuidado (así como el cuidado que se requiere respecto de los CRITERIOS Y OPERACIONES METODOLÓGICAS con las que se opera), se debilita el rigor del trabajo que va, así, distanciándose de la investigación científica, y va yendo hacia el ENSAYO (con todo respeto hacia el ensayo y hacia su eficacia en la producción de conocimiento, pero sin que pretenda atribuirse el carácter de conocimiento científico; que tampoco es el mejor ni el imprescindible); o, distanciándose más, va hacia la LITERATURA (y repito, con todo respeto hacia la literatura y hacia su eficacia en la producción de conocimiento, pero sin que pretenda sustituir al conocimiento científico) o, distanciándose aún más, va hacia la interpretación cotidiana en el discurso coloquial (gracias al cual convivimos e intercambiamos nuestro conocimiento del mundo, que es el imprescindible conocimiento del SENTIDO COMÚN, pero sin que pretenda sustituir al conocimiento científico).

De todas formas, LA SELECCIÓN DE UN CORPUS (del conjunto de semiosis sociales que se supone que son las que construyen la interpretación/representación de determinado fenómeno que es social por el hecho de estar interpretado/representado) así como LA SELECCIÓN DE LAS OPERACIONES ANALÍTICAS con las que se intervendrá en las semiosis sociales de dicho corpus, dependerá del OBJETIVO DE LA INVESTIGACIÓN que se pretende desarrollar. 

Asimismo, LA VALIDEZ DE TAL CORPUS Y LA DE TALES OPERACIONES dependerá de SU EFICACIA PARA PROBAR LA HIPÓTESIS que se haya afirmado con pretensión explicativa del PROBLEMA que se enfrenta en tal investigación.

La HIPÓTESIS específica, en el Proyecto de LOS MUNDOS SEMIÓTICOS POSIBLES, formula dos afirmaciones:

1.. Las significaciones producidas mediante determinadas SEMIOSIS SUSTITUYENTES, en determinado momento de determinada sociedad, son múltiples y pueden agruparse en conjuntos que tienden a la inconsistencia. Esto quiere decir que toda sociedad es semánticamente plural y que en un momento determinado de su historia coexisten, acerca de un mismo fenómeno social, sistemas semánticos no sólo diferentes sino incluso contradictorios, identificables a través de los procedimientos sintácticos con los que se organiza la producción de las SEMIOSIS SUSTITUYENTES vigentes en ese momento de esa sociedad.

2.. A través del reconocimiento de los recursos sintácticos implementados en una determinada SEMIOSIS SUSTITUYENTE, es posible identificar las operaciones mentales aplicadas a su producción; no es lo mismo "recurso sintáctico" que "operación mental", pero aquel es un indicio o manifestación de ésta. Probablemente ambas afirmaciones requieran ajustes, incluso en su formulación general, y, sin duda, la requieren en cuanto a los concretos fenómenos semióticos que, en cada caso, se constituyan en específico objeto de estudio (lo verbal, lo gráfico y lo sonoro). Agradeceré los comentarios que se formulen en este sentido.

Por tanto el OBJETIVO del Proyecto sería también doble:

Por una parte, se trata de ELABORAR UN INSTRUMENTO QUE MUESTRE LAS OPERACIONES MENTALES QUE SE APLICAN A LA PRODUCCIÓN DE LA SIGNIFICACIÓN, a través de la utilización que se hace, en determinado momento de determinada sociedad, de los recursos sintácticos (contexto simbólico, configuración icónica y disposición indicial) específicos de cada semiosis.

Por otra, se trata de ELABORAR UN INSTRUMENTO QUE MUESTRE EL AGRUPAMIENTO DE RELACIONES SEMEJANTES Y LA DISPERSIÓN DE RELACIONES DIFERENTES en la utilización de los recursos sintácticos con los que se producen e interpretan las SEMIOSIS SUSTITUYENTES vigentes en determinado momento de determinada sociedad.

(Lo prometido respecto de la TORRE DE HANOI: consta de tres discos de tamaño diferente y con un orificio en el centro, por el que se ensartan en un vástago vertical. Hay una plancha horizontal sobre la que se yerguen tres vástagos verticales. En el comienzo del juego, los tres discos están en uno de los vástagos en orden de mayor a menor. La tarea consiste en mover los tres discos al vástago del otro extremo de modo que nuevamente aparezcan en el mismo orden, de mayor a menor. Hay dos reglas: 1) sólo puede moverse un disco a la vez; 2) un disco sólo puede transferirse a otro vástago donde no haya otro disco o donde él sea el menor de los discos. Los discos suelen estar pintados de colores distintos para su mejor identificación, en especial, cuando se relata lo que se va haciendo. Si algo de lo que escribí es incorrecto o si falta algo, supongo que Josiane o algún miembro de SEMIOTICIANS tendrá la gentileza de rectificarlo o completarlo.)

Cordialmente.

Juan Magariños de Morentin

Message 1293

Tue Aug 21, 2001  7:57 pm

josiane caron 

Proyectos de investigación y tesis 27

Para participar en los proyectos de investigación

Chers Sémioticiens, Cher Juan,

Suite à la réponse de Juan, sur ma proposition de participer au projet,  je dois dire que je suis globalement d'accord, cependant je me dois d'apporter quelques précisions:

-d'abord sur le choix du thème :  en fait j'avais proposé la tour de Hanoï (mon thème principal) et les noeuds (reprise d'un thème ancien), mais je comprends bien que les instructions pour faire un noeud vous intéresse davantage. Mon thème de recherche vis à vis du labo concerne la sémiosis verbale, et je n'avais parlé de sémiosis graphique que parce que à propos des noeuds, c'est interessant de faire la comparaison. Cela veut dire que je ne peux pas engager beaucoup de temps sur la sémiosis graphique. Mais puisque Juan parle seulement d'un essai de collaboration, cela me va.

- ensuite quelques précisions sur les conditions expérimentales :

1- d'abord à propos des noeuds. Il s'agit d'un enfant qui a appris à faire un noeud plat (on lui a appris, afin de contrôler le fait qu'il sache le faire), et qui doit donner des instructions à un autre enfant pour que le second réalise le noeud. Les instructions sont soit verbales puis graphiques, soit graphiques d'abord puis verbales.

Néanmoins il faut que je retrouve tous ces documents pour donner des précisions supplémentaires et vous donner quelques indications de corpus verbal.

2 - En ce qui concerne la tour de Hanoï, il s'agit d'une tour à quatre disques pour les enfants, et handicapés ; et d'une tour à cinq disques pour les adultes, et les personnes âgées.

Enfin je confirme que je suis d'accord pour l'étude des noeuds, thème que j'avais envie de reprendre cette recherche depuis un certain temps.

Amicalement

Josiane

Message 1294

Thu Aug 23, 2001  8:13 pm

Juan Magariños 

Proyectos de investigación y tesis 28

Requisitos para participar en los proyectos de investigación

Estimadas/os SEMIOTICIANS:

En definitiva, una de las formas de participar en las investigaciones con metodología semiótica propuestas: 

1) LOS MUNDOS SEMIÓTICOS POSIBLES: PALABRAS, IMÁGENES, SONIDOS, o bien

2) EL MUSEO: PATRIMONIO Y SOCIEDAD; CONOCIMIENTO Y COMUNICACIÓN

es preparando y enviando a SEMIOTICIANS un mensaje que contenga tres puntos fundamentales:

A) Descripción de un PROBLEMA o situación social con cuya interpretación (o con alguna de cuyas interpretaciones vigentes), en la sociedad a la que se pertenece, no está de acuerdo el investigador. Este PROBLEMA conviene que se encuadre en las características generales de alguno de los dos Proyectos; si no tuviera relación con alguno de ellos, sería un nuevo Proyecto, lo que no sería criticable, sino tal vez inoportuno respecto de esta convocatoria.

B) Formulación de una HIPÓTESIS o explicación tentativa del problema precedente. Sin HIPÓTESIS no hay investigación, ya que ésta consiste en demostrar que puede probarse la validez de la explicación formulada. Si el problema está encuadrado en el marco general de alguno de los dos Proyectos, la HIPÓTESIS también podrá leerse como una SUB-HIPÓTESIS de las HIPÓTESIS propuestas en alguno de ellos. 

Recuérdese que, como el formulario de la UNLP no requiere la formulación de HIPÓTESIS (alguna vez una colega me dijo que exigir que todo proyecto, en Ciencias Sociales, necesita formular explícitamente una HIPÓTESIS era hacer TERRORISMO INTELECTUAL; no sé si los formularios responden a esta idea, pero sería lamentable si así fuera), he manifestado cuáles serían las HIPÓTESIS del relativo a los MUNDOS SEMIÓTICOS POSIBLES en mi mensaje del día 19 de agosto. 

En cuanto a la HIPÓTESIS del Proyecto relativo a EL MUSEO: PATRIMONIO Y SOCIEDAD; CONOCIMIENTO Y COMUNICACIÓN, la formularía, tentativamente, en los siguientes términos:

El fracaso en la comunicación eficaz de una exhibición en un museo se debe a que no se han cumplido las siguientes condiciones mínimas: 1/ conocimiento adecuado, por parte de los curadores, de las características académicamente atribuidas al patrimonio efectiva y/o potencialmente disponible; 2/ conocimiento adecuado, por parte de los curadores, de los sistemas de interpretación vigentes en la comunidad destinataria, respecto al patrimonio efectiva y/o potencialmente disponible; 3/ formulación explícita de la política de los curadores relativa a la correlación de los aspectos 1 y 2; 4/ formulación explícita, por parte de los curadores, de una (o varias) propuesta(s) de exhibición (guiones) en que se correlacionen los aspectos 1, 2 y 3 anteriores.

C) Selección del CORPUS DE INFORMACIÓN en el cual habrá de basarse la prueba de la hipótesis precedente. En esto, cada investigador que decida integrar el EQUIPO VIRTUAL será conveniente que proponga (y seleccione alguno(s) de entre ellos) (a) a qué sector de SU SOCIEDAD y/o de las autoridades de SU(S) MUSEO(S), se propone entrevistar; (b) qué descripciones del patrimonio va a tomar en consideración; (c) qué documentos de política comunicativa de SU(S) MUSEO(S) va a analizar; y (d) qué exhibiciones va a describir, tanto en cuanto a la DISPOSICIÓN de los objetos expuestos como en cuanto al modo en que cada objeto produce, en la mente del visitante, su REPRESENTACIÓN de algún otro objeto o comportamiento o situación social ausente.

Al pretender decirlo lo mejor posible, puede parecer complejo lo que se requiere para participar en este EQUIPO VIRTUAL. Pero, en definitiva, se pide: 

un PROBLEMA, 

una HIPÓTESIS que lo explique 

y un CORPUS DE INFORMACIÓN que pruebe la hipótesis.

(Bien, aclaro además: la Torre de Hanoi consta, habitualmente, de cuatro o de cinco discos, como bien dice Josiane, mientras que mi referencia era a una Torre de Hanoi de sólo tres discos, posiblemente seleccionada en función de los objetivos que se proponían Jiajie Zhang y Donald A. Norman, autores de "Representations in Distributed Cognitive Tasks", in Cognitive Science, Vol. 18, N. 1, January-March, 1994: 87-122.)

Cordialmente.

Juan Magariños de Morentin

Message 1299

Sat Aug 25, 2001  2:59 pm

josiane caron 

Proyectos de investigación y tesis 29

Para participar en los proyectos de investigación

Chers Sémioticiens, Cher Juan,

Juste quelques mots pour dire à juan que je rédige quelque chose pour le projet dont on a déjà parlé; je le fais le plus vite possible. Y a-t-il une date  limite ?

Par ailleurs c'est vrai que la tour de Hanoï peut avoir trois disques, comme tu as très bien cité toi-même; Juan, une référence basique. Ce que je voulais dire c'est que le travail que j'ai fait -et que je fais - concerne la tour de Hanoï à quatre disques ou à cinq disques, afin d'avoir un corpus plus volumineux. En fait on peut l'avoir avec autant de disques que l'on veut. D'ailleurs on a dit que l'on considérait les protocoles concernant les noeuds.

Amicalement

Josiane

Message 1301

Sun Aug 26, 2001  8:14 pm

Juan Magariños 

Proyectos de investigación y tesis 30

Tareas de investigación para "El museo"

Estimadas/os SEMIOTICIANS:

En el Proyecto de Investigación sobre "EL MUSEO: PATRIMONIO Y SOCIEDAD; CONOCIMIENTO Y COMUNICACIÓN, hay dos tareas iniciales que puede realizar quien esté interesado en participar del EQUIPO VIRTUAL.

Por una parte, está un REPERTORIO DE 4 PREGUNTAS, destinadas a la INFORMACIÓN disponible en nuestro BANCO DE DATOS.

Las 4 preguntas son:

  1.. ¿Visita museos?

  2.. (Cualquiera haya sido la respuesta) ¿Por qué?

  3.. ¿Qué es para usted un museo?

  4.. ¿Qué cambiaría en un museo?

Estas preguntas se formularán, CON GRABADOR ABIERTO, para, después, desgrabarlas TEXTUALMENTE. 

Se deberá preguntar exactamente EN LOS TÉRMINOS EN QUE ESTÁ REDACTADA LA PREGUNTA, con el objetivo de que todos y en todas partes PREGUNTEMOS LO MISMO.

Los cassettes grabados, como dije antes, se DESGRABARÁN TEXTUALMENTE. 

Según el interés en integrarse al equipo de investigación, a partir de este punto se puede: (1) enviarnos el texto desgrabado o (2) continuar la tarea analítica.

Esta tarea analítica continúa del siguiente modo:

Una vez desgrabadas las cintas, se procederá a su NORMALIZACIÓN y, posteriormente, a su SEGMENTACIÓN. Una vez cumplida esta etapa, corresponde redactar las DEFINICIONES CONTEXTUALES de TODOS LOS SUSTANTIVOS que surjan en el texto así procesado.

Para la comprensión específica de lo que acabo de escribir en el párrafo anterior, es necesario leer el "MANUAL OPERATIVO PARA LA ELABORACIÓN DE DEFINICIONES CONTEXTUALES Y REDES CONTRASTANTES", teniendo en cuenta que la parte de REDES CONTRASTANTES no corresponde realizarlas por el momento. O sea, que sólo se llega hasta el listado de DEFINICIONES CONTEXTUALES que resulten del análisis.

El "MANUAL OPERATIVO PARA LA ELABORACIÓN DE DEFINICIONES CONTEXTUALES Y REDES CONTRASTANTES" se puede encontrar en 

http://go.to/museo-semiotica 

Esta parte está destinada a una inicial y elemental aproximación al universo del EVENTUAL VISITANTE, que posteriormente se continuará explorando con mayor profundidad y/o en relación a cuestiones específicas vinculadas con el contenido de determinadas exhibiciones o con las concretas características formales de determinadas exhibiciones.

La otra tarea, es menos habitual y requiere irla construyendo entre todos, mediante nuestras comunicaciones. Me limito a enunciarla y pronto propondré algunas pautas analíticas para la investigación:

REGISTRO DE LAS CARACTERÍSTICAS INTERPRETATIVAS Y REPRESENTATIVAS que poseen los objetos exhibidos en un Museo.

Constituye un estudio acerca de la IDENTIDAD DE UN MUSEO determinado.

Parte de la importancia de esta tarea va a radicar en diferenciar adecuadamente esos dos aspectos de todo objeto exhibido: actualizar su INTERPRETACIÓN, tal como está (ya históricamente) construida desde la misma u otras semiosis y proyectar su posibilidad de REPRESENTACIÓN, tal como habrá de producirse por la disposición con que se lo propone a la percepción de los visitantes.

Pero eso ya será tema de otro mensaje.

Cordialmente.

Juan Magariños de Morentin 

Message 1303

Sun Aug 26, 2001  8:10 pm

AML 

Proyectos de investigación y tesis 31

Museo: patrimonio y sociedad; conocimiento y comunicación - archivo intersemiótico

Tenemos mucho interés en participar del proyecto dirigido por Juan, "EL MUSEO: PATRIMONIO Y SOCIEDAD; CONOCIMIENTO Y COMUNICACIÓN". Enviamos una propuesta inicial que tiene que ver con nuestro trabajo en el Museo Hernández, dependiente del Gobierno Autónomo de la Ciudad de BsAs.

Implementación del concepto de archivo intersemiótico en la catalogación de platería criolla por el Museo "José Hernández"

Frente a una práctica habitual de catalogación de las artesanías en los museos que se basa en considerar como unidad del registro cada pieza individual independientemente de sus productores, nos interesa plantear un cambio de paradigma. Este cambio supone una nueva mirada sobre el material que se ordena lo cual implica a su vez, una redefinición de la noción de archivo y de su conformación y la implementación metodológica de nuevas formas de registro.

Nos interesa incorporar a partir de esta nueva mirada, los sistemas de interpretación vigentes en los productores, en los consumidores, en el discurso institucional (políticas culturales, museos) con sus contradicciones, proximidades y/o rupturas, y ver cómo a través de la platería criolla es posible dar cuenta de un proceso de construcción en este caso, de una "identidad" (local, nacional, regional) entendida como efecto de significación de una red interdiscursiva vigente en el contexto argentino actual.

Partimos de los siguientes enunciados básicos:

a) lo que conforma el archivo es la producción cultural de un productor artesanal (individual o plural) concreto

b) el registro debe dar cuenta de la significación cultural de esa producción a través de la documentación de los contextos de actuación, interpretación y contraste

Suponemos que la red intersemiótica resultante da cuenta de una interpretación posible - la del museo- respecto de la producción cultural de un artesano en particular en un momento y lugar determinado.

La práctica de catalogación no es una tarea acabada sino que debe continuarse en el tiempo.

Nos enfrentamos aquí con un patrimonio cultural complejo en que se articulan aspectos icónicos, indiciales y simbólicos uno de cuyos problemas fundamentales es el de su abordaje analítico diferencial.

CORPUS DE INFORMACIÓN

(Archivo: cintas magnetofónicas- fotografías. Diapositivas- cintas de video)

Entrevistas realizadas a tres plateros de distintas localidades (J.J.Drahi, Inti Tripay y Ferreyra).

Con respecto a uno de ellos (Draghi) que expuso sus piezas en el Museo, contamos con el Catálogo de su exposición, encuestas efectuadas en esa ocasión.

Diapositivas del artesano y sus artesanías. Un video que lo muestra como miembro de la Comisión amigos del Museo de Areco.

Las piezas.

Documentación sobre la fiesta de la Tradición de Areco organizada por Drahi, donde expuso también su platería.

Documentación sobre platería argentina que incluye platería criolla (catálogos de exposición)

Documento acerca de la instauración del Día del Artesano y creación del Centro de Promoción artesanal con sede en el Museo José Hernández (1982).

Certificado del Diploma de honor entregado a Juan J.Drahi por la Secretaría de Cultura por su aporte al "Patrimonio Tradicional Argentino"

Hay que aclarar que falta información y que debemos buscarla.

Mirta Bialogorski y Ana Cousillas

Message 1307

Tue Aug 28, 2001  7:57 pm

Juan Magariños 

Proyectos de investigación y tesis 32

El registro de los objetos del museo y la semiótica indicial

Estimadas/os SEMIOTICIANS:

Quisiera ampliar un poco la propuesta de la 2ª tarea, destinada a la investigación sobre EL MUSEO, que he denominado: 

"REGISTRO DE LAS CARACTERÍSTICAS INTERPRETATIVAS Y REPRESENTATIVAS que poseen los objetos exhibidos en un Museo".

Se supone que una Investigación que pretende conocer las características específicas de un determinado Museo (aparte de aspectos coyunturales que también serán tenidos en cuenta en su oportunidad) debe proporcionar conocimiento acerca de TRES ASPECTOS FUNDAMENTALES: 

  1.. Los OBJETOS.

  2.. Los VISITANTES

  3.. Las POLÍTICAS de los curadores relativas a la exhibición de los objetos a los visitantes.

No son aspectos simples, sino que poseen una notable complejidad, en la que habrá que ir penetrando paulatinamente.

El tema del "REGISTRO DE LAS CARACTERÍSTICAS INTERPRETATIVAS Y REPRESENTATIVAS que poseen los objetos exhibidos en un Museo", pretende proporcionar conocimiento acerca de los OBJETOS. En este sentido, su estudio pertenece al área de la SEMIÓTICA INDICIAL. Por ello, éste y algunos otros mensajes relacionados quedarán registrados en los apartados del MANUAL DE ESTUDIOS SEMIÓTICOS: 1.2.2 - 2ª Parte: ENCUADRE SEMIÓTICO DE LOS PROYECTOS DE INVESTIGACIÓN Y ELABORACIÓN DE TESIS Y MONOGRAFÍAS, así como en el punto 1.3.2 - SEMIÓTICA INDICIAL; SEGUNDA PARTE, ambos del sitio WEB:

http://www.archivo-semiotica.com.ar/ 

Por supuesto, también aparecerán en el desarrollo de MENSAJES, correspondientes al Proyecto EL MUSEO, que se encuentra en 

http://go.to/centro-investigaciones-semióticas 

Por la intervención de la museóloga Alicia Sarno en las discusiones (en vivo) de nuestro Equipo de Investigación, supe que existen un fuerte debate acerca de si EL OBJETO es o no un elemento esencial y definitorio de lo que se entiende por Museo. Por lo que puede entender, y sin comprometerla, me pareció que su opinión era contraria a considerarlo esencial y definitorio. Provisionalmente, yo mantengo la opinión contraria (probablemente hasta que salga de mi ignorancia al respecto, ya que yo soy semiólogo y no museólogo) y considero que,

tomando el concepto de OBJETO con suficiente amplitud: CUALQUIER ENTIDAD MATERIAL EXISTENTE SUSCEPTIBLE DE SER PERCIBIDA POR LOS SENTIDOS, y sin entrar por el momento a la discusión acerca de quién ostente la propiedad del conjunto de objetos y la permanencia de su disponibilidad, puede afirmarse que (es lo que yo supongo),

para que exista un MUSEO se requiere la presencia de determinados OBJETOS sometidos a la PERCEPCIÓN de un conjunto genérico (pero relativamente acotable) de VISITANTES.

Para avanzar en la posible elaboración del REGISTRO de OBJETOS que estoy proponiendo, considero conveniente distribuirlos en dos grandes grupos (a los que ya he hecho alusión en algún mensaje anterior):

  1.. El objeto ÚNICO

  2.. El objeto EJEMPLAR

En el primer caso, el objeto posee de modo exclusivo un determinado valor intrínseco, en cuanto cualquier otro que pretenda equiparársele (en alguna o varias de sus múltiples características) será considerado como una reproducción o una falsificación (y aquí puede seguir todo un interesante desarrollo semiótico acerca de las características diferenciales entre reproducción y falsificación).

En el segundo caso, el objeto es uno perteneciente a un conjunto cuyos elementos puede identificarse por determinados rasgos que los acreditan como pertenecientes a dicho conjunto y el denominado "objeto ejemplar" exhibe estos determinados rasgos y adquiere, por esta capacidad de exhibirlos, el valor de representar a los demás de ese determinado conjunto.

Desde luego, puede haber un OBJETO EJEMPLAR que por la especial calidad de las características que lo hacen pertenecer a un determinado conjunto, se constituya en OBJETO ÚNICO sin perder su calidad de "ejemplar". Por ejemplo, la belleza de determinados rasgos de UNA VASIJA de la cultura Aguada.

Con independencia de esta división entre ÚNICO Y EJEMPLAR, en el objeto incide también

  1.. Su INTERPRETACIÓN (histórica)

  2.. Su REPRESENTACIÓN (futura)

Creo que es posible decir que el conjunto de INTERPRETACIÓN y REPRESENTACIÓN constituye el SIGNIFICADO del OBJETO. Por supuesto que todo depende de cómo se defina INTERPRETACIÓN y REPRESENTACIÓN.

Para irnos acercando a las OPERACIONES COGNITIVAS que estoy tratando de esbozar, diría que la INTERPRETACIÓN está constituida por el conjunto de discursos/semiosis, disponibles en determinado momento por determinada sociedad, que lo van construyendo como REFERENTE. O sea, la INTERPRETACIÓN, aquí, la estoy considerando como la suma de características de SEMIOSIS SUSTITUIDA que pueden identificarse en determinado objeto, en virtud del conocimiento que a él se refiere, o sea, en virtud del conjunto de discursos/semiosis que pueden aplicársele; o sea, lo que cada uno sabe (con toda la gama de diferencias que esto implica) acerca de UN OBJETO. Esto constituye su modo posible (o sus modos posibles) de INTERPRETARLO; por tanto este sentido de INTERPRETACIÓN implica resumir el conocimiento histórico que se tiene acerca de algo. Un importante aspecto que deberá tener en cuenta todo curador de un Museo cuando comienza a pensar en exhibir algo: QUÉ SABE LA COMUNIDAD ACERCA DE ELLO.

Por su parte, la REPRESENTACIÓN es aquello que EL OBJETO PUEDE CONSTRUIR. En este caso, las características (representacionales) de un objeto son las que SE REFIEREN A ALGO DISTINTO DE ÉL MISMO y en virtud de las cuales, eso distinto adquiere, así, una determinada interpretación. El OBJETO se constituye en SEMIOSIS SUSTITUYENTE para hacer que otra cosa se interprete de determinada manera, o sea, resulte ser un OBJETO SEMIÓTICO o SEMIOSIS SUSTITUIDA.

Lo interesante es que todo objeto participa de esta doble cualidad: ser el resultado de la eficacia de otro y ejercer su propia eficacia de la que otro será el resultado.

El primer aspecto es el que designo como INTERPRETACIÓN u OBJETO INTERPRETADO y quizá ahora pueda entenderse por qué también puede designársele como OBJETO SEMIÓTICO o como SEMIOSIS SUSTITUIDA. Siempre, todo objeto es el resultado de la acción de otro (siendo por lo general este otro un discurso verbal y/o una configuración gráfica y/o una disposición de otros objetos).

El segundo aspecto, la posibilidad de ejercer la propia eficacia para que OTRO resulte interpretado, es el que designo como REPRESENTACIÓN o REPRESENTAMEN (aprovechando el término peirceano) y quizá ahora pueda entenderse por qué también puede designársele como SEMIOSIS SUSTITUYENTE, ya que viéndolo no lo vemos como tal sino como forma que construye al otro (la tan conocida "transparencia" del lenguaje, que se aplica a cualquier materia prima semiótica en su propuesta REPRESENTATIVA).

O sea, como en el caso del cambio en la dirección de la profundidad del cubo de Necker, cualquier OBJETO (lo que es extensible a cualquier SIGNO, ya que se trata de una característica general de todos los sistemas semióticos) puede ser visto, ya bien como INTERPRETACIÓN RESULTANTE de otros discursos/semiosis, o ya bien como AGENTE REPRESENTATIVO de algo diferente de él mismo. Pero lo que no puede ocurrir, como con el cubo de Necker, es que se lo pueda considerar simultáneamente en los dos aspectos.

Para que UN OBJETO PRODUZCA UNA REPRESENTACIÓN DE OTRA COSA es preciso que se sitúe como propuesta comunicativa, lo que ya depende de los usos y costumbre de cada sociedad en cada época. Y ésta es la tarea del curador del Museo: ofrecer LOS OBJETOS a la PERCEPCIÓN DE LOS VISITANTES de modo que estos CONSTRUYAN ALGO DIFERENTE AL OBJETO QUE ESTÁN VIENDO pero que es LO QUE ESE OBJETO REPRESENTA. Quizá así se comprenda la resistencia a admitir que el objeto es esencial y necesario para la existencia del Museo; porque no es EN CUANTO OBJETO sino en función de LA POTENCIA REPRESENTATIVA que la DISPOSICIÓN en que aparece en una determinada exhibición es capaz de atribuirle a un objeto. Lo que se exhibe en el Museo no es el OBJETO EN SÍ, sino INVESTIDO DE SU POTENCIA REPRESENTATIVA.

Entonces, es tarea básica en el estudio acerca de la identidad de un Museo existente o de uno que se está diseñando o de una exposición determinada, parcial y temporal, disponer de lo que, provisionalmente, he denominado como el "REGISTRO DE LAS CARACTERÍSTICAS INTERPRETATIVAS Y REPRESENTATIVAS que poseen los objetos exhibidos en un Museo".

Si el resultado de este REGISTRO se interrelaciona con el resultado del REPERTORIO DE 4 PREGUNTAS básicas que se le habrán formulado a los eventuales visitantes, el curador del MUSEO comienza a disponer del primer esbozo de información como para bocetar una POLÍTICA DE EXHIBICIÓN del patrimonio del Museo (y ¡qué audacia, pasar de hablar del objeto a hablar del patrimonio!). 

Por eso, estas son tareas que estoy proponiendo a la reflexión de quienes se interesen en la investigación acerca del Museo y que sería importante realizar en distintos ámbitos, con distintas tradiciones culturales, ya que permitirían explicar los problemas de comunicación de Museos distintos vinculados a distintas comunidades de visitantes posibles. Y también comenzamos a comprender la importancia de cada uno de los aspectos que debe reunir toda Investigación: su PROBLEMA, su HIPÓTESIS y su INFORMACIÓN.

Cordialmente.

Juan Magariños de Morentin

Message 1317

Sat Sep 1, 2001  7:41 pm

josiane caron 

Proyectos de investigación y tesis 33

Projet sur les noeuds

Chers sémioticiens, Cher Juan,

J'ai retrouvé une bonne partie de mon matériel sur les noeuds. En fait je viens juste de retrouver les dessins. Il faut encore que je vérifie s'ils sont tous là. Il ne me manque plus que quelques cassettes d'enregistrement, afin de revérifier le décodage.

A - Six conditions de recueil dont seulement une partie a déjà donné lieu à dépouillement ont été réalisées avec des couples d'enfants (ou des groupes de trois enfants, pour les conditions 4-5-6) âgés de 5 ans à 10 ans, dix groupes par condition de recueil

- 1ère condition instructions verbales (orales) seules avec possibilité d'interaction (les enfants sont placés dos à dos de façon à pouvoir parler, mais ne pas voir ce qu'ils font

- 2e condition instructions verbales écrites

- 3ième condition : instructions graphiques

- 4ième condition : appelée 'commutation de code' langage oral ----> dessin L'enfant qui sait faire le noeud donne d'abord des instructions verbale à un deuxième enfant, puis des instructions écrites à un troisième enfant

- 5ième condition :  'commutation de code'  dessin -----> langage oral' les instructions sont d'abord graphiques, puis verbales, mais le dessin effectué dans un premier temps est enlevé

- 6ième condition : traduction  dessin ---> verbal

les instructions sont d'abord graphiques, puis verbales, alors que l'enfant conserve le dessin qu'il a précédemment réalisé sous ses yeux. (N.B. j'ai retrouvé la consigne exacte des conditions 4 et 5 ; il faut encore que je vérifie pour la condition 6 - je n'ai pas encore tout à fait tout retrouvé)

Dans tous les cas, on a appris (ou réappris s'il le savait déjà) à faire un noeud plat au premier enfant avec des gestes mais sans parler. On laisse devant lui un noeud plat réalisé, et il a à sa disposition deux ficelles pour pouvoir refaire lui-même le noeud à mesure qu'il donne des instructions. (les cordes sont en ficelle de couleur naturelle et ont une certaine épaisseur (entre 0.5 et 1 cm - je dois revérifier) et une certaine longueur (50 cm ou 1m - idem à vérifier)

En cas d'echec à la réalisation du noeud par le deuxième enfant, un deuxième essai est proposé

B- Quelques exemples de protocoles verbaux, choisis un peu au hasard, issues de la condition 4

5 ans

(A : Christine, B : Bénédicte)

essai 1 (réussi)

d'abord tu as deux cordes tu les croises

puis tu prends le bout d'une corde que tu passes dessous l'autre

et ça te fait un genre de croix

un peu quoi !

après tu montes tes deux cordes et tu fais un noeud avec tes deux cordes 

(pause)

et ça te fait un noeud plat

6 ans

(A : Sylvain, B : Laurent)

essai 1 (echec)

tu prends ta corde tu mets l'autre sur ta corde que tu as étendu

après tu fais un noeud (pause)

après tu fais encore un autre noeud (pause)

tu prends les deux bouts des deux côtés et tu serres

7 ans

(A : Gilles, B : Jean-Paul)

essai 1 (echec)

bon tu mets une corde dessus l'autre

tu prends l'autre corde tu la passes par dessous

après tu les prends tu les mets en haut tu fais pareil

tu les mets la corde dessus l'autre

tu tournes (pause) et tu serres

tu serres un tout petit peu tu prends les deux cordes et tu serres

2ième essai (réussi)

bon tu mets la corde dessus l'autre tu la passes en dessous

tu montes les cordes

tu mets la corde dessus l'autre tu la fais passer par dessous

tu les montes tu la mets

tu mets une corde dessus l'autre

tu passes par dessous et tu serres un petit peu et tu serres avec les deux

8 ans

(A : Emmanuelle, B : Roxane)

essai 1 (echec)

A : je mets une ..une ficelle dans la main droite et une ficelle dans la main gauche par dessus

après le brin qui est devant je le fais passer et puis y rentre

je prends le brin le brin qu'y a  qui est que je tiens avec la main droite

et je le passe dessous

ça forme un noeud

les deux brins je les recroise je passe le brin droit devant le brin 

derrière ...et le brin gauche derrière

le brin gauche je le passe dans ... dedans le dedans le rond

et après je tire et je prends mes deux brins et je serre très fort

9 ans

(A : Christina, B : Nathalie)

essai 1 (echec)

A : ben tu prends tes deux ficelles

t'en prends une tu la mets par dessus l'autre

et puis alors celle qui est dessous tu la fais passer dessus l'autre

ça y est ? ça y est ?

et puis et puis tu fais ... tu fais ..tu l'approches

tu fais comme si c'était un rond

tu prends un bout de ficelle tu le mets dans le rond et puis tu tires sur les deux bouts

10 ans

(A : Jean-Pierre, B : Jean-François)

essai 1 (echec)

A : tu prends la ficelle que tu tiens dans la main droite tu la poses sur

celle que tu tiens dans la main gauche

puis tu tournes celle que tu as dans la main gauche de façon à .... autour 

de celle que tu tiens dans la main droite de façon à faire un noeud (pause)

alors après tu prends ...tu prends la corde que tu tiens en main droite tu 

la ... tu la passes sous celle que tu tiens en main gauche et tu fais un noeud

10 ans

(A : Agnès, B : Caroline)

essai 1 (echec)

A : Alors Caroline tu prends la corde dans la main droite tu la places

dessus la corde gauche et tu la passes en dessous

après tu passes la corde gauche dessus la corde droite

après la corde droite sur la corde gauche et après tu serres

essai 2 (echec)

tu places ta corde droite sur la corde gauche et ensuite la corde droite

sous la corde gauche

après la corde gauche sur la corde droite après la corde gauche sous la 

corde droite et tu serres

C - Ce qui me semble particulièrement interessant à étudier:   a) le fait que la semiosis verbale permet d'introduire des repères qui peuvent être distincts des repères habituels et  par rapport auxquels s'organisent verbalement les instructions.

Ainsi la ficelle de droite peut correspondre aussi bien à la ficelle qui se trouve physiquement à droite qu'à celle qui se trouve physiquement à gauche suivant qu'elle renvoie à la ficelle ou au bout, à l'une ou à l'autre,  avant ou après le croisement des deux ficelles.

De même les prépositions 'sur' , 'sous', 'dessus', 'dessous' peuvent aussi bien correspondre à la position des ficelles lors de leur croisement, qu'au fait que l'une d'entre elles non seulement se croise avec l'autre, mais aussi se noue avec en passant par dessous.

b) La démarcation d'unités de traitement qui peuvent réunir les étapes élémentaires du noeud en une seule opération ou au contraire en plusieurs opérations. Cette démarcation peut se faire de différentes façons :

- par les choix lexicaux

- par la présence de connecteurs (par exemple 'après', 'puis') qui semblent pouvoir suspendre ou non l'effet d'un précédent repère et en repositionner un autre lors d'une nouvelle unité

- par la présence de séquences de préparation et de termininaison de l'action

Juan, je m'arrête ici pour aujourd'hui. Il faut maintenant que j'exprime un peu mieux tout cela sous la forme que tu as demandé

Amcalement

Josiane

Message 1325

Fri Sep 7, 2001  6:05 pm

josiane caron 

Proyectos de investigación y tesis 34

Projet (hypothèses)

Chers sémioticiens, Cher Juan,

Vous trouverez ci-après l'adaptation des deux hypothèses de Juan au projet  sur les noeuds. Dans un premier temps j'ai reformulé à ma façon les  hypothèses de Juan. J'espère Juan que je n'ai pas trahi ta pensée et que je  n'ai pas fait d'erreur de compréhension, mais tu saurais me le dire j'espère.

Dans un deuxième temps j'ai adapté et précisé les hypothèses en ce qui  concerne le projet spécifique des noeuds. J'ai privilégié la semiosis  verbale pour deux raisons : d'une part c'est mon thème de recherche au sein  du labo, d'autre part  je n'ai pas encore fini de vérifier tous les  dessins, et leur correspondance avec les productions verbales. De ce fait  l'explicitation de mon hypothèse pour la semiosis graphique est peut-être  encore un peu faible et insuffisante. Je me propose de la revoir bientôt à  la demande de Juan, à qui je laisse toute liberté pour ré-écrire tout cela  en espagnol et l'intégrer au projet complet, et aussi pour me signaler les  points qui restent faibles.

hypothèse 1-

Les significations produites à travers une semiosis substituante donnée, à  un moment donné d'une société déterminée sont multiples, et peuvent  s'agglutiner en patterns plus ou moins partiellement contradictoires les  uns avec les autres. Des configurations syntaxiques qui présentent deux à  deux des propriétés communes tout en s'opposant sur une autre dimension  peuvent permettre de rendre compte des patterns contradictoires.

Au sein des instructions données pour réaliser un noeud plat, on peut  effectivement constater de telles contradictions dans la dénomination  verbale des ficelles utilisées pour effectuer le noeud : en effet la  ficelle dénommée et à laquelle apparamment on se réfère ne correspond pas  toujours à la la ficelle qui devrait ête bougée pour effectuer le noeud. 

Cependant on postulera que les instructions données par l'enfant qui sait  faire le noeud ont leur cohérence propre et en aucun cas on ne les  considerera comme des erreurs. Ce sont ces incohérences apparentes qui  permettent de dégager les effets liés à la semiosis substituante.

On se propose de faire un relevé systématique aux différents âges des  relations prédicatives par lesquelles ces significations apparamment  contradictoires ou incomplètes se manifestent ainsi que des procédés  syntaxiques utilisés lors de leur production dans la semiosis verbale.

On confrontera alors les oppositions mises en évidence à travers la  semiosis verbale aux productions obtenues dans la semiosis graphique, dont  on explicitera les procédés graphiques utilisés et les oppositions  existantes entre ces procédés.

hypothèse 2

A partir de la reconnaissance des moyens syntaxiques habituellement  utilisés et implémentables dans une sémiosis donnée, on peut identifier les  opérations mentales mises en oeuvre lors de la production dans cette  semiosis. Il n'y a certes pas de correspondance terme à terme entre les  opérations mentales et les procédés syntaxiques. Les procédés syntaxiques  ne peuvent être considérés que comme des indices des opérations mentales en  question. Ce sont plutôt les systèmes d'oppositions entre configurations  syntaxiques qui suggèrent des oppositions au niveau des opérations mentales  habituellement attestées, et qui amènent à les spécifier en opérations  élémentaires dont il sera intéressant de faire l'inventaire et de resituer  au sein des processus cognitifs généraux.

En ce qui concerne les instructions pour faire un noeud, et pour la  sémiosis verbale, on peut faire l'hypothèse que lors de la référenciation  des deux cordes, les différences observées dans les choix lexicaux, ainsi  que dans la structure hierarchique qui s'instaure au sein des chaines  prédicatives par le biais des structures syntaxiques, peuvent correspondre  à des différences dans l'organisation des chunks en mémoire de travail,  liées à des focalisations attentionnelles et/ou des processus d'inhibition  dictincts.

En ce qui concerne la sémiosis graphique, le nombre d'unités graphiques  concernées, ainsi que des différences dans le positionnement et dans  l'organisation plus ou moins hiérarchisée des lignes sur la page peuvent  également être mis en correspondance avec des différences dans la sélection  et l'organisation des informations en mémoire.

Le fait de me replonger dans l'analyse des instructions pour faire un  noeud me stimule et me change de la tour de Hanoï. Il me faut un peu de  temps pour opérationaliser ce changement. Mais je pense que de revenir à  cette recherche qui s'était avérée très fondamentale dans mon approche des  verbalisations ne peut être que profitable. C'est l'occasion pour moi de  reprendre les choses à leur base, et en discussions avec les sémioticiens. 

Mais si je peux transmettre facilement les productions verbales, je vais  devoir régler un problème pratique: comment vous faire parvenir les dessins ?

Amicalement

Josiane

Message 1327

Sun Sep 9, 2001  3:42 pm

Juan Magariños 

Proyectos de investigación y tesis 35

Hipótesis sobre nudos

Estimadas/os SEMIOTICIANS

y, en especial, querida Josiane:

Mucho agradezco el interés y el trabajo que se ha tomado Josiane, para comprender y adaptar las propuestas de las Hipótesis acerca de los MUNDOS SEMIÓTICOS POSIBLES a su análisis acerca del DISCURSO VERBAL Y GRÁFICO DE LOS NIÑOS QUE ENSEÑAN A OTROS A HACER NUDOS. Considero que es un tema del que podremos aprender mucho, desde nuestra perspectiva semiótica y, en especial, en cuanto al MODO DE OPERAR, o sea, en cuanto a LOS PASOS DE UN TRABAJO METODOLÓGICO bien diseñado y riguroso en su realización.

Durante los próximos 15 días yo no voy a poder aportar mis reflexiones, porque viajo, primero, a dictar un Curso de Posgrado en la Universidad Nacional de Córdoba y, después, a ver si podemos seguir trabajando en los Cursos de Grado en la Universidad Nacional de Jujuy o si continuamos el paro y el plan de lucha, porque de alguna manera es imprescindible impedir la destrucción de la Universidad Nacional que se está gestando en la Argentina, por la obsecuencia de los gobernantes con las potencias económicas internacionales.

Por de pronto, ya hace algún tiempo, había renunciado a ir a Lyon, al Coloquio Interdisciplinario en Ciencias Cognitivas, una de cuyas responsables es, justamente, Josiane, pese al gran interés que tenía en participar y recibir los comentarios de esa jerarquizada concurrencia, por la falta de apoyo económico que encontraba en mi Facultad y Universidad de La Plata. Ahora, también tengo que renunciar a viajar a Québec, donde Marie Carani me había invitado a pronunciar una Conferencia Plenaria, en el Congreso de la Asociación Internacional de Semiótica Visual, por las mismas causas, falta de subsidios para viajes por parte de la Universidad y la propia inseguridad respecto a nuestro futuro laboral que nos afecta a todos los Universitarios docentes e investigadores. Así nos vamos aislando (con todo lo que eso significa y que no quiero verbalizar) los investigadores que vivimos en Argentina.

Pero, en definitiva, no quisiera que se debilitara este esfuerzo realizado por Josiane. Así que me comprometo a responderle muy puntualmente, antes (pero cerca) de fin de mes. En principio, adelanto, que su trabajo me parece muy correcto y que lo que quisiera aportar son comentarios a algún que otro aspecto que señala interesantes posibilidades de trabajo de investigación, en este cruce entre la semiótica y las ciencias cognitivas.

Mientras tanto, supongo que otros participantes de SEMIOTICIANS puede hacer comentarios interesantes o proponer otros aspectos que se integren en uno u otro de los dos Proyectos en los que, inicialmente, he invitado a participar, a través de esa figura de un EQUIPO VIRTUAL DE INVESTIGACIÓN.

Porque MI AUSENCIA NO IMPLICA QUE LOS MENSAJES DE SEMIOTICIANS SIGAN CIRCULANDO. Yo puedo cumplir mi tarea de MODERADOR desde cualquier computadora a la que tenga acceso, en cualquier lugar del mundo (así he llegado a hacerlo desde New Orleans), y así pienso seguir haciéndolo. Lo que no voy a tener es tiempo y tranquilidad intelectual para dedicarme a aportar mis propios comentarios.

El trabajo de Josiane, participando en la Investigación de los MSPs (digámoslo así, ya que MUNDOS SEMIÓTICOS POSIBLES es muy largo) es de interés para todos los participantes de nuestra Lista, por lo que ya tengo un ofrecimiento (que trataré de concretar a mi regreso) para TRADUCIR SUS TEXTOS AL CASTELLANO. Entendámonos que me refiero a LOS TEXTOS ACERCA DE LA INVESTIGACIÓN, ya que nuestros mensajes habituales, ya hemos establecido que pueden circular en cualquier idioma latino de los países latinoamericanos: portugués, francés, español y, no podemos negarle el lugar, italiano. Así pues, LOS MENSAJES NO SE TRADUCEN, pero los TRABAJOS DE INVESTIGACIÓN QUE SE INTEGREN EN LOS PROYECTOS PROPUESTOS, CONVENDRÁ QUE SÍ SE TRADUZCAN. Dejo el tema abierto, porque también interesaría poder traducir ese tipo de textos al portugués y los del portugués al castellano, etc. Todo depende de que se ofrezca alguien como traductor... y de que cumpla.

Sobre la pregunta de Josiane acerca de CÓMO HACER LLEGAR DIBUJOS a los miembros de SEMIOTICIANS, si bien es cierto que los mensajes no admiten gráficos ni attachements, sí sería posible que, recibiéndolos, por ejemplo, en mi correo personal, yo mismo los "suba" directamente a la página http://go.to/centro-investigaciones-semioticas   donde están los Proyectos y a la que todos tienen acceso.

Hasta pronto. Cordialmente.

Juan Magariños de Morentin

Message 1395

Sun Sep 30, 2001  8:03 pm

Juan Magariños 

Proyectos de investigación y tesis 36

Las hipótesis semióticas

Estimadas/os SEMIOTICIANS

y, en especial, querida Josiane:

Retomo el tema de los Proyectos de Investigación. Concretamente, quisiera aportar algo a lo que considero que son las características fundamentales de una HIPÓTESIS en el ámbito de las INVESTIGACIONES SEMIÓTICAS.

El OBJETO DE CONOCIMIENTO de una HIPÓTESIS, o sea, la explicación acerca de cómo UN FENÓMENO ADQUIERE SIGNIFICADO en una determinada sociedad, es siempre plural. 

Esto quiere decir que la explicación registrará la presencia de distintas semiosis, todas ellas simultáneamente vigentes, así como la presencia de distintas semiosis sustituyentes, todas ellas provenientes de una misma de tales semiosis, que en todos los casos son eficaces para conferirle significado al fenómeno en estudio, pese a que ello conduzca a que, en una misma sociedad, se construyan significados contradictorios acerca de un mismo fenómeno (del que, no obstante, se dirá que, semióticamente, ya no es el mismo fenómeno).

Así, por ejemplo, se encuentran, en la misma sociedad, conjuntos de discursos (o digamos, CONJUNTOS DE SEMIOSIS SUSTITUYENTES, para incluir a otras semiosis además de la verbal) que construyen de modo distinto E INCLUSO DE MODO CONTRADICTORIO el significado del FENÓMENO DE LA POBREZA. Parte de la tarea de una investigación semiótica consiste en establecer cuáles son esas SEMIOSIS SUSTITUYENTES O LAS RESPECTIVAS SINTAXIS O CONFIGURACIONES DE TALES SEMIOSIS SUSTITUYENTE que están vigentes en un momento dado y que conducen a producir tales significados contradictorios. Todo ello buscará a su vez, una EXPLICACIÓN PLAUSIBLE acerca de CÓMO TAL CONTRADICCIÓN PUEDE ESTAR VIGENTE en un mismo momento de una misma sociedad; y esto será lo que constituye el correspondiente conjunto de MUNDOS SEMIÓTICOS POSIBLES.

Pero el fenómeno de establecer el significado de la POBREZA se diferencia del fenómeno de la transferencia de conocimiento para enseñar a producir un NUDO PLANO, en que este último es un PROCEDIMIENTO TÉCNICO que necesariamente concluye EN EL ÉXITO O EN EL FRACASO, mientras que el significado de la pobreza tiene COMPONENTES IDEOLÓGICAS decisivas que podrán conducir a la aceptación o al rechazo de determinada demarcación del ámbito de la pobreza, pero no, al menos no necesariamente, al éxito o al fracaso del significado construido.

Entonces, una HIPÓTESIS SEMIÓTICA acerca de las características de la secuencia semántico-sintáctica destinada a transferir el proceso de producción de un nudo plano NO PUEDE TENER POR OBJETO EVIDENCIAR LA PRESENCIA DE CONTRADICCIONES en el modo de construir tales secuencias semántico-sintácticas efectivamente utilizadas.

No tengo seguridad acerca de cuál sería una HIPÓTESIS SEMIÓTICAMENTE BIEN FORMULADA en el caso de las instrucciones para confeccionar un nudo. Quizá afirmar la existencia de variantes sintácticas que no provocan una modificación en el comportamiento del aprendiz, que logra el ÉXITO pese a la variante, mientras que otras determinadas variantes sintácticas la provocan efectivamente, conduciendo al FRACASO de la operación técnica. Lo mismo podría decirse acerca de la correspondiente REPRESENTACIÓN GRÁFICA: variaciones que provocan el fracaso y otras que preservan el éxito de la tarea manual. Además de estudiar la interrelación de las variaciones sintácticas verbales con las variaciones en la configuración gráfica y las correspondientes situaciones de éxito o fracaso.

Esto es apenas un esbozo de tratamiento del tema de las HIPÓTESIS SEMIÓTICAS. Hay mucho más para decir y espero que, entre todos, lo vayamos diciendo. En general, sólo nos permite proponer, tentativamente, que NO HAY ESTRUCTURAS DE HIPÓTESIS VÁLIDAS PARA TODAS LAS SITUACIONES DE CONSTRUCCIÓN DEL SIGNIFICADO DE CUALQUIER FENÓMENO, sino que las características del fenómeno, atribuidas por las semiosis sustituyentes vigentes, conducen a la calidad de bien formuladas de determinadas hipótesis y a negar esta cualidad a otras determinadas hipótesis.

Cordialmente.

Juan Magariños de Morentin

Message 1399

Wed Oct 3, 2001  8:55 pm

josiane caron 

Proyectos de investigación y tesis 37

Las hipótesis semióticas

Chers sémioticiens, Cher Juan,

Merci encore pour les commentaires de Juan.

Je suis tout à fait d'accord avec le paragraphe que Juan as écrit ci dessous.

>Entonces, una HIPÓTESIS SEMIÓTICA acerca de las características de la >secuencia semántico-sintáctica destinada a transferir el proceso de >producción de un nudo plano NO PUEDE TENER POR OBJETO EVIDENCIAR LA >PRESENCIA DE CONTRADICCIONES en el modo de construir tales secuencias >semántico-sintácticas efectivamente utilizadas.

Je peux tout à fait admettre que la prise en compte des contradictions dont je parlais ne concerne pas en fait la sémiotique. J'ai l'habitude de les signaler car dans beaucoup de travaux en psychologie on effectue une prise en compte au pied de la lettre de la signification (cad un simple étiquetage), et dans ce cas là il y a contradiction : par exemple, la ficelle qui se trouve effectivement à droite à ce moment là n'est pas toujours la ficelle dont on parle, parce que la ficelle de droite renvoie parfois - selon la formulaton - à la ficelle qui est à droite avant le croisement des ficelles. Mais évidemment l'analyse demande de dépasser cette contradiction. Si on prend en compte toutes les formulations effectuées par les enfants, et si on les ordonne, on a les moyens de mettre en place ce genre de signification sans considération de contradiction.

C'est ce que j'ai fait - ou du moins essayé de faire - quand j'ai analysé les protocoles. Le faire maintenant en termes de sémiosis substituantes et semiosis substituée est peut-être difficile à formuler, mais devrait pouvoir apporter des éléments de rigueur.

Les commentaires de Juan à propos des noeuds me semblent tout à fait corrects. J'y réfléchi pour formuler cela un peu plus dans les jours qui viennent.

Par ailleurs, je n'ai pas encore résolu le problème de la mise des dessins sur le site internet. Il faut que je demande au niveau du labo, car je n'ai pas le matériel pour le faire moi-même. Je pense à m'en occuper.

Amicalement 

Josiane

Message 1426

Thu Oct 11, 2001  6:25 pm

Juan Magariños 

Proyectos de investigación y tesis 38

El conocimiento semiótico

Estimadas/os SEMIOTICIANS:

Mi anterior mensaje, del 8 de octubre, (en este MANUAL DE ESTUDIOS SEMIÓTICOS, puede encontrarse en "Desarrollos Peirceanos 15") trataba de aportar algunos elementos más acerca de las relaciones entre la "SEMIOSIS SUSTITUYENTE", la "SEMIOSIS SUSTITUIDA" y el "OBJETO SEMIÓTICO". Con esto apuntaba (1) a identificar con mayor claridad cuál es el conocimiento que puede esperarse como resultado de una INVESTIGACIÓN REALIZADA CON METODOLOGÍA SEMIÓTICA y, por tanto, (2) también permitiría comprender mejor cuál es la estructura y la formulación adecuada de una HIPÓTESIS en un Proyecto de investigación semiótica.

1.. En relación al CONOCIMIENTO que puede esperarse como resultado de una INVESTIGACIÓN REALIZADA CON METODOLOGÍA SEMIÓTICA, dicho conocimiento estará referido a 

CÓMO Y MEDIANTE QUÉ INSTRUMENTOS SE HA PRODUCIDO LA ACTUALIZACIÓN DEL SIGNIFICADO DE DETERMINADO FENÓMENO SOCIAL, EN UN DETERMINADO MOMENTO DE UNA DETERMINADA SOCIEDAD.

Todo fenómeno es social porque todos los fenómenos de los que tiene conocimiento el hombre han estado REPRESENTADOS desde alguna SEMIOSIS SUSTITUYENTE (discurso simbólico: verbal, matemático, algorítmico, etc., y/o configuración visual y/o disposición de objetos o comportamientos y/o ¡ETC!) que es el instrumento operativo que permite que ese hombre YA HAYA INTERPRETADO al correspondiente fenómeno (o sea, NO SE LO INTERPRETA POR OBSERVACIÓN INMEDIATA DEL FENÓMENO, SINO POR SU OBSERVACIÓN MEDIADA POR ALGUNA SEMIOSIS SUSTITUYENTE QUE LO REPRESENTA), atribuyéndole significado, o sea, conociéndolo, o sea, constituyéndolo en el OBJETO SEMIÓTICO que tal SEMIOSIS SUSTITUYENTE o conjunto de SEMIOSIS SUSTITUYENTES había(n) producido. En cada propuesta de una NUEVA SEMIOSIS SUSTITUYENTE, si ésta efectivamente es NUEVA, el aporte significativo hará que el intérprete considere al fenómeno representado, no ya como un OBJETO SEMIÓTICO CONOCIDO (HISTÓRICO), sino como una SEMIOSIS SUSTITUIDA DIFERENTE, directamente vinculada a alguna NUEVA SEMIOSIS SUSTITUYENTE, o sea, como un fenómeno original. Y también la INVESTIGACIÓN SEMIÓTICA es la que posee los instrumentos necesarios y adecuados para establecer si se han dado o no esas NUEVAS RELACIONES (que pueden llegar a constituir una SUPERACIÓN, en sentido dialéctico, de las anteriores SEMIOSIS SUSTITUYENTES) y, por tanto, si se da el caso o no de que, con respecto al fenómeno en estudio, se haya construido o no esa nueva SEMIOSIS SUSTITUIDA.

Como ejemplo, puede decirse que en cada DISCURSO POLÍTICO, al hablar el político de la JUSTICIA, del TRABAJO, de la POBREZA, de las INVERSIONES, de la DEUDA, etc., etc., se está constituyendo a esos fenómenos en sociales, o sea, en OBJETOS SEMIÓTICOS. En el plural panorama de los DISCURSOS POLÍTICOS, cada DISCURSO POLÍTICO, en cuanto particular SEMIOSIS SUSTITUYENTE de cada uno de aquellos fenómenos, construye DE UN MODO DIFERENTE a esos OBJETOS SEMIÓTICOS. El intento que hace cada político para que la comunidad INTERPRETE de modo específico y diferencial su propio discurso, se materializa en establecer RELACIONES SINTÁCTICAS DIFERENTES al situar en su discurso a cada uno de tales SIGNOS (pobreza, justicia, trabajo, deuda, etc.) de modo que el INTÉRPRETE construya RELACIONES SEMÁNTICAS DIFERENTES (respecto al uso de esos mismos signos por otro político), o sea, que la comunidad perciba como SEMIOSIS SUSTITUIDAS y, por tanto, ORIGINALES, a tales aspectos del acontecer social y, por supuesto, de modo afín a como determinado sector de la comunidad (lo más amplio posible, a efectos electorales) los construiría. Esto último no es un enigma, sino que puede conocerse (al discurso político no emitido por la comunidad, pero emitible por ella, en cuanto positivamente interpretable) mediante el ANÁLISIS SEMIÓTICO del discurso cotidiano (en el que se habla de los mismos fenómenos de los que habla el político) de diversos integrantes de la comunidad en estudio; ANÁLISIS SEMIÓTICO que mostrará las RELACIONES SINTÁCTICAS DIFERENCIALES con las que esos integrantes de la comunidad construyen las RELACIONES SEMÁNTICAS DIFERENCIALES que considerarían aceptables cuando se habla de esos aspectos del quehacer social (justicia, trabajo, pobreza, deuda, desarrollo, etc.). En definitiva, cada político construye su discurso (o desearía construirlo) COMO UNA RÉPLICA de los discursos sociales vigentes y no emitidos, pero emitibles (políticamente) que (y aquí se produce la necesaria decisión del político) ya bien construyen RELACIONES SINTÁCTICAS afines a las que el político desea proponer para que surjan las RELACIONES SEMÁNTICAS AFINES con su propia ideología (discurso emitido desde determinada plataforma política), o que ya bien construyan las RELACIONES SINTÁCTICAS MÁS DIFUNDIDAS, de las que se sabe que surgirán las RELACIONES SEMÁNTICAS que encontrarán aceptabilidad en los sectores mayoritarios de esa comunidad (discurso demagógico). Y todavía hay otra posibilidad consistente en que sin importar las relaciones sintácticas del discurso ni los significados emergentes de las relaciones semánticas así construidas, el político ACTÚE, SE MUESTRE Y SE COMPORTE situándose a sí mismo o evocando sus actuaciones previas en DETERMINADO CONTEXTO, CUYAS RELACIONES SINTÁCTICAS LE CONFIERAN UN VALOR SEMÁNTICO PERSONAL, a ÉL como SIGNO YA SOCIALMENTE INTERPRETADO, con prescindencia (total o parcial) de los VALORES SEMÁNTICOS que construya con su discurso político; es la persona (en cuanto SIGNO de una SEMIOSIS SUSTITUYENTE) que usa la SINTAXIS de su posición en el conjunto de las relaciones sociales (como actor, artista, deportista, etc.) sabiendo que ya ha sido POSITIVAMENTE INTERPRETADA como constructora de una SEMÁNTICA, o sea de un significado, que resulta altamente aceptable por amplios (también aquí se busca que sean lo más amplios posibles, por fines exclusivamente electoralistas) sectores sociales.

Todo lo anterior tiene muy semejante desarrollo y aplicabilidad en el caso del DISCURSO PUBLICITARIO.

No se trata del mero gusto de UTILIZAR términos técnicos: SEMIOSIS SUSTITUYENTE, SUSTITUIDA, OBJETO SEMIÓTICO, RELACIONES SINTÁCTICAS, SEMÁNTICAS.

Es que mediante la definición precisa de tales términos, el análisis de la construcción del significado (por ejemplo, la eficacia política o publicitaria de los distintos discursos) puede alcanzar una mayor precisión, al proporcionar LA EXPLICACIÓN, NO DE CUÁL ES EL SIGNIFICADO VERDADERO de determinado fenómeno (que siempre será una inferencia dogmático-ideológica, inferencia también explicable semióticamente, en cuanto al proceso de su producción, pero no en cuanto al valor absoluto de su verdad o falsedad), SINO DE CUÁL ES LA VIGENCIA SOCIAL Y DE QUÉ DISCURSOS PROVIENEN las distintas opciones que existen en determinado momento de determinada sociedad para construir el significado de determinados fenómenos. 

La INVESTIGACIÓN SEMIÓTICA proporciona, por tanto, UN CONOCIMIENTO RIGUROSO ACERCA DE ESTE PROCESO POR EL CUAL DETERMINADO FENÓMENO ADQUIERE DETERMINADO SIGNIFICADO.

2.. Con respecto a la ESTRUCTURA Y FORMULACIÓN ADECUADA de una HIPÓTESIS en un PROYECTO DE INVESTIGACIÓN SEMIÓTICA, lo que se requiere es ENUNCIAR, lo más concisamente posible, UNA CONJETURA (o abducción, que, como lo platea Peirce, es lo que deberá probarse; de dónde la conveniencia de la concisión) acerca de las RELACIONES SEMÁNTICAS que constituyen la capacidad que posee DETERMINADA SEMIOSIS SUSTITUYENTE, vigente en un momento determinado de determinada sociedad, para construir DETERMINADO SIGNIFICADO PARA DETERMINADO FENÓMENO SOCIAL.

La carga de la prueba recaerá en la necesidad de evidenciar MEDIANTE QUÉ RELACIONES SINTÁCTICAS SE CONSTRUYERON ESAS RELACIONES SEMÁNTICAS. Éste aspecto analítico que PARTE DE LO PERCEPTUAL (LA SINTAXIS) PARA EXPLICAR LO CONCEPTUAL (LA SEMÁNTICA) es uno de los aspectos que le confieren rigor y especificidad a una HIPÓTESIS, tal como requiere que se la formule y se la pruebe en una determinada investigación en la que se utiliza la METODOLOGÍA SEMIÓTICA. Por supuesto, el conjunto de SEMIOSIS SUSTITUYENTES que confluyen en la producción de tal SIGNIFICADO (o sea, en la atribución de un contenido SEMÁNTICO a determinado fenómeno) hace necesario ampliar el conocimiento del funcionamiento de las distintas SEMIOSIS que pueden estar vigentes en determinada sociedad: ello dará lugar, como simple esquema ya conocido, a las SEMIÓTICAS ICÓNICAS, INDICIALES Y SIMBÓLICAS, sin que sea suficiente con el manejo de las estructuras lingüísticas (que sólo son una parte de la SEMIÓTICA SIMBÓLICA).

También requiere reflexionar sobre cierto ajuste a la noción de la LENGUA COMO LA FACULTAD NATURAL AL HOMBRE, DE CONSTITUIR UN SISTEMA DE SIGNOS DISTINTOS QUE CORRESPONDEN A IDEAS DISTINTAS, según la expresión de los alumnos amanuenses de Saussure, ya que tal facultad sería lo que estamos denominado en nuestros mensajes FACULTAD SEMIÓTICA, que incluye pero no se limita al lenguaje verbal.

Continuaré con el tema. Cordialmente.

Juan Magariños de Morentin

Message 1429

Sat Oct 13, 2001  10:39 am

"Dora Riestra" 

Proyectos de investigación y tesis 39

El conocimiento semiótico

Estimado Juan,

un comentario: la explicación de la metodología semiótica me parece clara en la articulación Peirce-Saussure, pero en el siguiente párrafo encuentro algunas nociones como obstáculo:

"Por supuesto, el conjunto de SEMIOSIS SUSTITUYENTES que confluyen en la producción de tal SIGNIFICADO (o sea, en la atribución de un contenido SEMÁNTICO a determinado fenómeno) hace necesario ampliar el conocimiento del funcionamiento de las distintas SEMIOSIS que pueden estar vigentes en determinada sociedad: ello dará lugar, como simple esquema ya conocido, a las SEMIÓTICAS ICÓNICAS, INDICIALES Y SIMBÓLICAS, sin que sea suficiente con el manejo de las estructuras lingüísticas (que sólo son una parte de la SEMIÓTICA SIMBÓLICA). También requiere reflexionar sobre cierto ajuste a la noción de la LENGUA COMO LA FACULTAD NATURAL AL HOMBRE, DE CONSTITUIR UN SISTEMA DE SIGNOS DISTINTOS QUE CORRESPONDEN A IDEAS DISTINTAS, según la expresión de los alumnos amanuenses de Saussure, ya que tal facultad sería lo que estamos denominado en nuestros mensajes FACULTAD SEMIÓTICA, que incluye pero no se limita al lenguaje verbal."

Mi discusión pasa por diferenciar la  naturaleza de las nociones "lengua" y "lenguaje verbal". La primera refiere a sistema de signos, en tanto la segunda a actividad humana, por lo que el sistema lengua, como construcción humana, carece de innatismo y, al no ser una facultad natural, tampoco sería una facultad semiótica (algo otorgado), sino todo lo contrario, una lenta y cambiante construcción histórico-social.

La diferente naturaleza de estas nociones tiene como consecuencia práctica, respecto de la explicación de la metodología de la investigación semiótica, que el lenguaje verbal (con las estructuras lingüísticas que lo componen) media las semióticas icónicas, indiciales y simbólicas, es decir, sin el lenguaje, éstas no existirían, puesto que (como construcciones históricas) dependen, hoy, de la posibilidad de mediación que hemos construido -el lenguaje como herramienta semiótica entre el hacer-pensar-hacer-, por lo que la diferenciación entre las semióticas me parece una caracterización necesaria sólo a nivel de  enfocar el objeto de investigación. La naturaleza de las semióticas icónicas e indiciales no sólo comportaría la inclusión del lenguaje verbal, sino que está determinada por la mediación de la acción del lenguaje.  

Saludos cordiales

Dora

Message 1432

Sun Oct 14, 2001  5:07 pm

Juan Magariños 

Proyectos de investigación y tesis 40

La facultad semiótica

Estimadas/os SEMIOTICIANS

y, en particular, estimada Dora:

Gracias por haber advertido una mala redacción en mi texto que quedó, en su parte objetable como: "También requiere reflexionar sobre cierto ajuste a la noción de la LENGUA COMO LA FACULTAD NATURAL AL HOMBRE, DE CONSTITUIR UN SISTEMA DE SIGNOS DISTINTOS QUE CORRESPONDEN A IDEAS DISTINTAS, según la expresión de los alumnos amanuenses de Saussure, ya que tal facultad sería lo que estamos denominado en nuestros mensajes FACULTAD SEMIÓTICA."

Es casi escolar el saber que LA LENGUA NO ES UNA FACULTAD (pero en mi texto puse "LENGUA" donde debí poner "LENGUAJE" incurriendo en un grave error), y que a lo que Saussure se refiere como NATURAL es a "LA FACULTAD DE CONSTITUIR UNA LENGUA, ES DECIR, UN SISTEMA DE SIGNOS DISTINTOS QUE CORRESPONDEN A IDEAS DISTINTAS." Gracias, pues, Dora por advertirlo.

Y puse este párrafo como base de la argumentación que me interesaba actualizar (y que, ahora, aprovecho para proseguir) y que sé que resulta polémica para muchos lingüistas. En definitiva, el párrafo cuyo sentido me interesa destacar, poniendo en su lugar el término adecuado, viene a quedar redactado así: 

"También requiere reflexionar sobre cierto ajuste a la noción de LENGUAJE COMO LA FACULTAD NATURAL AL HOMBRE, DE CONSTITUIR UN SISTEMA DE SIGNOS DISTINTOS QUE CORRESPONDEN A IDEAS DISTINTAS, según la expresión de los alumnos amanuenses de Saussure, ya que tal facultad sería lo que estamos denominado en nuestros mensajes FACULTAD SEMIÓTICA."

O sea, que lo que busco reemplazar es la expresión de "FACULTAD DE LENGUAJE" por la de "FACULTAD SEMIÓTICA", la que se ajustaría, con toda su extensionalidad, al concepto saussureano, por consistir en "LA FACULTAD NATURAL AL HOMBRE, DE CONSTITUIR UN SISTEMA DE SIGNOS DISTINTOS QUE CORRESPONDEN A IDEAS DISTINTAS," cualquiera sea la calidad de tales SIGNOS y, consecuentemente, de tales IDEAS. 

Una vez más y en definitiva, el enunciado acerca de LA FACULTAD NATURAL AL HOMBRE, DE CONSTITUIR UN SISTEMA DE SIGNOS DISTINTOS QUE CORRESPONDEN A IDEAS DISTINTAS es, desde esta perspectiva, la definición de la FACULTAD SEMIÓTICA y no se reduce a ser la definición del LENGUAJE como FACULTAD, sino que INCLUYE AL LENGUAJE como UNO MÁS DE LOS SISTEMAS DE SIGNOS DISTINTOS QUE CORRESPONDEN A IDEAS DISTINTAS.

Por eso, con lo que no estoy de acuerdo del mensaje de Dora es con que "La diferente naturaleza de estas nociones tiene como consecuencia práctica, respecto de la explicación de la metodología de la investigación semiótica, que el lenguaje verbal (con las estructuras lingüísticas que lo componen) media las semióticas icónicas, indiciales y simbólicas, es decir, sin el lenguaje, éstas no existirían, puesto que (como construcciones históricas) dependen, hoy, de la posibilidad de mediación que hemos construido -el lenguaje como herramienta semiótica entre el hacer-pensar-hacer-, por lo que la diferenciación entre las semióticas me parece una caracterización necesaria sólo a nivel de enfocar el objeto de investigación. La naturaleza de las semióticas icónicas e indiciales no sólo comportaría la inclusión del lenguaje verbal, sino que está determinada por la mediación de la acción del lenguaje."

Por una parte, discrepo fundamentalmente cuando afirma: "el lenguaje verbal (con las estructuras lingüísticas que lo componen) media las semióticas icónicas, indiciales y simbólicas, es decir, sin el lenguaje, éstas no existirían";

Ni tampoco puedo aceptar que (las semióticas icónicas, indiciales y simbólicas) "(como construcciones históricas) dependen, hoy, de la posibilidad de mediación que hemos construido... La naturaleza de las semióticas icónicas e indiciales no sólo comportaría la inclusión del lenguaje verbal, sino que está determinada por la mediación de la acción del lenguaje."

Prefiero la concepción hjelmsleviana (como ya lo he manifestado en alguna oportunidad) que INCLUYE AL LENGUAJE VERBAL EN EL UNIVERSO DE LA SEMIÓTICA, y rechazo la concepción barthiana que reconduce todas las semióticas al lenguaje verbal, por ser éste capaz de dar cuenta de todas las demás. Este "dar cuenta" se refiere a producir UNA EXPLICACIÓN, lo que bien puede ser la eficacia específica de lo verbal en cuanto a su aptitud para la construcción de conceptos, pero nunca alcanzará la posibilidad de producir LA MISMA SIGNIFICACIÓN, lo que depende de la especificidad de cada semiótica.

No admito que las SEMIÓTICAS sean "construcciones históricas". Para especificar su manifestación en determinada coyuntura histórica, creo que es más adecuado hablar de "SEMIOSIS", las que sí pueden ser contingentes, como lo es determinado estado de la LENGUA. O sea, la LENGUA es una SEMIOSIS que, en el sistema cognitivo de Peirce (al que se lo empobrece considerándolo una taxonomía clasificatoria), sería de naturaleza SIMBÓLICA (o sea, según uno de sus rasgos fundamentales, convencional, y no tanto, como destacó Saussure, arbitrario). Pero cuando se habla de SEMIÓTICA, en singular o en plural, es pertinente referirse al PROCESO MENTAL de producción DE SIGNOS DISTINTOS QUE CORRESPONDEN A IDEAS DISTINTAS, respondiendo tales procesos a características cognitivas de naturaleza ICÓNICA, INDICIAL O SIMBÓLICA.

Considero que referirse a "PROCESOS MENTALES" o a "PROCESOS NEUROLÓGICOS" es utilizar expresiones que tienen una mayor relación con y permiten una más eficaz inclusión de los actuales conocimientos acerca del funcionamiento del cerebro, que la saussureana expresión de "FACULTAD NATURAL AL HOMBRE".

Entonces, puede decirse que la SEMIÓTICA, en singular, se refiere, de modo general, a los PROCESOS (NATURALES Y EVOLUTIVOS) NEUROLÓGICO-MENTALES, DE PRODUCCIÓN DE SIGNOS QUE SUSTITUYEN O REPRESENTAN IDEAS DISTINTAS.

Por su parte, las SEMIÓTICAS, en plural, se refieren, específicamente, a los PROCESOS (NATURALES Y EVOLUTIVOS) NEUROLÓGICO-MENTALES DE PRODUCCIÓN DE DISTINTAS CLASES DE SIGNOS QUE SUSTITUYEN O REPRESENTAN, DE MODOS DIFERENTES, A IDEAS DISTINTAS.

Desde otra perspectiva, con la designación de SEMIOSIS sociales se están designando las diversas REALIZACIONES HISTÓRICAS de tales SEMIÓTICAS.

En cambio, desde una tercera perspectiva, hay que tener en cuenta que también se habla de "SEMIÓTICA" como de la DISCIPLINA TEÓRICA que da cuenta del proceso de PRODUCCIÓN, INTERPRETACIÓN Y TRANSFORMACIÓN DEL SIGNIFICADO de los fenómenos sociales.

También es necesario tener en cuenta, como ya lo he advertido en diversas oportunidades, que NINGUNA SEMIOSIS ES AUTOSUFICIENTE PARA LA ELABORACIÓN Y OBTENCIÓN DE SU INTERPRETACIÓN. Así pues, para interpretar las SEMIOSIS SUSTITUYENTES de naturaleza VERBAL, se deberá disponer, en la MEMORIA, de ATRACTORES ICÓNICOS e INDICIALES, además de los específicamente SIMBÓLICO-VERBALES. Y la misma reflexión, mutatis mutandis, será aplicable a las restantes SEMIOSIS. Por eso, argumentar que se requiere "la mediación de la acción del lenguaje" como determinante de "la naturaleza de las semióticas icónicas e indiciales", no es más ni menos válido, pero en modo alguno DETERMINANTE, que argumentar que se requiere LA MEDIACIÓN DE LA ACCIÓN DE LAS SEMIÓTICAS ICÓNICAS E INDICIALES como determinante de LA NATURALEZA DEL LENGUAJE; ninguna semiosis determina la naturaleza de otra, pero todas confluyen en su interpretación.

Todo esto lo digo desde mi buen saber y entender y, errores aparte, considero que todo es discutible y que, simplemente, vamos buscando la posibilidad de disponer de LA SEMIÓTICA como instrumento analítico que nos permita entender, cada vez un poco más, por qué, cómo y cuál sea la significación de los fenómenos sociales, inmensamente complejos para cada contemporaneidad.

Cordialmente.

Juan Magariños de Morentin

Message 1433

Mon Oct 15, 2001  2:37 am

Eduardo Serrano Orejuela 

Proyectos de investigación y tesis 41

La facultad semiótica

Juan Magariños ha escrito:

> Prefiero la concepción hjelmsleviana (como ya lo he manifestado en alguna oportunidad) que INCLUYE AL LENGUAJE VERBAL EN EL UNIVERSO DE LA SEMIÓTICA, y rechazo la concepción barthiana que reconduce todas las semióticas al lenguaje verbal, por ser éste capaz de dar cuenta de todas las demás. Este "dar cuenta" se refiere a producir UNA EXPLICACIÓN, lo que bien puede ser la eficacia específica de lo verbal en cuanto a su aptitud para la construcción de conceptos, pero nunca alcanzará la posibilidad de producir LA MISMA SIGNIFICACIÓN, lo que depende de la especificidad de cada semiótica.

A este respecto, Juan, vale la pena traer a colación la siguiente cita de Greimas y Courtès:

"Las lenguas naturales se distinguen de las otras semióticas por la potencia de su combinatoria, debida a lo que se llama la doble articulación y a los procedimientos de desembrague: de ello se deduce una posibilidad casi ilimitada de formación de signos y de reglas relativamente flexibles que rigen la construcción de unidades sintagmáticas —como los discursos— de gran extensión (L. Hjelmslev). De esto se desprende una doble superioridad: todas las otras semióticas pueden ser traducidas, bien que mal, en lengua natural, mientras que lo contrario no es verdad; por otra parte, las lenguas naturales pueden servir de base, tanto por su significante como por su significado, para la construcción de otras semióticas (como los lenguajes artificiales). Sin embargo, esta traductibilidad no debería servir de pretexto para postular que sólo hay significados en la medida en que son nombrables o verbalizables: una toma de posición semejante reduciría las otras semióticas al estado de derivadas de lenguas naturales y transformaría, por ejemplo, a la semiótica pictórica en un análisis de los discursos proferidos sobre la pintura".

> Considero que referirse a "PROCESOS MENTALES" o a "PROCESOS NEUROLÓGICOS" es utilizar expresiones que tienen una mayor relación con y permiten una más eficaz inclusión de los actuales conocimientos acerca del funcionamiento del cerebro, que la saussureana expresión de "FACULTAD NATURAL AL HOMBRE".

> Entonces, puede decirse que la SEMIÓTICA, en singular, se refiere, de modo general, a los PROCESOS (NATURALES Y EVOLUTIVOS) NEUROLÓGICO-MENTALES, DE PRODUCCIÓN DE SIGNOS QUE SUSTITUYEN O REPRESENTAN IDEAS DISTINTAS.

> Por su parte, las SEMIÓTICAS, en plural, se refieren, específicamente, a los PROCESOS (NATURALES Y EVOLUTIVOS) NEUROLÓGICO-MENTALES DE PRODUCCIÓN DE DISTINTAS CLASES DE SIGNOS QUE SUSTITUYEN O REPRESENTAN, DE MODOS DIFERENTES, A IDEAS DISTINTAS.

Juan, ¿qué quieres decir cuando afirmas que la(s) semiótica(s) SE REFIERE(N) a los procesos (naturales y evolutivos) neurológico-mentales...? ¿La semiótica es una neuro-psicología? ¿La semiótica se ocupa de procesos de los cuales se ocupa la neuro-psicología? Pero entonces, ¿qué diferencias existirían entre semiótica y neuro-psicología? O ¿cómo concibes las relaciones entre semiótica y neuro-psicología, suponiendo que existan? ¿Consideras que es pertinente distinguir entre procesos semióticos y procesos neuro-psicológicos?  Me gustaría que ampliaras tu punto de vista al respecto.

Cordialmente,

Eduardo

Message 1468

Sun Oct 28, 2001  5:42 pm

"villa miriam eugenia" 

Proyectos de investigación y tesis 42

Consulta

Estimados semioticians: Quisiera saber si conocen algún software que se consiga para hacer recuentos (recurrencias) léxicos en corpus extensos de textos. Gracias. Miriam Villa

Message 1469

Mon Oct 29, 2001  9:41 am

"marita69"

Proyectos de investigación y tesis 43

Consulta

Estimados semioticians: Quisiera, para un análisis  del discurso de los senadores nacionales, durante un  lapso  de tiempo determinado, saber:¿Cuál  sería la  forma de analizar sus dichos sin caer en la  arbitrariedad?.  ¿Una podría ser sólo el análisis del  tratamiento de leyes o proyectos?  ¿Y qué otras? Gracias. Miriam Villa

Message 1470

Mon Oct 29, 2001  6:12 pm

Juan Magariños 

Proyectos de investigación y tesis 44

Análisis del discurso

Estimadas/os SEMIOTICIANS

y, en especial, estimada Marita:

Para evitar la arbitrariedad en el análisis de discursos políticos de diversas índoles, y no quedarnos con los meros recuentos cuantitativos, en los equipos de investigación que dirijo, utilizamos procedimientos elaborados a partir del ANÁLISIS DEL DISCURSO FRANCÉS, o sea, el que deriva, predominantemente de las propuestas de M. Foucault y en especial de su libro "La arqueología del saber", México: Siglo XXI, 1972 (hay múltiples ediciones) (L'archéologie du savoir. 1969. Paris: Gallimard).

Un texto interesante, que también parte de Foucault es el de Jean-Jacques Courtine (1981), "Quelques problèmes théoriques et méthodologiques en analyse du discours", en LANGAGES 62 (ps. 9-128) (Tenemos traducción al castellano elaborada en la Cátedra de Semiótica de la Fac. de Periodismo y Com. Social de la Univ. Nac. de La Plata.

Nuestro propio método analítico, que sigue los mencionados, está en el "MANUAL OPERATIVO para la elaboración de definiciones contextuales y redes contrastantes", publicado en SIGNA, Revista de la Asociación Española de Semiótica, Nº 7, 1998 (ps. 233-253), que también puede encontrarse en

http://go.to/museo-semiotica  

Por supuesto, en www.archivo-semiotica.com.ar  está, en el MANUAL DE ESTUDIOS SEMIÓTICOS, el desarrollo "1.1  LA SEMIÓTICA COMO METODOLOGÍA", "1.2.1  LAS OPERACIONES DE LA SEMIÓTICA GENERAL" y, en especial, "1.3.1.1  SEMIÓTICA VERBAL" y "1.3.15  SEMIÓTICA, INTERPRETACIÓN Y PRAGMÁTICA" (Primera y Segunda Partes), con abundantes reflexiones sobre el tema del análisis del discurso (por supuesto, lo que excluimos de nuestra metodología es el "análisis de contenido" y la "hermenéutica", por considerarlos apriorísticos, sustancialistas y difíciles de deslindar de consideraciones subjetivas; justamente, coincidiendo con Foucault, cuando considera enfoques fundamentalmente divergentes el de la semiótica y el de la hermenéutica.

Cordialmente.

Juan Magariños de Morentin

Message 1471

Mon Oct 29, 2001  11:18 am

Ana María Burdach 

Proyectos de investigación y tesis 45

Estimada Miriam,

Puedes encontrar uno que anuncia una empresa norteamericana, elaborado por  un profesor de la Universidad de Rice, en la red. Busca WWW,AETHELSTAN.COM,  con minuscula. Se llama MonoConc. Pro para windows 2000 y tambien para  windows 98.

Me ha sido muy util para mis trabajos de investigacion y analisis de  corpus bastante extensos.

Cordial saludo

Ana Maria Burdach

Message 1474

Tue Oct 30, 2001  10:08 am

"mariano de vierna y carles-tolra" 

Proyectos de investigación y tesis 46

Miriam,

uno de los programas más conocidos y que mejor funciona es el Word Smith Tools; además considero que es de un precio asequible.

Puedes descargar una demo limitada en el número de resultados desde el enlace de debajo:

http://www.hd.uib.no/wordsmith/ 

Un saludo cordial, 

mariano

Message 1480

Mon Oct 29, 2001  11:14 pm

"Ana Tissera" 

Proyectos de investigación y tesis 47

Recomiendo los libros de Teresa Carbó. Están en la Biblioteca de la Facultad de Filosofía, UNC. Ana Tissera

Message 1482

Wed Oct 31, 2001  9:01 am

"Darcilia Simões" 

Proyectos de investigación y tesis 48

A prof. Miriam pedia uma informação que pode ser obtida segundo as instruçoes de minha irmã na mensagem abaixo.

Peço-lhe encaminhar à interessada.

Um abraço

Profª Drª Darcilia Simões

----- Original Message -----

"Jussara Simoes" 

To: "Darcilia Simões" Sent: Tuesday, October 30, 2001 1:40 AM

 Ela vai encontrar um programa gratuito chamado ExtPhr32 no seguinte  endereço:

http://publish.uwo.ca/~craven/freeware.htm 

 Descrição do programa:

Extrai todas as palavras e/ou todas as frases de até dez palavras que  ocorram pelo menos um número mínimo (cofigurável) de vezes num texto e que  não comecem nem terminem com as palavras escolhidas num arquivo de  configuração chamado stoplist.txt.

 é perfeito para o que a Miriam quer.

O URL acima contém outros programas que também são muito úteis para  lexicógrafos.

Jussara Simões

Message 1483

Wed Oct 31, 2001  2:48 pm

Rosa Graciela Montes 

Proyectos de investigación y tesis 49

Estimada Jussara,

Creo que las herramientas CLAN que se obtienen a traves de CHILDES de Carnegie Mellon University te pueden servir.

El programa que se denomina FREQ saca un listado de las palabras en un corpus con numero de ocurrencias, que pueden ser ordenadas por frecuencia, por orden alfabetico o por alfabetizacion inversa. Ademas establece la proporcion tipo/muestra.

La direccion es la siguiente:

http://childes.psy.cmu.edu/ 

de ahi busca la liga a "CLAN programs". Se descarga el paquete completo de aproximadamente 15 diferentes programitas que permiten diversos tipos de manipulacion de corpus.

Saludos,

Rosa Montes

Message 1489

Thu Nov 1, 2001  8:42 pm

Juan Magariños 

Proyectos de investigación y tesis 50

Operaciones semióticas e investigación

Estimadas/os SEMIOTICIANS:

La tarea de investigación, utilizando metodología semiótica, permite llegar a conclusiones CONSISTENTES (o sea, que no incurren en contradicciones explícitas o implícitas), BIEN FUNDAMENTADAS (o sea, que se llega a ellas haciendo explícito cada paso analítico y la definición de cada concepto utilizado) y RIGUROSAS (o sea, que responden a determinados criterios de racionalidad, sin pretender que dichos criterios sean absolutamente verdaderos ni universales, sino meramente conformes a las relaciones de derivación previamente establecidas y, por tanto, objetivamente evaluables). 

Pero, para ello, es necesario que el investigador cumpla con todas las exigencias inherentes a estas tres características posibles y deseables para su investigación. El modo de satisfacerlas, de cumplir con ellas, no va a depender, ni su exposición y comprensión se va a agotar, con lo que yo diga en la pequeña secuencia de mensajes que inicio con éste, sino más bien habrá de requerir de una cuidadosa reflexión crítica acerca de lo que venimos diciendo entre todos a lo largo de los casi dos años y medio de comunicación que ya tiene nuestra lista. Por eso suelo recordar (y, por eso, NO LO REITERO ahora) los lugares de Internet, donde voy archivando, con una elemental pretensión clasificatoria, los mensajes que intercambiamos.

Lo que sí me propongo hacer, en estos pocos mensajes, es referirme a algunas de nuestras habituales OPERACIONES SEMIÓTICAS, ARTICULANDO los diversos aspectos que, acerca de ellas, hemos ido escribiendo y leyendo de forma puntual o aislada, dado que su valor, en definitiva, depende de la UTILIZACIÓN INTEGRADA y con conocimiento (o, al menos, tratando de comprobar una validez que hipotetizamos) de la específica eficacia que su APLICACIÓN CONJUNTA habrá de proporcionarnos para alcanzar el objetivo propuesto. El cual, siempre se focalizará en el intento de EXPLICAR EL PROCESO DE PRODUCCIÓN Y/O DE INTERPRETACIÓN Y/O DE TRANSFORMACIÓN DE LAS SIGNIFICACIONES QUE DETERMINADO FENÓMENO TIENE EN DETERMINADO MOMENTO DE DETERMINADA SOCIEDAD (o, más bien, en determinado momento de un sector determinado de una determinada sociedad) Y EN HACER EVIDENTE SU DISPERSIÓN Y SU VALOR DIFERENCIAL (¡oh!, Foucault).

Creo que puede ser conveniente comenzar refiriéndome a un grupo de operaciones o, mejor, a una operación compleja, de la que hay antecedentes en algunos de mis libros pero que, quizá por su reiterada exposición pedagógica y por su reiterada aplicación investigativa, ha ido modificándose (ya que así ha mostrado su potencia y sus límites, exigiendo su propia SUPERACIÓN), tanto en la terminología utilizada en su descripción como en la identificación de sus ámbitos de eficacia. Se trata de una operación que es HETERODOXA respecto de los dos autores involucrados y hasta por el hecho de involucrarlos: SAUSSURE y PEIRCE. A esta operación y al algoritmo que se va construyendo dinámicamente se los conoce, en mi Cátedra, como "LOS CUATRO SIGNOS", advirtiendo que, por bastante de lo reflexionado y escrito en estos mismos mensajes, está a punto de pasar a llamarse "LOS SEIS SIGNOS"; con los riesgos que este cambio de denominación pueda acarrearle a su identidad y a su transferencia pedagógica.

Continuaré pronto.

Cordialmente.

Juan Magariños de Morentin

Message 1502

Mon Nov 5, 2001  9:07 pm

Juan Magariños 

Proyectos de investigación y tesis 51

Operaciones semióticas e investigación: los 4 signos

Estimadas/os SEMIOTICIANS:

Continúo con el desarrollo de LOS 4 SIGNOS, como propuesta operativa específicamente semiótica.

En principio, hay que tener en cuenta que cuando se está en condiciones de aplicar DETERMINADA OPERACIÓN SEMIÓTICA DE CARÁCTER ANALÍTICO ha ocurrido ya mucha tarea de investigación. 

Se ha elegido un FENÓMENO SOCIAL en cuya significación (en su proceso de producción o en la contradicción observada entre las diversas formulaciones de dicha significación, simultáneamente vigentes en determinado momento de determinada sociedad) se ha detectado un PROBLEMA respecto de cuya explicación se ha formulado determinada HIPÓTESIS o conjunto de hipótesis, para probar las cuales se ha seleccionado un determinado CORPUS DE INFORMACIÓN //, de CUYO ANÁLISIS se espera obtener la COMPROBACIÓN DE QUE LA EXPLICACIÓN ANTICIPADA EN LA HIPÓTESIS ES CORRECTA o, en caso de no serlo, se espera llegar a FORMULAR OTRA PROPUESTA HIPOTÉTICA QUE SE PUEDA CONSIDERAR COMO LA QUE HABRÁ DE RESULTAR EFECTIVAMENTE PROBADA.

En este párrafo creo haber sintetizado el tipo de SITUACIÓN A LA QUE ES APLICABLE LA METODOLOGÍA SEMIÓTICA. Observad que lo que está ANTES de la doble barra ("//") es lo que ya se ha realizado efectivamente; lo que está DESPUÉS de la doble barra ("//") es lo que falta por realizar, que consiste, justamente, en el ANÁLISIS DEL CORPUS seleccionado.

Para realizar este ANÁLISIS se acudirá a diversas clases de OPERACIONES ANALÍTICAS, disponibles a partir de los desarrollos correspondientes a las ESPECÍFICAS SEMIÓTICAS A LAS QUE PERTENEZCAN LOS CORPUS EN ESTUDIO: SIMBÓLICAS (p.e., textos verbales), ICÓNICAS (p.e., imágenes materiales visuales) o INDICIALES (p.e., comportamientos).

Esas OPERACIONES posibles tendrán que reunir DETERMINADAS CONDICIONES, o sea, tendrán que ser capaces de evidenciar (mediante el ANÁLISIS que esas OPERACIONES producen) determinadas relaciones (efectivamente PRESENTES, pero no de modo evidente, sino que REQUIERE SER INFERIDO) inherentes a cada una de las piezas del CORPUS en estudio. Lo que así SE INFIERA será lo que habrá de PROBAR O FALSAR LA HIPÓTESIS previamente formulada. 

La propuesta a debatir en estos mensajes de SEMIOTICIANS tiene por objetivo enunciar CUÁLES SON ESAS CONDICIONES que las operaciones específicas deberán cumplir. O sea, lo que estoy denominado como "LOS 4 SIGNOS" es un discurso METATEÓRICO que identifica las relaciones y la eficacia a las que deberán adecuarse esas otras operaciones específicas que, en definitiva, serán las que se aplicarán efectivamente.

Para dejar marcado hoy, al menos, el origen de esta reflexión acerca de las grandes clases de operaciones que intervienen en el análisis semiótico de los elementos del corpus, me parece importante recuperar algunos aspectos de la propuesta de SAUSSURE.

Primero, el algoritmo que representa las relaciones del signo saussureano: SIGNIFICANTE sobre SIGNIFICADO, o sea, (por la limitación expresiva de estos mensajes, ESCRIBÁMOSLO así) 

S / s

Ya sé que estoy tomando el orden sugerido por Lacan: "arriba" de la barra el SIGNIFICANTE, ya que es por donde se ENTRA al análisis (por lo "efectivamente dicho", en la expresión de FOUCAULT) y "debajo" de la barra el SIGNIFICADO, que es lo que se recupera o infiere a partir de la propuesta perceptual del SIGNIFICANTE. Tanto en la tarea clínica psicoanalítica como en la tarea metodológica del análisis semiótico, se ENTRA por lo perceptible y se INFIERE lo virtual o valorativo o significativo. 

Pero al SIGNO, Saussure lo vincula a otro elemento que fue fundamental para su construcción de la lingüística como propuesta científica o rigurosa; este elemento es el VALOR. Es decir, el conjunto de relaciones que vinculan a determinado signo con los restantes signos del sistema al que pertenece. Voy a tomar esa parte del valor que afecta las relaciones del SIGNIFICANTE con los restantes significantes del sistema; con lo que creo estar dando lugar a la IDENTIFICACIÓN DEL CONJUNTO DE RELACIONES SINTÁCTICAS que, en definitiva lo identifican en el conjunto de la totalidad (abierta o cerrada, según la semiosis que se esté estudiando) de los restantes SIGNIFICANTES. Y a este aspecto, propongo identificarlo con una "s' "; o sea, una "ese prima minúscula" que representa al conjunto de las relaciones sintácticas que pueden vincular a un significante con los restantes significantes de su sistema. Y esta "s' " representaría, por tanto, el SIGNIFICADO METASEMIÓTICO del SIGNIFICANTE en su propio sistema. Entonces (y aquí empieza la heterodoxia), TODO SIGNIFICANTE TENDRÍA DOS SIGNIFICADOS: aquel tradicional que forma parte de LOS CONCEPTOS DEL "MUNDO" (la "s") a los que representa tal significante y el que es parte del valor del signo y que identifica las POSIBILIDADES SINTÁCTICAS (la "s' ")del significante en estudio.

Tenemos así, esbozados al menos, DOS SIGNOS: 

S / s ; el conocido signo saussureano, al que propongo llamar en este esquema SIGNO MEDIADOR

Y

S / s' ; un signo especialmente analítico, al que propongo llamar en este esquema SIGNO METASEMIÓTICO SUSTITUYENTE o bien, más simplemente, el SIGNO DE LA SEMIOSIS SUSTITUYENTE.

Todo ello necesita todavía varias explicaciones y desarrollo, lo que pronto continuaré haciendo.

Cordialmente.

Juan Magariños de Morentin

Message 1509

Thu Nov 8, 2001  8:41 pm

Juan Magariños 

Proyectos de investigación y tesis 52

Operaciones semióticas e investigación: los 4 signos

Estimadas/os SEMIOTICIANS:

La continuación del proceso de enunciación del conjunto operativo al que he identificado como "LOS 4 SIGNOS" va a requerir establecer la presencia de UN NUEVO ELEMENTO escasamente (si algo) desarrollado: la FORMA de los objetos (o, mejor, entes) del mundo a los que se refieren los signos; forma de la que toda persona tiene algún conocimiento (efectivo o imaginario, o sea, expresándolo mal: verdadero o falso).

Aquí vale la pena recuperar una reflexión teórica proveniente de PEIRCE: "si hubiera algo que aportase información y no tuviese relación alguna ni referencia con algo acerca de lo cual, la persona a la que se aporta esa información de modo que pueda comprenderla no tuviera el menor conocimiento directo o indirecto (y se trataría de una muy extraña clase de información), al vehículo de dicha información no se lo denominará, en esta obra, Signo" (CP. 2,231).

O sea, lo que vemos, lo que imaginamos, aquello en lo que pensamos, YA ES SIGNO, antes de transformarse en ese OTRO SIGNO que es en lo que lo constituye UN NUEVO SIGNO, mediante su intervención.

Vuelvo a redactar el párrafo que antecede, añadiendo (entre paréntesis) algunas expansiones para una reflexión crítica: 

O sea, (y considero que ESTE ES EL PROCESO SEMIÓTICO MÍNIMO Y FUNDAMENTAL PARA LA PRODUCCIÓN DE LA SIGNIFICACIÓN) lo que vemos, lo que imaginamos, aquello en lo que pensamos (con independencia de, pero producido por el modo en que aprendimos a mirar, a representar mediante imágenes, a enunciar con palabras, etc.) YA ES SIGNO (al que, en otros mensajes, he identificado como "OBJETO SEMIÓTICO"), antes de transformarse en ese OTRO SIGNO (al que, en otros mensajes, he identificado, como "SEMIOSIS SUSTITUIDA") que es en lo que lo constituye UN NUEVO SIGNO (al que en otros mensajes he identificado como "SEMIOSIS SUSTITUYENTE), mediante su intervención.

Es decir, aparte de la palabra "elefante", que es un SIGNIFICANTE SIMBÓLICO (en este ejemplo, perteneciente a la lengua castellana), o aparte de la imagen material (por ejemplo, fotográfica) de un elefante, que es un SIGNIFICANTE ICÓNICO (en este caso, visual), o del elefante que está en un zoológico (lamentablemente) o en una reserva natural (menos lamentablemente) que es un SIGNIFICANTE INDICIAL (en cuanto objeto que representa a los otros elefantes ausentes), aparte de todos ellos, está EL ELEFANTE COMO ENTIDAD CONOCIDA, que ya es SIGNO y, en cuanto tal, está disponible para identificar elefantes si (y en la medida en que) los veamos. (En este tipo de reflexión se apoya un chiste tan malo como ese en que alguien le pregunta a otro: "¿Sabes en qué se diferencia un elefante de un paraguas?" y el otro, suponiendo que se le solicita una respuesta de alguna especial agudeza, responde "No..."; a lo que el primero replica: "Pues ten cuidado, no sea que cuando vayas a comprar un paraguas te vendan un elefante".)

Este SIGNO DE ELEFANTE que (transportado en la memoria como ATRACTOR) tenemos disponible (con independencia, por el momento, de la explicación requerible acerca de cómo llegó a estarlo y de los cambios [lo que, en su momento, nos va a interesar especialmente] de los que puede llegar a ser objeto), ese SIGNO DE ELEFANTE, digo, tiene saussureanamente considerado un SIGNIFICANTE y un SIGNIFICADO. 

El "NUEVO ELEMENTO" al que me referí en el comienzo de este mensaje: "La FORMA de los entes del mundo" (la FORMA del elefante), es, por tanto, también un SIGNIFICANTE, pero ubicado en un plano diferente a aquel en que se encuentra la FORMA de la palabra "elefante".

Para simbolizar a esa "FORMA de los entes del mundo", en su aspecto SIGNIFICANTE, propongo utilizar una " S' ", o sea, una "ese prima mayúscula". En cuanto a su SIGNIFICADO, o sea, en cuanto al SIGNIFICADO de las FORMAS del mundo, está representado por la " s " (una "ese minúscula"), a la que ya conocíamos por el algoritmo saussureano: S / s

Con esto y por cuanto antecede, ahora disponemos de otro algoritmo: S' / s , que representa la vinculación de las FORMAS del mundo o de los SIGNIFICANTES del mundo con su SIGNIFICADO, el cual no consiste en ningún "en sí" o contenido sustancial de las cosas, sino que resulta construido por los SIGNIFICANTES de la lengua o de la semiosis que se esté utilizando.

Resumamos los elementos de los que disponemos hasta el momento:

ELEMENTOS INDEPENDIENTE (o arbitrariamente aislados):

1) " S " : "ese mayúscula": SIGNIFICANTE de alguna semiosis SUSTITUYENTE (lengua, imagen, objeto o comportamiento, etc., utilizado en una función de representación de otra cosa).

2) " s " : "ese minúscula": SIGNIFICADO de alguna semiosis SUSTITUIDA (valor o concepto o norma relacional atribuido a alguna entidad del mundo).

3) " S' " : "ese prima mayúscula": SIGNIFICANTE de alguna semiosis SUSTITUIDA (forma perceptual de alguna entidad del mundo).

4) " s' " : "ese prima minúscula": SIGNIFICADO de alguna semiosis SUSTITUYENTE (valor o concepto o norma relacional utilizado en una función de representación de otra cosa).

ELEMENTOS RELACIONADOS Y CONSTITUIDOS EN SIGNOS:

Por combinatoria de los anteriores, tenemos los siguientes algoritmos de los correspondientes signos:

I) " S / s' " : "ese mayúscula /SOBRE/ ese prima minúscula", o sea: un SIGNIFICANTE de una semiosis SUSTITUYENTE /SOBRE/ el SIGNIFICADO de ese significante en su propia semiosis SUSTITUYENTE. A este signo lo podemos denominar: SIGNO METASEMIÓTICO SUSTITUYENTE: atribuye al correspondiente significante el conjunto de sus POSIBILIDADES RELACIONALES con otros significantes DE SU PROPIA SEMIOSIS y en su propia función de SUSTITUYENTE; o sea, es el signo que representa a las posibilidades SINTÁCTICAS de los significantes en estudio.

II) " S' / s " : "ese prima mayúscula /SOBRE/ ese minúscula", o sea: un SIGNIFICANTE de una semiosis SUSTITUIDA /SOBRE/ el SIGNIFICADO de ese significante en su propia semiosis SUSTITUIDA. A este signo lo podemos denominar: SIGNO METASEMIÓTICO SUSTITUIDO: atribuye al correspondiente significante el conjunto de sus CARACTERÍSTICAS CONCEPTUALES diferenciales respecto de los otros significantes DE SU PROPIA SEMIOSIS y en su propia función de SUSTITUIDO; o sea, es el signo que representa las posibilidades VALORATIVAS o SIGNIFICATIVAS de los significantes del mundo en estudio.

III) " S / s " : "ese mayúscula /SOBRE/ ese minúscula", o sea, un SIGNIFICANTE de una semiosis SUSTITUYENTE /SOBRE/ el SIGNIFICADO de una semiosis SUSTITUIDA. A este signo lo podemos denominar: SIGNO MEDIADOR (o SIGNO SAUSSUREANO): atribuye a determinado SIGNIFICANTE AUSENTE (SUSTITUIDO) un conjunto de CARACTERÍSTICAS CONCEPTUALES como resultado de la eficacia de los SIGNIFICANTES PRESENTES (de alguna SEMIOSIS SUSTITUYENTE); o sea es el signo que permite interpretar el mundo visto desde una lengua, imagen, objeto o comportamiento, etc., utilizado en una función de representación de otra cosa.

Pero hay un 4º SIGNO que es, pese a parecer un sinsentido, el fundamental en el proceso de CONSTRUCCIÓN DE LA SIGNIFICACIÓN.

IV) " S' / s' " : "ese prima mayúscula /SOBRE/ ese prima minúscula", o sea, un SIGNIFICANTE de una semiosis SUSTITUIDA /SOBRE/ el SIGNIFICADO de una semiosis SUSTITUYENTE. A este signo lo podemos denominar: SIGNO IDEOLÓGICO: atribuye a determinado SIGNIFICANTE PRESENTE (SUSTITUIDO) un conjunto de CARACTERÍSTICAS CONCEPTUALES como resultado de la eficacia de las POSIBILIDADES RELACIONES que vinculan efectivamente a los SIGNIFICANTES DE UNA DETERMINADA SEMIOSIS SUSTITUYENTE. O sea, se lo puede denominar "IDEOLÓGICO" porque hará que se perciban los entes del mundo (los SIGNIFICANTES del universo SUSTITUIDO) según las RELACIONES SINTÁCTICAS (los SIGNIFICADOS del universo SUSTITUYENTE) efectivamente utilizadas en la construcción de la correspondiente SEMIOSIS SUSTITUYENTE. O sea, TODA SEMÁNTICA PROVIENE DE UNA SINTÁCTICA.

Continuaré tratando de hacer comprensible y tratando de demostrar la eficacia empírica de este complejo juego de operaciones semióticas.

Cordialmente.

Juan Magariños de Morentin

Message 1511

Sat Nov 10, 2001  11:34 am

Juan Magariños 

Proyectos de investigación y tesis 53

Operaciones semióticas e investigación: los 4 signos

Estimadas/os SEMIOTICIANS:

Ya que de elefantes he hablado, trataré de ejemplificar con ellos las ENTIDADES y las RELACIONES a las que vengo refiriéndome.

ENTIDADES:

1) " S " :  representa a la palabra "elefante" (SIGNIFICANTE de una SEMIOSIS SUSTITUYENTE).

2) " s " :  representa a los valores del concepto de elefante: ser mamífero, cuadrúpedo, vertebrado, proboscidio, ungulado, etc. (SIGNIFICADO de una SEMIOSIS SUSTITUIDA).

3) " S' " :  representa a la forma o imagen mental del elefante, tal como cada uno la tiene almacenada: es el ATRACTOR mnemónico que acepta o rechaza la identificación, como elefante, de las incidentales percepciones visuales (SIGNIFICANTE de una SEMIOSIS SUSTITUIDA).

4) " s' " :  representa a los valores gramaticales de la palabra "elefante": ser sustantivo, masculino, no se conjuga, admite adjetivos, puede ser sujeto de un verbo, etc. (SIGNIFICADO de una SEMIOSIS SUSTITUYENTE).

RELACIONES:

I) " S / s' " :  representa las posibilidades de uso, en el habla, de la palabra "elefante" (SIGNO de una SEMIOSIS SUSTITUYENTE).

II) " S' / s " :  representa lo que sabemos acerca de los elefantes (SIGNO de una SEMIOSIS SUSTITUIDA).

III) " S / s " :  representa los valores del elefante, que interpretamos cuando escuchamos o leemos frases en las que interviene la palabra "elefante" (SIGNO MEDIADOR entre las formas de una SEMIOSIS SUSTITUYENTE y los valores de una SEMIOSIS SUSTITUIDA).

IV) " S' / s' " : representa la intervención y la eficacia de las posibilidades sintácticas del modo de hablar acerca de elefantes, para proponer determinada imagen conceptual y no otra del elefante del que se habla (SIGNO IDEOLÓGICO que utiliza el SIGNIFICADO de una SEMIOSIS SUSTITUYENTE para intervenir, reproduciéndolo, transformándolo o creándolo, en el SIGNIFICANTE de una SEMIOSIS SUSTITUIDA).

Para continuar reflexionado en el ámbito de una heterodoxia saussureana, tengamos en cuenta que:

A) Estas ENTIDADES y RELACIONES son FUNCIONES, o sea, dependen, entre otras cosas, de otra entidad externa que es la que les confiere sentido: el INTERPRETANTE.

B) Estas ENTIDADES y RELACIONES se vinculan PROCESUALMENTE, o sea, se producen según una secuencia que conduce de " S " (el SIGNIFICANTE de una SEMIOSIS SUSTITUYENTE)  a " s " (el SIGNIFICADO de una SEMIOSIS SUSTITUIDA).

C) Estas ENTIDADES y relaciones son válidas (mutatis mutandis) para cualquiera de las tres semiosis existenciales: ICONOS (las imágenes de elefantes), ÍNDICES (los elefantes del zoológico) y SÍMBOLOS (la palabra "elefante").

Y a esto continuaré refiriéndome en un próximo mensaje.

Cordialmente.

Juan Magariños de Morentin

Message 1513

Sun Nov 11, 2001  5:40 pm

"Antonio Caro" 

Proyectos de investigación y tesis 54

Operaciones semióticas e investigación: los 4 signos

Estimado Juan y demás Semioticians:

He leído con atención tus dos últimos mensajes en torno a lo que denominas "los 4 signos" y, antes de someterlos a una disección racionalizante que seguramente alteraría el impacto intuitivo que me han ocasionado, me atrevo a plantearte:

1) En primer lugar, me parece absolutamente excitante asistir al nacimiento de nuevas ideas que tal vez no estén siquiera lo suficientemente claras para el propio autor, pero que la maravilla que en el fondo es Internet permite someter a la reflexión de unos investigadores interesados en los mismos temas. Y en este sentido, ya que Juan pone sus indagaciones -llenas, obviamente, de incertidumbres, como sucede en cualquier proceso creativo- a disposición de los participantes en esta lista, creo que es de justicia que los restantes miembros de la misma asumamos el reto y convirtamos en "diálogo" lo que nos es ofrendado precisamente -según mi opinión- para salir de los espejismos esterilizantes del monólogo del autor enfrentado a sus propios descubrimientos.

2) Yendo ya al meollo de la cuestión, retengo la conclusión-hipótesis de  Juan en su penúltimo mensaje: "Toda semántica proviene de una sintáctica" (a lo que conduce precisamente EL CUARTO SIGNO del que él habla, refiriéndose con él -cito de su último mensaje- a "las posibilidades sintácticas del modo del hablar acerca de elefantes, para proponer determinada imagen conceptual y no otra del elefante del que se habla [...]".

Y en este último sentido, ya desde mi propio punto de vista, me pregunto: ¿no significa lo antedicho por Juan que no existe, en el terreno de las ideas o lo que con más propiedad habríamos de considerar como imaginario y más allá de cualquier recurrencia circunstancial de un significante y un significado específicos en el sentido saussureano, la posibilidad de que cualquier significado se exprese en ausencia de su forma sintáctica? ¿No es la forma (imaginaria) de cualquier entidad lo que, en definitiva, construye -o resulta indisociable con- su significado convencionalizado? ¿No determina, en definitiva, lo imaginario (sintáctico) lo significado (semántico)? ¿No estamos, en último término, sacralizando nuestra facultad de significar cuando tratamos de ordenar el mundo asignándole significados cuyo origen y subsiguiente consistencia no sabemos, sin embargo, constatar? Y en otro orden de cosas: ¿no es este CUARTO SIGNO de que habla Juan lo que hace que detrás de todo concepto simbólico (perteneciente al orden que LA REALIDAD o, si se prefiere, de lo ideológico) exista una forma (sintáctica) icónica? (O dicho con palabras de Aristóteles: "No existe idea sin su fantasma".)

Repito que he redactado estas notas dejándome llevar por el impulso de la lectura de los mensajes de Juan. Y en ese sentido, espero no haber malentendido demasiado sus planteamientos y contribuir, por consiguiente, al diálogo que él nos propone.

Cordialmente,

Antonio Caro

Message 1518

Fri Nov 16, 2001  8:32 pm

Juan Magariños 

Proyectos de investigación y tesis 55

Operaciones semióticas e investigación: los 4 signos

Preguntas y respuestas

Estimadas/os SEMIOTICIANS: 

Le agradezco a Antonio los conceptos que trasmite en relación con mis mensajes acerca de LOS 4 SIGNOS. Y a partir de las preguntas que plantea, trataré de esbozar mis propias respuestas.

Después de citar mis palabras, con las que me refiero al CUARTO SIGNO que representaría "las posibilidades sintácticas del modo de hablar acerca de elefantes, para proponer determinada imagen conceptual y no otra del elefante del que se habla [...]", se pregunta Antonio: "¿No significa lo antedicho por Juan que no existe [...] la posibilidad de que cualquier significado se exprese en ausencia de su forma sintáctica?" Diré al respecto que efectivamente considero que NO EXISTE POSIBILIDAD de expresar significado alguno, en ausencia DE LA FORMA SINTÁCTICA DE ALGUNA SEMIOSIS SUSTITUYENTE; así entiendo la expresión "en ausencia de SU forma sintáctica", sin que tal forma sea la del significado en estudio.

Continúa: "¿No es la forma (imaginaria) de cualquier entidad lo que, en definitiva, construye -o resulta indisociable con- su significado convencionalizado?" Por eso acabo de señalar la importancia de establecer CUÁL ES LA FORMA DE LA QUE SE HABLA; si la de la semiosis, AJENA AL SIGNIFICADO CONSTRUIDO, con lo que ESTOY de acuerdo, o la de la semiosis DEL PROPIO SIGNIFICANTE (el elefante) CUYO SIGNIFICADO SE ESTÁ CONSTRUYENDO, con lo que NO ESTOY de acuerdo. Cuando el significado está ya CONVENCIONALIZADO, ya ha ocurrido la eficacia (histórica) de alguna SEMIOSIS SUSTITUYENTE y, al haber construido un determinado significado, que se acepta, en determinado momento, como el significado (siempre: UNO DE los significados) vigente(s), ha construido a la entidad en estudio como un OBJETO SEMIÓTICO, que es el nombre de cualquier entidad a la que el hombre le atribuye un significado. Justamente, a partir de esa situación, cuando DESDE UNA NUEVA SEMIOSIS SUSTITUYENTE se pretenda modificar ese significado (lo que sólo podrá ocurrir desde tal NUEVA SEMIOSIS SUSTITUYENTE), por esa situación momentánea de significado diferencial y original (creación o creatividad) en la que se encuentra la entidad en estudio, propongo designarla como "SEMIOSIS SUSTITUIDA"; apenas establecida, o sea, aceptada su vigencia como uno de los significados socialmente disponibles para esa entidad, queda incorporado en lo que propongo designar como "OBJETO SEMIÓTICO".

Continúa Antonio: "¿No determina, en definitiva, lo imaginario (sintáctico) lo significado (semántico)?" Ahora no entiendo; ¿por qué adscribe lo sintáctico a lo imaginario? Lo sintáctico se construye en un plano efectivamente presente, como lo es el de la semiosis (verbal, visual o comportamental) que le fija los atributos y conceptos que van a constituir su significado. O sea, que si bien "lo significado (semántico)" va a quedar determinado por lo "(sintáctico)", esta sintaxis NO PERTENECE a "lo imaginario", salvo cuando, después de haber sido construida en alguna semiosis, resulta ACEPTADA por el IMAGINARIO INDIVIDUAL O SOCIAL, pero nunca CONSTRUIDA por imaginario alguno. El único instrumento que interviene en la construcción del significado es alguna determinada (o varias determinadas) semiosis (lo que, por la influencia lingüística, se decía: ALGÚN DISCURSO), por más que ese instrumento no aparezca claramente, o los discursos (ahora sí, en su sentido verbal) lo enmascaren para pretender preservar la vigencia de determinados SIGNIFICADOS HEGEMÓNICOS.

Además, se pregunta: "¿No estamos, en último término, sacralizando nuestra facultad de significar cuando tratamos de ordenar el mundo asignándole significados cuyo origen y subsiguiente consistencia no sabemos, sin embargo, constatar?" Creo que, justamente, la función de la METODOLOGÍA SEMIÓTICA consiste en convertir ese "no sabemos, sin embargo, constatar", en PODEMOS INVESTIGAR Y ESTABLECER Y EXPLICAR el modo según el cual determinado(s) significado(s) han recaído sobre determinadas entidades. De aquí parte, también, mi rechazo de la HERMENÉUTICA, que efectivamente SACRALIZA LOS SIGNIFICADOS, para tratar de "ordenar el mundo", diferenciando entre VERDADEROS Y FALSOS, pero sin permitir (o minimizando la importancia de) averiguar EL PROCESO DE SU PRODUCCIÓN, en vez de limitarse a establecer SU VIGENCIA O SU FALTA DE VIGENCIA, lo que efectivamente puede explicarse en función de establecer a qué semiosis se les reconoce o se les ha reconocido y en dónde, SOCIAL E HISTÓRICAMENTE, eficacia y a cuáles no.

Y termina: "Y en otro orden de cosas: ¿no es ese CUARTO SIGNO de que habla Juan lo que hace que detrás de todo concepto simbólico (perteneciente al orden que LA REALIDAD o, si se prefiere, de lo ideológico) exista una forma (sintáctica) icónica? (O dicho con palabras de Aristóteles: "No existe idea sin su fantasma".)" Voy a prescindir del primer paréntesis (ya que incluso un eventual error de tipeado genera cierta confusión) y también del segundo (ya que, con Foucault, prefiero no tratar de encontrar el ORIGEN SECRETO de un conocimiento). Creo que lo que, ahora, interesa es la afirmación (retorizada como pregunta) acerca de que "detrás de todo concepto simbólico [...] exist[e] una forma (sintáctica) icónica". En principio, no creo que sea "detrás", sino ANTES; y no creo que necesariamente "una forma (sintáctica)" tenga que ser "una forma [...] icónica". Mi propuesta trata más de SEPARAR que de HIPOSTASIAR sintaxis y significado, para así poder EXPLICAR el PROCESO DE PRODUCCIÓN de determinado significado, sin establecer, tampoco, una relación de causalidad que carecería, justamente, de eficacia explicativa.

En fin, lo que trataré de desarrollar, en un próximo mensaje, es la secuencia que DESPEGA las dos partes componentes del signo saussureano (o MEDIADOR, como oso redenominarlo): " S / s " y, en vez de proponerlo como una "totalidad inescindible", mostrar los diversos universos que interactúan en él y la dinámica de la transformación que, como resultado provisional y contingente, ofrece esa concreta vinculación. Se tratará, por tanto, de reflexionar acerca de: " S " ->->-> " s' " ->->-> " S' " ->->-> " s", afirmando el carácter explicativo que puede tener la investigación de esa zona intermedia efectivamente eficaz: " s' " ->->-> " S' " (pido disculpas por la pobreza de estas "flechas" : "->->->", pero EL SERVIDOR, que, en realidad, más bien pareciera ser EL PATRÓN, no las admite y aún no sé en qué convertirá las que utilizo).

Y, una vez más, mi agradecimiento a Antonio, porque su intervención ha permitido generar un principio de "diálogo"; mis afirmaciones y mi toma de posición no son dogmáticas sino exploratorias. Quién sabe, todavía, si mi acendrada obstinación no me ha impedido "salir de los espejismos esterilizantes del monólogo del autor", que muy bien plantea como deseable objetivo del intercambio comunicativo entre todos los participantes de SEMIOTICIANS.

Cordialmente.

Juan Magariños de Morentin

Message 1519

Sun Nov 18, 2001  6:29 pm

Juan Magariños 

Proyectos de investigación y tesis 56

Operaciones semióticas e investigación: los 4 signos

Estimadas/os SEMIOTICIANS: 

Corresponde ya, en estos mensajes sobre LOS 4 SIGNOS, enfocar el desarrollo de su aspecto analítico, o sea, extraer las consecuencias empíricas que surgen al considerarlos como EL MARCO TEÓRICO DE CONCRETAS OPERACIONES DE INVESTIGACIÓN. 

En este sentido, sus características, a las que he ido tratando de especificar en los anteriores mensajes, deberán poder interpretarse como un CONJUNTO DE INSTRUCCIONES que habrán de guiar el trabajo del analista que decida utilizar la metodología semiótica.

Me sitúo en el desarrollo secuencial que esbocé en mi último mensaje: 

" S ->->-> s' ->->-> S' ->->-> s ".

Interpretados estos símbolos como indicadores de las entidades empíricas sobre las que va a actuar el investigador, pueden leerse del siguiente modo:

"Dada una propuesta perceptual (" S " o FORMAS de una SEMIOSIS SUSTITUYENTE) que se considera pertinente, en cuanto se supone, por hipótesis, que interviene en la producción del significado de determinado fenómeno, es necesario identificar las relaciones (" s' " o VALORES SINTÁCTICOS de una SEMIOSIS SUSTITUYENTE) que vinculan a las unidades integrantes de esa propuesta perceptual, para conocer de qué manera el productor de esa propuesta perceptual pretende que un eventual intérprete acepte que un determinado fenómeno social (" S' " o FORMAS de una SEMIOSIS SUSTITUIDA) posee o está adquiriendo o puede llegar a adquirir un determinado significado (" s" o VALORES SEMÁNTICOS de una SEMIOSIS SUSTITUIDA)".

O sea, un investigador FORMULA LA HIPÓTESIS DE TRABAJO de que EN un conjunto de determinadas semiosis efectivamente disponibles (discursos verbales y/o imágenes visuales y/o exhibición de objetos o comportamientos) van a encontrarse determinadas relaciones entre los signos efectivamente usados en cada ejemplar de tales semiosis (enunciados verbales y/o configuraciones visuales y/o disposiciones de objetos o comportamientos) que tienen eficacia para que A UN determinado fenómeno social se lo valore de determinada manera; QUE ES LO QUE DEBERÁ PROBAR, COMO CONCLUSIÓN DE SU INVESTIGACIÓN.

En consecuencia, lo primero que tiene que hacer el investigador es identificar el material ( " S" ) sobre el que va a trabajar. Este material, cuando la investigación tiene una orientación semiótica en su metodología, estará constituido necesariamente por determinadas SEMIOSIS SUSTITUYENTES. La concreta selección de este material dependerá de cuál sea el concreto problema que pretenda explicar ( "s" ), el cual, en el caso de una investigación con metodología semiótica, tratará acerca de cuál sea (o cuáles sean), en determinado momento de determinada sociedad, EL SIGNIFICADO (O LOS SIGNIFICADOS) QUE SE LE ASIGNA(N) al fenómeno social en estudio.

SU HIPÓTESIS DE TRABAJO AFIRMARÁ (abductivamente o como conjetura) que, en las relaciones (" s' ") identificables entre los elementos constitutivos de las piezas de ese material, está la clave que explica cuál sea la consideración social de dicho fenómeno (" S' ") (debiendo enunciar explícitamente, en dicha hipótesis, cuáles sean las características de la consideración supuesta); a esta tarea se la denominará: LECTURA CRÍTICA DE LOS SIGNIFICADOS VIGENTES, respecto de un determinado fenómeno social (como ocurre, p.e., en el caso del análisis de la competencia, en publicidad; o en el caso del análisis del discurso de la oposición, en política; o en el caso del análisis de las formas estéticas superadas, en la creación artística; etc.).

También puede ser que lo que le interese al investigador sea determinar qué relaciones ( " s' " ) le conviene establecer entre los elementos ( " S " ) que puede incorporar a una nueva propuesta perceptual, para que los eventuales intérpretes comiencen a considerar a determinado fenómeno social ( " S' " ) desde determinada perspectiva, o sea, como portador de determinados valores ( " s "); a esta tarea se la denominará: PROPUESTA PARA ESTABLECER LA VIGENCIA DE NUEVOS SIGNIFICADOS, respecto de un determinado fenómeno social (como ocurre, p.e., en el caso de la elaboración de un mensaje publicitario; o en el caso de la elaboración de una campaña política; o en el caso de la elaboración de una propuesta estética creadora; etc.).

Lo que surge, en definitiva, es que LA TAREA DE INVESTIGACIÓN SEMIÓTICA puede tener uno de estos dos objetivos: (1) EFECTUAR UNA LECTURA CRÍTICA DE LOS SIGNIFICADOS VIGENTES, respecto de un determinado fenómeno social, o (2) FORMULAR UNA PROPUESTA PARA ESTABLECER LA VIGENCIA DE NUEVOS SIGNIFICADOS, respecto de un determinado fenómeno social. Entre ambos objetivos existe, por supuesto, toda UNA GAMA DE PREDOMINIOS O DE COMBINATORIAS, pero el campo de investigación de la semiótica quedaría acotado entre AMBAS TAREAS MAESTRAS.

Todavía faltan algunas reflexiones, con las que continuaré pronto.

Cordialmente.

Juan Magariños de Morentin

Message 1521

Tue Nov 20, 2001  10:20 am

Juan Magariños 

Proyectos de investigación y tesis 57

Operaciones semióticas e investigación: los 4 signos

Estimadas/os SEMIOTICIANS: 

El ausente innombrado (o apenas nombrado), en los anteriores mensajes sobre los 4 signos, es el INTERPRETANTE. Sin embargo, nada de lo allí dicho es consistente consigo mismo, sino en cuanto constituye, en la mente del intérprete, otro signo más desarrollado (y lo estoy parafraseando a Peirce: CP 2.228).

Lo que el investigador trata de recuperar, la inferencia que trata de fundamentar acerca de la existencia de determinados hábitos sociales de interpretación (también Peirce: CP, entre otros mucho parágrafos, 5.476), es el proceso por el cual determinados REPRESENTÁMENES o SEMIOSIS SUSTITUYENTES o " S / s' " (textos verbales, imágenes visuales, exhibiciones de objetos o comportamientos) poseen eficacia para construir de un modo y no de otro, aunque se trate de muchos y diversos modos, a los OBJETOS SEMIÓTICOS o (en su perecedero estado creativo) SEMIOSIS SUSTITUIDAS o " S' / s " emergentes.

Con esto estoy advirtiendo que no es suficiente con analizar UNA semiosis sustituyente (por ejemplo, UN discurso político), sino que se requiere establecer el contraste opositivo (también Peirce: CP 5.477) que esa semiosis sustituyente establece con las restantes semiosis sustituyentes que están simultáneamente vigentes en determinada sociedad (por ejemplo, con los discursos políticos contemporáneos del que se estudia).

Con esto estoy satisfaciendo la condición de que determinada CONSTRUCCIÓN SEMÁNTICA (o atribución de significado a determinado fenómeno) NO SÓLO DEPENDE DE LA SINTAXIS del texto, imagen y/o exhibición que la propone, sino que su eficacia es DIFERENCIAL respecto de las otras semiosis sustituyentes simultáneamente vigentes.

Lo DIFERENCIAL especifica el valor social del significado producido por cada semiosis sustituyente. Consiste en REPRESENTAR (mediante textos, imágenes y/o exhibiciones) lo que NO REPRESENTAN las otras semiosis sustituyentes simultáneamente vigentes y en NO REPRESENTAR lo efectivamente REPRESENTADO por las otras semiosis sustituyentes (y, prácticamente, estoy parafraseando a Foucault en sus textos acerca del "enunciado" y de las "formaciones discursivas").

En los procedimientos de testeo estadístico positivista, hay un mínimo necesario en la extensión de una muestra que depende del tamaño del universo que se pretende investigar y ello es resultado de determinadas operaciones matemáticas. Para la metodología semiótica, también existe una extensión mínima del corpus necesario para establecer las características de determinado significado vigente en determinada sociedad: ese mínimo estará constituido por aquella cantidad de datos (textos, imágenes y/o exhibiciones) QUE PERMITAN CONSTATAR QUE SE HA PRODUCIDO UNA INCONSISTENCIA EN EL CONJUNTO DE LAS CARACTERÍSTICAS DEL SIGNIFICADO EN ESTUDIO. O sea, cuando se encuentre alguna (como mínimo) contradicción en el modo de construir dicho significado (es condición necesaria, pero puede no ser suficiente y, por lo general, no lo es). Sin contradicción no es posible saber qué se está negando ni, en consecuencia, los límites que definen lo que se afirma. No es, para la semiótica, una cuestión de CANTIDAD, sino de las CUALIDADES identificadas en la muestra relevada.

En definitiva, el análisis semiótico permitirá identificar cómo, en determinado momento de determinada sociedad, se construyen LOS SISTEMAS DE INTERPRETANTES que representan, a su vez, EL HÁBITO SOCIAL DE INTERPRETACIÓN efectivamente vigente. Desde estos distintos y contradictorios sistemas de interpretantes (con todas las posibilidades incluidas en el gradiente del distanciamiento que se determine que los separa) se irán construyendo, mediante el conjunto de semiosis sustituyentes que circulan en ella, los distintos y contradictorios significados que, siempre y en toda sociedad, se atribuyen a un mismo y determinado fenómeno social (en cuanto antecede, es de especial interés el Punto 3: Interpretantes lógicos, del Capítulo 1: Un panorama del pragmatismo, del Libro III: Trabajos inéditos, del Tomo V: PRAGMATISMO Y PRAGMATICISMO, de los COLLECTED PAPERS de Charles S. Peirce).

Y, a la elaboración de la red de relaciones que representa el estado final de una investigación que reúna las condiciones a las que acabo de referirme, la he denominado, en otros mensajes a esta Lista, LOS MUNDOS SEMIÓTICOS POSIBLES: representación de los contrastes entre los significados atribuidos a un fenómeno social por el HÁBITO INTERPRETATIVO de los distintos intérpretes sociales.

Cordialmente.

Juan Magariños de Morentin

Message 1530

Sun Nov 25, 2001  8:04 pm

"Antonio Caro" 

Proyectos de investigación y tesis 58

Operaciones semióticas e investigación: los 4 signos

Estimados Juan y demás Semioticians:

Sirva esta nota nota para agradecer con retraso a Juan su respuesta a mi mensaje anterior y a su buena disposición hacia un diálogo que, con frecuencia, se echa de menos en la lista.

Como ya indicaba en mi mensaje, mis observaciones eran simplemente fruto de la primera impresión tras conocer los puntos de vista de Juan en torno a "los 4 signos", y en ese sentido postulaba una identificación entre "sintáctico" e "imaginario" que, como señala Juan en su respuesta, resulta de lo más discutible.

Sin entrar en formalismos semióticos en los que me pierdo, lo que me estimuló en su momento en la propuesta de Juan fue la idea que, en mi opinión, subyace a la misma de que la relación significante/significado teorizada por Saussure se prolonga en una vibración de relaciones múltiples "significante/significado'-significante'/significado-significado/significant e-significante'/significado'" que, en definitiva -y como Juan viene a indicar en su último mensaje o, al menos, como yo lo entiendo- introduce en el dualismo estructuralista del lingüista ginebrino la incompletud del interpretante peirceano que se decanta en la naturaleza ilimitada de la semiosis.

Y en este sentido me pregunto: ¿no implica esta permeabilidad o complejidad en la relación entre significante y significado -que la idea de Juan en torno a "los 4 signos" pone especialmente de relieve- la existencia de una especie de deriva entre dichas categorías estancas, tal como fueron entendidas por Saussure? ¿No prolonga Juan en cierto modo dicha estanqueidad cuando distingue de modo terminante entre SEMIOSIS SUSTITUYENTE y SEMIOSIS SUSTITUIDA en cuanto términos de cualquier relación semiótica? ¿No cabe hablar, por el contrario, de una involucración definitoria entre signo sustituyente y signo sustituido en la medida que los dos conservan la huella del ACTO DE PRODUCCIÓN SIGNIFICANTE que les dio origen? ¿No hay que mantener la, por otra parte inevitable, separación entre sintaxis y significado -a la que se refiere Juan en su contestación a mi mensaje- en el plano interno del análisis, pero sin que afecte al objeto analizado? ¿No corremos el riesgo de olvidar lo más idiosincrásico de Saussure cuando hablamos de dicha separación sin que, por lo demás, la referencia a Peirce nos resarza de semejante pérdida?

Y es atendiendo a la genealogía de los mencionados actos de producción significante tal como éstos tienen lugar en la práctica como me atrevo a sostener que toda SIGNIFICANCIA -entendiendo por la misma el resultado de la acción de significar- encierra la huella del SIGNIFICANDO en que se plasma prima facie dicho acto. Y, en otro orden  de cosas, que todo SIGNIFICADO se convencionaliza en la medida que incluye en su base una IMAGEN -no necesariamente icónica (y, tal vez, una determinada sintaxis)- que, en cuanto tal, resulta capaz de incorporarse al IMAGINARIO INDIVIDUAL Y SOCIAL de que se trate.

Pido de antemano disculpas a Juan si he malinterpretado en exceso sus observaciones.

Cordialmente,

Antonio Caro

Mensaje 3769

Lun Ago 18, 2003  5:23 pm

Juan Magariños 

Proyectos de investigación y tesis 59

Guía para el análisis de los objetos de museo

Estimadas/os SEMIOTICIANS: 

A continuación transcribo el documento "LAS RELACIONES POSIBLES DEL OBJETO DE MUSEO". Constituye una GUÍA para elaborar un determinado aspecto del trabajo correspondiente al Proyecto de Investigación sobre EL MUSEO COMO ACTO COMUNICATIVO. 

Constituye, también, 

UNA INVITACIÓN A QUIENES DESEEN INCORPORARSE AL EQUIPO VIRTUAL 

que desarrollará sus actividades de manera coordinada con el EQUIPO PRESENCIAL que trabaja en el marco de la FACULTAD DE CIENCIAS NATURALES Y MUSEO de la UNIVERSIDAD NACIONAL DE LA PLATA. 

Para conocer detalles del Proyecto de Investigación sugiero ENTRAR en la página www.centro-de-semiotica.com.ar y, en el ÍNDICE, pulsar el hipervínculo 2.1.1. "Invitación a participar en proyectos de investigación con metodología semiótico-cognitiva" y, una vez en la INVITACIÓN, pulsar el hipervínculo "MUSEO". 

La idea es realizar, con la participación de miembros de SEMIOTICIANS, TAREAS DE INVESTIGACIÓN CON METODOLOGÍA SEMIÓTICA, que nos permitan poner a prueba las propuestas operativas que vamos proponiendo y discutiendo (y, aquí, la primera persona del plural no es retórica, sino que acredita la elaboración conjunta). Todo ello sin perjuicio de continuar discutiendo los aspectos teóricos y metodológicos que se vayan planteando. 

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LAS RELACIONES POSIBLES DEL OBJETO DE MUSEO

Este esbozo de una guía de trabajo para el análisis o el diseño de la producción del significado que adquiere un objeto al ser exhibido en un museo, parte de la hipótesis de que dicho significado se construye, en la mente del visitante, mediante las relaciones que lo vinculan con los otros elementos presentes en el contexto físico en que se lo muestra, y por contraste con el conocimiento previo que poseía acerca de tal objeto.

Por lo mismo, se parte también de la hipótesis, consecuente con la anterior, de que un objeto no tiene un significado único ni sustancial, ni en la sociedad que lo utiliza, ni en la exhibición en que se muestra, sino que en tal objeto confluyen aquellos significados que es posible establecer mediante las distintas relaciones que pueden identificarse con los diferentes elementos ya bien del contexto social al que pertenece (lo que puede resumirse como su construcción en el discurso social), ya bien del de exhibición en que se lo muestra. O sea, el diseño de una exhibición puede permitir recuperar la pluralidad de interpretaciones (actuales o históricas, socialmente vigentes) asignables a determinado objeto, en función de los diversos significados que emergen de su relación con unos u otros de los elementos presentes en su contexto. También una exhibición puede proponer nuevos significados, posibles pero todavía no actualizados, en función de los contextos disponibles para incluir en ellos al objeto en estudio; esto tiene como límite lo que podríamos llamar "el objeto imposible", aquel para el cual no existe, en determinado momento de determinada sociedad, el contexto necesario para darle significado.

Cualquier objeto, al estar exhibido en un museo y mientras lo está, deja en suspenso su calidad de objeto reconocible y utilizable en el ámbito de una determinada cultura, para constituirse en sustituyente de algo diferente a sí mismo, a lo que dicho objeto, mediante su exhibición, actualiza o representa. En virtud de esta característica se concreta la tarea del curador de un museo: ofrecer objetos a la percepción de los visitantes de modo que éstos construyan algo que trasciende al objeto que están viendo, pero que es lo que ese objeto representa o significa (o lo que el curador pretende que represente o signifique) por el hecho de estar siendo exhibido. 

Es decir, por el hecho de estar exhibido (y, en este sentido, ocurre lo mismo si se lo exhibe en la sala de un museo o en la vidriera de un establecimiento comercial), pasa de ser un objeto semiótico (por ejemplo, una manta realizada artesanalmente que se utiliza en determinada comunidad, mapuche por ejemplo, para cubrirse) a adquirir la eficacia de una semiosis sustituyente, (en el mismo ejemplo, la manta exhibida en un museo de artesanías como representación de un tipo de producción artesanal, de un campo social, de una moda, etc., o como identificador de una determinada comunidad).

Por el contrario y en cuanto ya son originariamente semiosis sustituyentes, excluimos de este análisis a los objetos pertenecientes al universo de la plástica (cuadros, esculturas, maquetas, mapas, ilustraciones técnicas o científicas, etc.). A todos ellos se los percibe, originariamente, como propuestas visuales destinadas a dar cuenta de algo diferente a ellas mismas, con independencia de que estén o no en una situación de exhibición. Cuando llegan a estar exhibidas, tanto en los grandes museos de arte como en las pequeñas galerías comerciales de arte, cumplen una función metasemiótica cuya problemática es diferente de la que aquí estamos considerando y en la que no intervenimos, por el momento.

El curador de una exhibición, compuesta por aquellos objetos semióticos que se transforman en semiosis sustituyentes como efecto de su exhibición, deberá tener en cuenta, anticipándola, una aproximación a cómo puede ser percibido ese objeto, cómo puede interpretarse su propuesta. Para ello resultará fundamental que tenga en cuenta qué saben los visitantes sobre ese objeto, para ratificar o modificar o contradecir dicho conocimiento. 

Este planteo es el que permite afirmar, como instancia previa al diseño y realización de una exposición, la necesidad de identificar, a través de estudios de público, los procesos cognitivos y simbólicos de los sujetos sociales relativos al tipo de objetos que van a mostrarse, para recuperar las modalidades interpretativas, sean éstas científicas, estéticas, o convencionalmente cotidianas que se les aplican y que circulan en su comunidad en el momento de la exhibición.

ÉSTE, EL ANÁLISIS DEL SIGNIFICADO QUE ADQUIERE UN OBJETO AL SER EXHIBIDO EN UN MUSEO, VA A SER EL TEMA DE ESTUDIO Y DE EXPERIMENTACIÓN, DURANTE LA PRÓXIMA ETAPA (2º semestre de 2003) DE NUESTRO PROYECTO DE INVESTIGACIÓN ACERCA DEL MUSEO COMO PROPUESTA COMUNICATIVA, 2ª PARTE, PARA EL QUE OFRECEMOS UN PRIMER ESBOZO DE SU PROBLEMÁTICA ESPECÍFICA. SERÁ CONVENIENTE QUE CADA UNO DE LOS PARTICIPANTES REFLEXIONE, PROPONGA REFORMULACIONES O PROFUNDICE LOS ASPECTOS TEÓRICOS Y EMPÍRICOS INVOLUCRADOS. LAS PROPUESTAS ANALÍTICAS RELATIVAS A MUSEOS O EXPOSICIONES CONCRETAS SE COMUNICARÁN A TODOS LOS INTEGRANTES DEL EQUIPO, TANTO PRESENCIAL COMO VIRTUAL, Y SURGIRÁN DE LAS DISCUSIONES QUE, EN AMBAS MODALIDADES, SE VAYAN DESARROLLANDO.

El visitante del museo se encuentra con un espacio físico en el cual se le proponen distintas opciones respecto a su posibilidad de percepción e interpretación de un determinado objeto o conjunto de objetos (por brevedad, nos referiremos en adelante sólo a "objeto", entendiendo que se abarca, si tal es el caso, también al "conjunto de objetos"). Ello ocurre a través de las diversas relaciones que vinculan a ese objeto con el contexto en el que se lo exhibe y con las cuales se van construyendo las diversas propuestas comunicativas. El contexto de un objeto en una exhibición estará constituido por cada una, y por su despliegue, de las entidades icónicas, indiciales y simbólicas percibibles simultánea o secuencialmente con la percepción del propio objeto. 

Entre las posibilidades relacionales de un objeto con su contexto podemos identificar, tentativa y exploratoriamente, algunas que provienen de los siguientes ámbitos: 

a.. El recorrido para acceder al objeto. 

b.. La mostración del propio objeto 

c.. El entorno de elementos asociados a la mostración del propio objeto 

Sigue un desarrollo muy elemental y meramente programático de cada una de estas posibilidades relacionales.

1. El recorrido para acceder al objeto El recorrido designa al conjunto de las vías posibles de acceso al lugar desde el cual puede verse el objeto. Implica una secuencia pensada y planificada en función de una propuesta comunicativa. El recorrido permite crear en la mente del visitante referencias, previas a la percepción del objeto en el museo, conducentes a sugerir determinada y no otra interpretación del objeto exhibido y/o de su relación de semejanza /diferencia /contradicción con otros objetos. Por ello, es importante que el curador diseñe y proponga un recorrido más allá de que los visitantes luego, lo acepten o lo ignoren.

El recorrido puede plantearse de manera parcial (en el interior de una sala de exhibición), total (en relación al conjunto de la muestra) o estar ausente (cuando no se ha diseñado un recorrido o bien cuando el objeto exhibido es el único e inmediatamente mostrado. En ese caso, el recorrido no está aportando elementos para ver algo distinto, sino que genera un espacio de visualización y de acceso).

2.La mostración del propio objeto Alude a la problemática de cómo se muestra el objeto, esto es, a las maneras de exhibirlo de acuerdo con lo que se decida privilegiar del mismo. Se puede decidir mostrar exclusivamente al objeto y, en tal caso, privilegiar su percepción dejando de lado sus posibles relaciones con otros objetos o elementos. Esto se da cuando la importancia del objeto lo constituye en objeto único (sin que necesariamente un objeto único tenga que ser exhibido en su solipsismo) o cuando la fuerza de su implantación en el imaginario colectivo hace preferible dejar librado al conocimiento e imaginación del visitante la construcción de su interpretación. No obstante, uno de los axiomas de la semiótica establece que no existe el signo único. Esto implica que no son imaginables ni un sistema, ni un contexto de un único signo. Por ello, aún en estos casos, el vacío o la ausencia de otros elementos en las proximidades del único objeto expuesto, actúa como su contexto y con la alta eficacia de establecer su unicidad.

La problemática de la mostración se centra en las características de la propuesta de visualización del objeto, al margen de si se ha diseñado un recorrido para llegar hasta él o si se lo muestra asociado con otros, para una percepción simultánea o cuasi-simultánea. 

Implica un análisis del soporte y/o contenedor del objeto mostrado. Hablamos de "mostración" en este apartado para centrar la atención en el modo concreto como se expone al objeto para que sea visto. Supone tomar en consideración la posición y dirección (eventuales frontalidad y lateralidad) que, por sus características físicas de forma, tamaño y color, se seleccionan para enfrentarlo con el visitante, así como las relaciones físicas que mantiene con los elementos con los que está en contacto directo e incluye un estudio de la iluminación que se proyecta sobre él; constituye su contexto inmediato.

3.El entorno de elementos asociados a la mostración del propio objeto

Por más que la atención de quien está percibiendo algo se centre en lo que percibe, la visión está registrando, simultáneamente, el entorno incluido en su campo visual. Qué signifiquen o cómo resulten interpretados estos elementos asociados es fundamental para la atribución de determinada significación al objeto mostrado. Si se pretende decir que un objeto siempre va a poder ser identificado por sus características individualizadoras (un poncho siempre va a poder ser reconocido como poncho o un extraño aparato siempre va a poder ser reconocido como una máquina, aunque no se sepa para qué sirve), entonces el museo se hace innecesario; sería suficiente con un depósito. Pero un museo es un discurso acerca de los objetos que exhibe, en cuanto sugiere a los visitantes, como propuesta perceptual, la posibilidad de una determinada interpretación.

En este sentido, el entorno de percepción simultánea o cuasi-simultánea de un objeto en un museo le confiere a tal objeto el específico sentido según el cual el curador propone que sea interpretado por los visitantes. Para su análisis y por tratarse de entidades tridimensionales, ese entorno de percepción se va modificando conforme el visitante modifica su punto de vista al girar recorriendo el dispositivo de mostración del objeto exhibido. Es posible que el curador haya privilegiado una determinada perspectiva o que toda la secuencia de variaciones concurra a la tarea de interpretación. Y en estos casos, vuelve a ser aplicable la posibilidad de utilizar estas relaciones para dar cuenta de aspectos relativos al propio objeto y/o a su relación de semejanza /diferencia /contradicción con otros objetos.

Este entorno es fundamental para determinar si el objeto está propuesto para producir una única interpretación o si, aplicando el criterio de la dependencia del contexto para la generación del significado, el curador ha diseñado los sucesivos entornos como variaciones que le atribuyan al objeto significados distintos.

LA SUGERENCIA, PARA COMENZAR A TRABAJAR CON ESTA GUÍA, ES TOMAR SITUACIONES CONCRETAS, YA BIEN DEL MUSEO DE LA PLATA, YA BIEN DEL MUSEO QUE EL INTEGRANTE DEL EQUIPO VIRTUAL ELIJA, EN SU CIUDAD DE RESIDENCIA, Y CONFIGURAR DESCRIPCIONES QUE, EN ESTE CASO, PERMITAN EXPLICAR LA SIGNIFICACIÓN QUE ADQUIERE DETERMINADO OBJETO PREVIAMENTE SELECCIONADO EN VIRTUD DEL CONTEXTO EN EL QUE APARECE INCLUIDO. (Quiero aclarar que, en este caso, considero que está justificado decir que determinadas DESCRIPCIONES permitan EXPLICAR la producción de determinada significación, ya que lo que se describe es un contexto y la hipótesis establece que el contexto produce la significación de cada uno de los elementos que lo integran; de algún modo vinculamos esta operación semiótica, con la premisa de la Escuela Francesa de Análisis del Discurso, según la cual, "todo discurso construye su propio diccionario".) ESTA PRÁCTICA EMPÍRICA PERMITIRÁ TAMBIÉN IR ENRIQUECIENDO Y CONFIRIENDO UN MAYOR RIGOR A LOS PARÁGRAFOS DE ESTA BREVE GUÍA DE TRABAJO, DESTINADA A TRANSFORMARSE EN UN TEXTO DE BASE, EN CUYA AUTORÍA TODOS HABREMOS COLABORADO, QUE IDENTIFIQUE Y COMPRUEBE LA EFICACIA OPERATIVA DE LAS RELACIONES QUE CONSTRUYEN LA SIGNIFICACIÓN DEL OBJETO EXHIBIDO EN EL MUSEO. TAMBIÉN, ESTA PRÁCTICA CONSTITUYE UN PROCESO DE VALIDACIÓN O DE FALSACIÓN DE LA HIPÓTESIS, INICIALMENTE AFIRMADA, ACERCA DE QUE UN OBJETO NO TIENE UN SIGNIFICADO ÚNICO, SINO TANTOS COMO PERMITEN CONSTRUIR SUS POSIBILIDADES RELACIONALES CON LOS DISTINTOS ELEMENTOS DE SUS CONTEXTOS POSIBLES.

Cordialmente,

Juan Magariños de Morentin

Mensaje 3770

Lun Ago 18, 2003  7:57 pm

"Paula Winkler" 

Proyectos de investigación y tesis 60

Guía para el análisis de los objetos de museo

Estimado Dr.: vuelvo sobre el tema, luego de haber leído el trabajo adjunto. Interrogante: se analizará una exhibición, un día determinado, en un determinado museo?. Como Usted habla de "público" me imagino que será necesario acudir a una nueva semiosis sustituyente, en el caso: el discurso de los hablantes-visitantes, que sustituya -temporariamente- la percepción del objeto, o del conjunto de objetos. Otro interrogante: se tratará de una simple exhibición? o de una instalación, por ejemplo?. En el último supuesto, el itinerario y la aproximación del visitante con el objeto o los objetos conforman una red de operaciones de percepción y rsignificación de los objetos, que dependerá no sólo del museo, sino también del espectador.

Atentamente, Paula Winkler.

Mensaje 4936

Dom Ago 15, 2004  3:38 pm

Juan Magariños

Proyectos de investigación y tesis 61

Análisis del discurso y análisis de la imagen visual

Estimado Fernando:

El texto de la invitación es, necesariamente, esquemático. De todas formas: (1) hay mucho más que investigar sobre la SEMIÓTICA DE LA IMAGEN VISUAL que sobre la SEMIÓTICA SIMBÓLICA, en este caso DE LA LENGUA (o DEL TEXTO VERBAL, ORAL O ESCRITO), acerca de la cual hay mucha más tarea realizada (al menos, desde la LINGÜÍSTICA); (2) en la opción adoptada como criterio organizador, acerca de la búsqueda de una SEMIÓTICA COMO METODOLOGÍA DE INVESTIGACIÓN que, por consiguiente, se preocupa del RIGOR en la EXPLICACIÓN que pueda proporcionarse acerca de cómo se construye, se comunica y se interpreta la SIGNIFICACIÓN DE UN TEXTO VERBAL EN ESTUDIO, considero que es más adecuado, por su fundamentación empírica, el ANÁLISIS DEL DISCURSO, de tradición foucaultiana, que el ANÁLISIS DE CONTENIDO, de tradición america, con base en Z. Harris y en el "General Inquirer" de Philip Stone, con raíz sustancialista y subjetiva; (3) esto no está planteado dogmáticamente, sino como toma de posición personal, que nunca ha excluido, de la comunicación en SEMIOTICIANS, los otros enfoques, aunque personalmente no concuerde con ellos; (4) yo mismo sigo ajustando y "superando" (en sentido hegeliano) mis propias posiciones, en especial, con el estudio y la implementación empírica del aporte de los ESTUDIOS COGNITIVOS, tal como los plantean, por ejemplo, Maturana y Varela, F. Rastier, R. Jackendoff y R. Langacker, entre otros.

En tu carácter de nuevo participante en este Foro, te sugiero que revises un poco los aportes elaborados por la totalidad de los mensajes con contenido teórico que los integrantes de SEMIOTICIANS han hecho circular, y que están registrados y clasificados en un quasi y semiorganizado MANUAL DE ESTUDIOS SEMIÓTICOS que puedes encontar aquí 

y en los Trabajos, Traducciones, Proyectos de Investigación y Programas de Cursos incluidos en

www.centro-de-semiotica.com.ar

En nombre de todos, te doy la bienvenida y te agradezco tu cuestionamiento, que permite esbozar respuestas y diseñar nuevas preguntas.

Cordialmente,

Juan

Mensaje 5427

Dom Ene 23, 2005  1:09 pm

"ana maria salgado" <shulkana_cba@hotmail.com

Proyectos de investigación y tesis 62

Museo

hola raquel:

mi nombre es ana maria salgado y soy coordinadora del departamento de extension educativa del nuseo jesuitico nacional de jesus maria , cordoba, argentina.

recien comienzo en este campo , y he tenido la suerte de que me invitaran a formar parte.

mi trabajo consiste en proyectos interactivos entre el museo y las entidades educativas, de manera tal de reafirmar el concepto de patrimonio desde las bases, ya que , en este ambito, no se tiene un concepto claro de ello.

he realizado 13 proyectos que involucran actividades de todo tipo, en donde los alumnos aprenden a conocer nuestra historia elaborando sus propios conceptos , valorando lo que tienen como patrimonio de nuestra tierra.

me interesaria que me guiaras con respecto a la busqueda de nuevas alternativas, bibliografia y todo lo que sea necesario para poder hacer de mi labor , una extension hacia otros museos que tengan mi misma inquietud.

nos mantenemos en contacto

atentamente 

profesora ana maria salgado

Mensaje 5472

Monday, February 07, 2005 10:42 PM

Maria Emilia Beyer

Proyectos de investigación y tesis 63

Museo

Buenas tardes. Trabajo con la Dra. Carmen Sánchez y gracias a esta relación conozco de la existencia del grupo que a través de internet discute sobre semiótica. Le escribo por que mi tesis de maestría versa un tanto sobre este tema (el análisis del discurso de comunicación científica a través de objetos desarrollados ex profeso al interior de un museo de ciencias pretendiendo explicar un fenómeno). Me gustaría saber si es posible entrar al grupo. Estoy segura de que aprenderé mucho, y en lo posible, participaré con mis reflexiones y experiencias a partir de la tesis.

He leído algunos de sus trabajos, entre los que recuerdo particularmente uno que me resultó interesantísimo, editado en la Gaceta de Museos llamado "Carácter representativo del objeto (no representativo) exhibido en el museo".

Independientemente de mi integración (o no) al grupo ¿sería posible que me enviara más información acerca de sus reflexiones sobre el tema, dónde puedo buscar o leer sobre esto?

Muchas gracias, y reciba un cordial saludo.

Biól. Maria Emilia Beyer

Dirección General de Divulgación de la Ciencia

Coordinadora del Diplomado en Divulgación de la Ciencia

Mensaje 5983

Vie Jun 17, 2005  4:14 pm

Martha Jarquín <marthajarquins@yahoo.com.mx>

Proyectos de investigación y tesis 64

Museo

Hola, mi nombre es martha jarquín y trabajo mi tesis de maestría en museología, que tiene que ver un poco con la el problema de valor y uso.

el título de mi proyecto es -La fotografía como objeto museal. usos y valores através de su historia - estoy tratando de reconstruir la historia de la fotografía como objeto de arte y su ingreso al museo mediante el conocimiento de los valores y los usos que le dieron los diversos agentes (productores, consumidores) de lo que posteriormente se convirtió en el campo de la fotografía de autor.

Me encantaría que me enviarán la bibliografía que están revisando sobre valor de uso y de signo, muchas gracias

Mensaje 5984

Vie Jun 17, 2005  8:14 pm

"Paula Winkler" <paula_winkler@fibertel.com.ar>

Proyectos de investigación y tesis 65

Museo

Estimada Patricia, te envío las precisiones del libro a la Lista, pues había alguien más con interés, aunque entiendo sólo conexo. El libro se llama "The total Package, the secret history and hidden meanings of boxes, bottles, cans, and other persuasive containers" y es de Thomas Hine, de 1997, edic. Back Bay Books, USA. Es un recorrido imperdible acerca de la competencia persuasiva de la famosa caja de cigarrillos Marlboro, la botella de Coca-Cola, las sopas Campbell. Me parece que te puede ser de utilidad. Aquí hay profesores y académicos de prestigio de la publicidad que quizá puedan agregarte más sobre este texto, y otros.

En cuanto a lo de las fotografías (con su valor agregado por agentes de la cultura) y su atribución sígnica en el museo, en semioticians, en el archivo, en la página web, hay una investigación al respecto y material que puede ser de interés. Vuelvo a recomendar el libro del Moderador sobre semiótica indicial, un bello concentrado en pocas páginas de un pensamiento profundo y preciso acerca de la significación de los objetos.

Sin perjuicio de ello, adelanto que (en el tema del museo) es muy importante considerar el contexto y analizar qué actualizan las fotos, por ausencia; además de la comparación (inevitable, a mi juicio) de la mostración clásica de pinturas y escultura, con las fotografías. Hay un trabajo (también en inglés) del Moma, de Nueva York, con motivo de una exposición que se hizo en 2000 de artistas fotógrafos europeos, que tal vez pueda servirte. Saludos cordiales para todos. Sigo trabajando (en lo mío). Paula W.

Mensaje 5986

Dom Jun 19, 2005  7:00 am

"Antonio Caro" <antcaro@wanadoo.es>

Proyectos de investigación y tesis 66

Museo

Estimada Patricia:

El libro de Thomas Hine al que Paula se refería en su mensaje se titula "The total package: the secret history and hidden meanings of boxes, bottles, cans and other persuasive containers", y está editado por Brown & Co., Little Boston, 1997. Por lo que yo sé, no ha sido traducido al castellano.

Un cordial saludo,

Antonio Caro

Mensaje 8578

Mié, 7 de Nov, 2007 1:02 pm

Francisco Javier Gómez Muñoz <franciscogomez51@yahoo.com.mx>

Proyectos de investigación y tesis 67

Interactividad y museo

Apreciados Señor Magariños y Semioticians:

Estoy muy interesado en los museos y/o casas de la ciencia... Muchas veces, estos espacios, se promueven a sí mismos como espacios interactivos... Sin embargo, a mi modo de ver, el témino interactividad se utiliza con mucha ligeresa en la literatura museística y es un término que requiere más claridad... Alguien me podría ayudar a esclarecer este término, sobre todo en el contexto museístico: ¿Qué es? ¿Cómo se ha entendido? ¿Qué clases de interactividad existen en los museos? sus implicaciones en el ambito de la comunicación de la ciencia...

Mil gracias por su atención y cooperación,

Francisco

Mensaje 9185

Mié, 4 de Jun, 2008 6:57 pm  

Juan Magariños

Proyectos de investigación y tesis 68

Qué es el conocimiento

Estimadas/os SEMIOTICIANS:

Sin renunciar a continuar explorando el tema de las METASEMIÓTICAS, hago un paréntesis para plantear otra cuestión en la que estoy coyunturalmente interesado: ¿QUÉ ES EL CONOCIMIENTO? Y, sobre todo, ¿CÓMO SE GENERA EL CONOCIMIENTO?

Así enunciadas, parece un par de preguntas pedantes o, simplemente, muy filosóficas. Y, con todo respeto, no quisiera ir hacia lo filosófico, sino que preferiría centrarme en lo que con ellas se plantea como OPERATIVO, tanto en cuanto a la calidad DE ESO a lo que llamamos "conocimiento", como en cuanto a su MODO DE ADQUISICIÓN y en cuanto a su MODO DE UTILIZACIÓN. ¿Cómo se hace EXPERTO el humano para intervenir en el mundo de una manera eficaz, para saber ver lo que necesita percibir para ubicarse adecuadamente en su mundo? (Si es que esto tiene algo que ver con lo que llamamos CONOCIMIENTO) ¿Cómo sabe qué es lo que tiene que saber? ¿Se trata de enunciados que recogen la experiencia de lo vivido? ¿Todos los organismos necesitan un determinado conocimiento de su entorno en relación con el cual se identifican como lo que son, para sobrevivir? Si así fuera, ¿existe alguna diferencia esencial (aparte de lo particular de la especie) entre el conocimiento poseído por un árbol, por una tortuga, por un gato y por un humano? Si sí, ¿cuál? Si no ¿qué nos diferencia (aparte del aspecto)? ¿Quizá que el resto de lo orgánico, en distinto grado, SABE PERO NO SABE QUE SABE? ¿Qué diferencia hay entre TENER CONOCIMIENTO y TENER CONCIENCIA DE TENER CONOCIMIENTO? ¿Todo conocimiento requiere, para serlo, SABER QUE SE LO TIENE?

Desde la SEMIÓTICA, nos centramos en el modo de construir el SIGNIFICADO de cuanto nos rodea: los fenómenos, las sensaciones, los sentimientos, los pensamientos. Si no les hemos construido un significado NO TIENEN EXISTENCIA ONTOLÓGICA; y con esto pretendemos decir, los que así lo decimos, que NO TIENEN EXISTENCIA PARA EL CONOCIMIENTO, en cuanto DESCONOCEMOS LA EXISTENCIA de tales entidades. O sea, NO EXISTEN PARA NOSOTROS. ¿Qué es lo que existe para un árbol, una tortuga, un gato, que no existe para un humano? Y viceversa: ¿qué es lo que existe para un árbol y no existe para un humano, una tortuga o un gato; y así con todas las interrelaciones posibles en esta serie y en cualquier otra imaginable.

Este problema de la NATURALEZA, GENERACIÓN y OPERATIVIDAD del CONOCIMIENTO, se nos actualizó por la Investigación que venimos desarrollando en la Universidad Nacional de Jujuy sobre la (otra) UNIVERSIDAD DE LA CALLE. En nuestro avance, hemos identificado, con bastante precisión y calidad, los diferentes ESCENARIOS (ya que en ella no corresponde hablar de CÁTEDRAS, por no existir un docente ni un alumnado específico) donde se genera ese CONOCIMIENTO que es imprescindible para vivir, para sobrevivir o para vivir mejor. Pero, ahora, nos toca identificar ese particular CONOCIMIENTO que se genera en cada ámbito "CALLEJERO" (o ESCENARIO): en los grupos inmigrantes, en las oficinas públicas, en los movimientos populares, en los comunicadores extra-universitarios, en las bandas rockeras y en los salones de baile, en la cárcel, entre los vendedores ambulantes, entre los productores y vendedores de artesanías, en el duplicado implícito (no digo secreto, porque todos lo conocemos) de la propia Universidad Institucional... y en tanto otros como vamos identificando. Para vivir esas formas de vida, en lo social y en lo individual, es necesaria adquirir, construir, aplicar un ESPECÍFICO CONOCIMIENTO; pero, ¿CUÁL? ¿EN QUÉ CONSISTE? ¿CÓMO SE LO ADQUIERE? ¿CUÁNDO SE LO APLICA?

Y para tratar de encontrar una respuesta a todo ello, como nosotros NO HACEMOS UNIVERSIDAD DE LA CALLE, SINO QUE LA ESTUDIAMOS, quizá nos convenga saber (o nos sea indispensable saber) en qué consiste eso que estamos buscando y a lo que, alegre y un tanto irresponsablemente, llamamos CONOCIMIENTO.

Estimadas/os SEMIOTICIANS: ¿NOS PODRÍAN DAR UNA MANO? 

Cordialmente,

Juan

Juan Magariños de Morentin

Mensaje 9186

Mié, 4 de Jun, 2008 3:21 pm

Paula Winkler

Proyectos de investigación y tesis 69

Qué es el conocimiento

Estimado Juan y estimados/as semioticians:

Ante todo, adhiero a la gratitud expresada por el compañero de Lista Umpierrez a los esfuerzos sostenidos para que el sitio vaya haciéndose y creciendo.

Aconsejo, en segundo término, la lectura del último libro de L. Arfuch por varias razones que espero que puedan encontrar quienes aún no se hicieron de él.

En cuanto a la pregunta que formula el Moderador me parece interesante comenzar a distinguir, por aquello que siempre hacemos casi impensadamente, entre pensamiento simbólico, concreto y lateral -tomo a Edward De Bono, aunque no se encuentre en análoga línea de pensamiento a la mía o a la de otros aquí-.

El conocimiento adquirido en cada área me parece que es diferente, hay formas hipercodificadas de acceso al conocimiento y otras, más espontáneas.

Y no olvidemos aquello del "saber", en fin, que propongo hablar de "saber" y de "conocimiento", sus distintas implicancias epistemológicas.

Un abrazo. Paula Winkler

Mensaje 9187

Mié, 4 de Jun, 2008 11:06 pm

Antonio Caro Almela

Proyectos de investigación y tesis 70

Qué es el conocimiento

Querido Juan y todos los Semioticians:

CONOCER es, en mi opinión, otra manera de decir VIVIR, y vivir es la manera específica como se experimenta lo VIVIDO en la medida que resulta CONOCIDO (y poco importa, en este sentido, cuál sea la naturaleza de ese VIVIR y la dimensión de ese CONOCER).

A tu pregunta: “¿Qué diferencia hay entre TENER CONOCIMIENTO y TENER CONCIENCIA DE TENER CONOCIMIENTO?”, te contesto: desde mi punto de vista, estimo que todo ser VIVO, por el mero hecho de VIVIR (desde las amebas hasta los vertebrados y terminando por el hombre o el “ser” que nos vaya a suceder), ya implica algún tipo de conocimiento; y poco importa que ese conocimiento se estructure (se haga “conciencia”) a través de las sinapsis que enlazan las neuronas cerebrales o de la “conciencia” de que hace gala un escarabajo cuando estoy a punto de darle un pisotón. En este sentido, desde mi punto de vista, TENER CONOCIMIENTO ES TENER “CONCIENCIA” DE ESE CONOCIMIENTO; con la particularidad de que tanto ese conocimiento como esa conciencia específicos estarán supeditados al VIVIR específico en relación al cual el uno y la otra adquieren sentido.

Dicho en otros términos, el conocimiento es desde mi punto de vista el modo específico como cada ser (desde la célula hasta el individuo humano) RECREA en cada momento de su existencia los lazos que lo atan con el medio ambiente en que se desenvuelve y logra su supervivencia a costa de esa recreación constante (el “acoplamiento estructural” de Maturana y Varela está, obviamente, cerca de estas consideraciones). Y la “conciencia” no es otra cosa –sea al nivel que sea- que la constancia o el eco más o menos lejano que origina en el organismo de que se trate esa recreación constante.

Yendo a un terreno más cercano –que es el que tú, según me parece, planteas en tu mensaje-, estimo que los grupos y los seres humanos crean su propio “conocimiento” en la medida que se enfrentan con un entorno para el que no valen los conocimientos convencionales ya adquiridos. Y de ahí, por poner un ejemplo, que determinados grupos juveniles estén creando su propia “escritura” para enviarse mensajes a través de los celulares (lo que por aquí llamamos “móviles”) o que basta con que una comunidad determinada se enfrente a una circunstancia relativamente diferente de lo hasta entonces conocido para que genere su propio idiolecto.

¿Que cómo lo hacen? Decantando, tal vez, como conocimiento EXPERTO lo que no es sino una manera de sobrevivir a la circunstancia específica a la que se enfrentan.

Un cordial saludo,

Antonio Caro

Mensaje 9188

Jue, 5 de Jun, 2008 7:46 am

Iris Zavala

Proyectos de investigación y tesis 71

Qué es el conocimiento

Estimados semioticians: La pregunta es interesante, pero creo que podríamos comenzar distinguiendo entre erudición y saber...tal vez por ahí lleguemos a una respuesta provisoria. Saludos, iris m. zavala

Mensaje 9189

Jue, 5 de Jun, 2008 9:35 am

Adail Sobral

Proyectos de investigación y tesis 72

Qué es el conocimiento

Estimados semioticians,

Partiendo de un materialismo dialéctico que incorpora una fenomenología e algo de Kant, veo en el conocer dos planes, uno de las impresiones que el ambiente (natural, social, histórico) produce en los sentidos, e otro de la organización de esas impresiones según "categorías" sociales y apropiaciones personales (por así decirlo, una organización segunda). Pero esas categorías se las pueden considerar "espontáneas", o sea, aún no elaboradas sistemáticamente, lo que por otra parte ocurre en los saberes organizados, que captan el mundo de manera sistemática según parámetros establecidos (que forman o pueden formar paradigmas), e se las pueden llamar propiamente de categorías. Por lo tanto, todos tenemos conocimiento e sabemos que lo tenemos. Pero tener conciencia de tener conocimiento puede ocurrir tanto de manera no sistemática (todos saben que saben algo) o sistemática (conocer el como que se conoce), lo que supone una dada organización del conocimiento según categorías más o menos explicitadas e sujetas a cambios estructurados (e a veces revolucionarios, pero según ciertos parámetros explicitados). El conocimiento espontáneo también cambia siempre, pero por así decirlo invisiblemente, porque las situaciones en las que está presente no exigen que se establezcan sus parámetros.

Saludos cordiales,

adail sobral

Mensaje 9190

Jue, 5 de Jun, 2008 3:51 pm

Angel Segura Ríos

Proyectos de investigación y tesis 73

Qué es el conocimiento

Hay un libro muy interesante de Juan Villoro "Creer, saber, conocer" de Siglo XXI. Viene muy bien al tema del conocimiento.

Saludos a todos.

Angel Segura

Mensaje 9191

Jue, 5 de Jun, 2008 5:00 pm

Francisco Umpiérrez

Proyectos de investigación y tesis 74

Qué es el conocimiento

Estimados miembros de Semioticians:

Antes que nada quiero decirles que me ha resultado muy interesante, estimulante y genuino el mensaje de Magariños. Espero disponer de más tiempo para estudiar más detenidamente dicho mensaje. Pero de momento sólo puedo hacer este pequeño aporte.

Recientemente he publicado en Rebelión un artículo titulado “El Sol y la religión”. En dicho artículo hay dos apartados donde se examinan dos de las cuestiones planteadas por Magariños: una, las diferencias entre la conciencia humana y la conciencia animal, y la otra, el grado de existencia de los entes para la conciencia. Conservo los subtítulos del trabajo.

El primer estadio del desarrollo antropológico

Antes que nada debemos pensar en el estadio de desarrollo donde el hombre empieza a diferenciarse del animal. La conciencia de los animales es una conciencia inmediata: de sus medios de consumo y de sus depredadores. A su vez es una conciencia muy limitada: todo aquello que no es medio de consumo o depredador, no existe para su conciencia. Es, además, una conciencia sin constancia: si no está bajo el apremio de la necesidad de alimentarse o de la amenaza de un depredador, no tiene conciencia de los medios de consumo como tampoco de los depredadores que amenazan su vida. Imaginemos ahora al hombre que está en los primeros estadios de desarrollo de esta conciencia animal: una, será una conciencia mediata, una conciencia donde el lenguaje empieza a ser usado sin la presencia de aquello a lo que se refiere; dos, será una conciencia más amplia, una conciencia para la que los ingredientes del mundo que no son objetos de su consumo ni sus depredadores empiezan a cobrar existencia, como el sol y la lluvia; y tres, será una conciencia con constancia, una conciencia que actúa fuera del apremio de la necesidad o de la amenaza de los depredadores.

La dependencia del hombre respecto de la naturaleza

El hombre, como los animales, depende de la naturaleza. Su existencia es inseparable de la naturaleza. Y todos los cambios que experimenta ésta, afectarán a su vida. La naturaleza provee al hombre, como a los animales, de todos los medios necesarios para satisfacer sus necesidades. Y no sólo lo provee de medios de consumo, sino también de medios de trabajo. El desarrollo de la conciencia del hombre es el desarrollo de la conciencia de su dependencia de la naturaleza. Sabe que existen entes que escapan a su control y de los que dependen su vida. El Sol debió estar entre los entes que más impresionaron al hombre: le proporcionaba la luz. Imaginemos a este hombre que empieza a dar los primeros pasos en su separación de la conciencia animal, imaginemos cómo debió haberle impresionado el Sol por sus grandes beneficios y lo que debió aterrarle la noche. Todavía hoy día la noche aterra al niño y a algunos adultos. Y el hombre de hoy celebra la salida del Sol como lo hacían los hombres primitivos, pero mientras estos se lo representaban de un modo religioso, los hombres actuales se lo representan de modo científico.

Cordialmente,

Francisco Umpiérrez

En Las Palmas de Gran Canaria. 5 de junio de 2008.

Mensaje 9192

Jue, 5 de Jun, 2008 5:37 pm

Iris Zavala

Proyectos de investigación y tesis 75

Qué es el conocimiento

Estimados amigos, se hace evidente que es muy complejo. Como incio recomiento el libro de Xavier Zubiri, El saber filosófico y su historia....pero claro, hay otras posturas en la filosofía. Remito a Lacan, por ejemplo, para quien el conocimiento es obtener una información acerca de un objeto. Conocer es conseguir un dato o una noticia sobre algo. El conocimiento es esa noticia o información acerca de ése objeto. Además. conocimiento de la realidad -es decir, el que se deriva de la percepción para la epistemología...o en Descartes, conocimiento de abre la mente a la posibilidad de la construcción de la verdad y del conocimiento, "he formado un método, en el cual paréceme que tengo un medio para aumentar gradualmente mi conocimiento [...] en la investigación de la verdad...cartesiano. el saber aquel de la ciencia se constituye sobre el modo de producción del saber" Lacan, Problemas cruciales para el sicoanálisis...sem.12). El sujeto cartesiano nacido con el tiempo del reloj y el hombre-autómata, se lanza a la "conquista" de la verdad que le permita explicar el mundo. El saber es interpelado desde el sujeto cartesiano, donde el conocimiento es un "producto"

...

Sobre el saber...ya decía un fil. del XVI español, Que nada se sabe, título de libro de Francisco Sánchez---

para Freud y Lacan hay dos tipos: Saber, como saber universitario... un saber transmisible.saber interrogar como saber lo tocante a la verdad"...y naturalmente, el verdadero (de verdad), que es el del inconconsciente, un saber que no se sabe...en relación con una verdad que no "es otra cosa sino aquello de lo cual el saber no puede enterarse de que lo sabe sino haciendo actuar su ignorancia" Lacan, Escritos II...

Lo cual indica lo complejo del problema.

saludos cordiales, iris m. zavala

Mensaje 9193

Jue, 5 de Jun, 2008 6:55 pm

Rolando Manatta

Proyectos de investigación y tesis 76

Qué es el conocimiento

Estimado Francisco:

Y que decir de los millones de hombres que actualmente tienen representaciones religiosas? Hay una regresión al primitivismo?

Entiendo como representación religiosa a toda explicación de la realidad que no utiliza método científico alguno para entenderla.

Cordialmente

Rolando Manitta

En La Plata, provincia de Buenos Aires

5 de Junio de 2008

Mensaje 9194

Jue, 5 de Jun, 2008 7:00 pm

Rolando Manatta

Proyectos de investigación y tesis 77

Qué es el conocimiento

Iris:

Me pregunto: Cuál es la fuerza que impulsa a determinados humanos a dar su vida por "la verdad"?

Saludos

Rolando

Mensaje 9195

Vie, 6 de Jun, 2008 3:57 am

Francisco Umpiérrez

Proyectos de investigación y tesis 78

Qué es el conocimiento

Estimado Rolando:

Podría responder a tu pregunta, pero no es este el foro adecuado.

Cordialmente,

Francisco Umpiérrez

Mensaje 9196

Vie, 6 de Jun, 2008 8:30 am

Iris Zavala

Proyectos de investigación y tesis 79

Qué es el conocimiento

Hola, hay muchas respuestas, te ofrezco una. En palabras del gran poeta republicano español Antonio Machado:"La verdd, ¿qué verdad? la tuya guardatela...... Lacan respondería (y pienso en místicos, santos laicos y santos religiosos, etc etc), el goce....saludos, iris m. zavala

Mensaje 9197

Vie, 6 de Jun, 2008 3:27 pm

Aníbal Barrera Ortega

Proyectos de investigación y tesis 80

Qué es el conocimiento

Parece que viene a cuento una estrofa de un poema de Almafuerte:

El mundo miserable es un estrado

donde todo es estólido y fingido

donde cada anfitrión guarda escondido

su verdadero ser tras el tocado.

No digas tu verdad ni al más amado

no le muestres temor ni al más temido

no creas que jamás te hayan querido

por más besos de amor que te hayan dado...

Aníbal Barrera Ortega

Estornino, el Guerrillero

Mensaje 9198

Vie, 6 de Jun, 2008 4:18 pm

Juan Gomes

Proyectos de investigación y tesis 81

Qué es el conocimiento

El conocimiento es una una apropiacion de las propiedades de un objeto debido a la observacion de sus formas generales y particulares , de sus funciones y de sus relaciones.

Es conocimiento porque es operativo, es decir , si es incapaz de actuar sore el medio y producir cambios , no es conocimiento.

EL CONOCIMIENTO NO ES TAL SI ES IMPOTENTE PARA INFLUENCIAR Y PROVOCAR CAMBIOS , AUNQUE NO SEAN ESTOS MAS QUE CAMBIOS EN LA COMPRENSION , QUE ALGUNOS LLAMAN APRENDIZAJE

El conocimiento no solo es saber , es poder hacer con el saber.

Es una habilidad, ALUDE a algo procedimental y no solo algo conceptual.

Es procedimental desde una fuente conceptual.

EL conocimiento no es solo una idea.Es la puesta en marcha de la idea.

Mensaje 9199

Vie, 6 de Jun, 2008 4:26 pm

Iris Zavala

Proyectos de investigación y tesis 82

Qué es el conocimiento

Amigos. el goce es un concepto amplísimo e importante...sugiero un gran libro de Néstor Braunstein, El goce. piblicado en México....va de lo sexual a lo que Freud llamaba pulsión de muerte....el goce los místicos, Teresa por ejemplo es significativo....si les imteresa, en otro momento podemos ampliarlo. Paula Winkler sabe mucho, saludos coridalesa todos, iris m. zavala

Mensaje 9200

Vie, 6 de Jun, 2008 9:36 pm

Luis Maltese

Proyectos de investigación y tesis 83

Qué es el conocimiento

Muy estimado profesor amigo:

Es muy difícil, sino imposible, hoy, responder cabalmente a la pregunta sobre qué es el conocimiento. Me atrevo a aportar una pequeña contribución.

Saudos con mi mayor aprecio. Luis Francisco Maltese Guerra

Fijación mnémica = engrama

Si recurrimos al diccionario, el conocimiento es la acción y efecto de conocer. Con esto no hemos agregado nada. Debemos distinguir el conocimiento sensitivo del reflexivo. El sensitivo es el que ingresa por medio de nuestros sentidos. Las sensaciones se transforman en percepciones, en nuestro neocortex.

Actualmente se conocen las localizaciones en la corteza cerebral, en los diferentes lóbulos de nuestro cerebro, para los diferentes ingresos, según del sentido de que se trate.

El conocimiento reflexivo o conocimiento inteligible (en otros autores) es el que elabora nuestro cerebro en base al conocimiento sensitivo previo, o bien, en base a lo que Kant llama Plano transcendental, o conocimiento a priori.

Todo tipo de conocimiento obliga a dos procesos fundamentales: 1°) la fijación mnémica, o engrama, y 2°) la posterior evocación, tanto voluntaria como involuntaria.

A pesar de las diversas investigaciones realizadas, y las que se hallan en curso en el mundo científico actual, no se conoce con exactitud el modo (morfológico y funcional) de registro de un percepto y su consecuente concepto, en nuestro cerebro. Lo expresa con humor Umberto Eco (1993, Harvard University):

lo que sucede en la Mente, sea lo que sea, aun una danza de pequeños gnomos, se sitúa para alguna otra cosa. Esto (aliquid stat pro aliquo) es la definición de signo, o del proceso semiótico, desde los tiempos antiguos. Por lo tanto, la Mente es un asunto semiótico.

Esa danza de pequeños gnomos es lo que algunos autores, ya citados, llaman engramas, y otros lo designan con la frase fijación mnémica, tal como lo comprobamos en esta cita tomada de la Revista de Psicología (2002), sin cita de autor:

Setchenov en 1863 se preocupó de las relaciones entre movimientos y procesos subjetivos. Citaremos en extenso algunos de los juicios del célebre antecesor de Pavlov. "La asociación es una serie ininterrumpida de encadenamientos entre el fin de un reflejo y el comienzo de otro. El fin de un reflejo es siempre un movimiento, y este último se acompaña siempre de una percepción muscular". El proceso de memorización o fijación mnémica se consolida por la repetición de la asociación, de manera tal que la evocación de una parte de información perteneciente al conjunto subjetivo perceptual activa o reproduce la totalidad del fenómeno.

Tal como sucede con el niño que aún está en el vientre de su madre, la mamá le ha puesto un nombre, la suegra le ha puesto otro, y algún amigo o amiga de la familia, se atreve a proponer otro. Sólo cuando nace se lo puede inscribir en el Registro Civil y en la pila bautismal. El engrama o la fijación mnémica se encuentra, todavía, en el vientre de su madre (la Ciencia).

De esta cita, remarquemos además: /.../ la evocación de una parte de información perteneciente al conjunto subjetivo perceptual activa o reproduce la totalidad del fenómeno.

Mensaje 9201

Sáb, 7 de Jun, 2008 9:21 am

Iris Zavala

Proyectos de investigación y tesis 84

Qué es el conocimiento

Estimados amigos: Tal vez valdría la pena continuar matizando las diferencias entre conocimiento, saber y creencia. El lenguaje, que es una maravilla, y lo que nos distingue de los los animales, es justo (como dice el poeta Vicente Aleixandre, Ser o estar viejo...la lengua es justa...). Podríamos pensar las diferencias entre: creer en Dios, creo en ti, creo a....; te conozco, tiene conocimiento de litertura....también sabe de literatura (o lo que sea). Pero también podemos decir, sabe literatura, conoce bien su trabajo...Creo en Dios, conozco a Dis diría el santo o el místico, sé sobre Dios... En un hermoso texto de Lacan, La cosa freudiana o sentido del retorno a Freud en psicoanálisis, en Escritos I, dice: Yo, la verdad, hablo, frase que parece provenir de Heráclito, y explica en el Sem. 14, La lógica del fantasma, La verdad habla, ya que es la verdad no tiene necesidad de decir la verdad. Escuchamos a la verdad, lo que dice no se escucha más que para quien sabe articularlo, lo que dice en el síntoma, es decir, en algo que cojea. Tal es la relación del inconsciente, en tanto que habla, con la verdad..... Su obra nos hace evidente que todo el lenguaje es semblante, apariencia, engaño. La lección freudo-lacaniana es que solo el inconsciente no miente. Sin olvidar que ya Nietzsche, uno de los filósofos de la sospecha (con Marx y Freud), había escrito en Sobre la verdad y la mentira en sentido extramoral (que recomiendo a los que no lo conozcan), había escrito: ¿Qué es entonces la verdad? Una hueste en movimiento de metáforas, metonimias, antropomorfismos, en resumidas cuentas, una suma de relaciones humanas que han sido realzadas, extrapoladas y adornadas poética y retóricamente y que, después de un prolongado uso, un pueblo considera firmes, canónicas y vinculantes; las verdades son ilusiones de las que se ha olvidado que lo son; metáforas que se han vuelto gastadas y sin fuerza sensible, monedas que han perdido su troquelado y no son ahora ya consideradas como monedas, sino como metal.

Todo el tema, o sea la distinción entre conocimiento, saber, verdad, mentira...es complejo, y hay que plantearselo desde una teoría del lenguaje. Todo la filosofía francesa de los últimos años (Derrida, Deleuze, Foucault...) está asentada en Nietzsche, y en Freud y Lacan, a cuyo seminario iban.Saludos, iris m. zavala¿SaQué es entonces la verdad? Una hueste en movimiento de metáforas, metonimias, antropomorfismos, en resumidas cuentas, una suma de relaciones humanas que han sido realzadas, extrapoladas y adornadas poética y retóricamente y que, después de un prolongado uso, un pueblo considera firmes, canónicas y vinculantes; las verdades son ilusiones de las que se ha olvidado que lo son; metáforas que se han vuelto gastadas y sin fuerza sensible, monedas que han perdido su troquelado y no son ahora ya consideradas como monedas, sino como metal.

No sabemos todavía de dónde procede el impulso hacia la verdad, pues hasta ahora solamente hemos prestado atención al compromiso que la sociedad establece para existir: ser veraz, es decir, utilizar las metáforas usuales; por tanto, solamente hemos prestado atención, dicho en términos morales, al compromiso de mentir de acuerdo con una convención firme, mentir borreguilmente, de acuerdo con un estilo vinculante para todos. ¿Qué es entonces la verdad? Una hueste en movimiento de metáforas, metonimias, antropomorfismos, en resumidas cuentas, una suma de relaciones humanas que han sido realzadas, extrapoladas y adornadas poética y retóricamente y que, después de un prolongado uso, un pueblo considera firmes, canónicas y vinculantes; las verdades son ilusiones de las que se ha olvidado que lo son; metáforas que se han vuelto gastadas y sin fuerza sensible, monedas que han perdido su troquelado y no son ahora ya consideradas como monedas, sino como metal.

No sabemos todavía de dónde procede el impulso hacia la verdad, pues hasta ahora solamente hemos prestado atención al compromiso que la sociedad establece para existir: ser veraz, es decir, utilizar las metáforas usuales; por tanto, solamente hemos prestado atención, dicho en términos morales, al compromiso de mentir de acuerdo con una convención firme, mentir borreguilmente, de acuerdo con un estilo vinculante para todos. ¿Qué es entonces la verdad? Una hueste en movimiento de metáforas, metonimias, antropomorfismos, en resumidas cuentas, una suma de relaciones humanas que han sido realzadas, extrapoladas y adornadas poética y retóricamente y que, después de un prolongado uso, un pueblo considera firmes, canónicas y vinculantes; las verdades son ilusiones de las que se ha olvidado que lo son; metáforas que se han vuelto gastadas y sin fuerza sensible, monedas que han perdido su troquelado y no son ahora ya consideradas como monedas, sino como metal.

No sabemos todavía de dónde procede el impulso hacia la verdad, pues hasta ahora solamente hemos prestado atención al compromiso que la sociedad establece para existir: ser veraz, es decir, utilizar las metáforas usuales; por tanto, solamente hemos prestado atención, dicho en términos morales, al compromiso de mentir de acuerdo con una convención firme, mentir borreguilmente, de acuerdo con un estilo vinculante para todos.

Mensaje 9202

Sáb, 7 de Jun, 2008 9:49 am

Iris Zavala

Proyectos de investigación y tesis 85

Qué es el conocimiento

Ah...olvidé lo siguiente del poeta y pensador romántico alemán Novalis, que les incluyo: Está en Soliloquios...

Resulta algo muy peculiar el hablar y el escribir; una conversación es un mero juego de palabras. Uno no puede menos que maravillarse ante el ridículo error que la gente comete pensando que hablan sobre cosas. Nadie se da cuenta de la particularidad del lenguaje: que solo se interesa por sí mismo. Y por eso es un secreto tan maravilloso y fructífero: que cuando uno habla solo por hablar, se le da voz a las verdades más extraordinarias y originales. (mi traducción).

Mensaje 9203

Sáb, 7 de Jun, 2008 12:13 pm

Alicia Poderti

Proyectos de investigación y tesis 86

Qué es el conocimiento

Queridos semioticians:

Concuerdo con Iris Zavala y con algo que hablábamos ayer con Paula Winkler…

Creo que este tipo de discusiones deben ser abordadas desde algún locus preciso, de lo contrario nos diluimos en definiciones infértiles…

Obviamente, el problema del “conocimiento” desde una óptica occidental y erudita, que lo considera como “acumulación de saberes construidos desde el sistema de educación formal”, entra en franca colisión con la nociones más antropológicas aplicadas a comunidades que hasta durante años fueron consideradas “vulnerables” como las aborígenes o rurales. Allí ni cabe hablar de “conocimiento”, sino más bien de una concepción de “sabiduría popular” que emana de otros canales. Allí las únicas intervenciones pueden ser las mediatizadas por un sistema que la UNESCO llama Non formal Education (Cfr. Poderti, 2007).

Si nos refereimos al sistema de educación formal podemos polemizar trayendo aquí frases como la de un Saúl Taborda, quien anatemizaba a las universidades como "burocratizadoras del conocimiento"…

Si entramos en el campo de la Sabiduría o la Cultura como acervo y refugio del hombre originario… allí sí podemos acudir a grandes pensadores nuestros, como Rodolfo Kusch.

Y nos deslizamos hacia un campo que nos conecta con las vertientes de lo “irracional en la cultura”. Para Kusch, el destino de estas tierras de la América Profunda (título de uno de sus libros más conocidos) radica en dejar "estar siendo" de comunidades que viven de acuerdo a sus idiosincracias arcaicas de dimensiones preponderantemente míticas.

Para Rodolfo Kusch, intelectuales y hombres políticos como Sarmiento, Roca, Irigoyen estaban preocupados por soluciones prácticas en el plano de la burguesía de la época. Carecían, como nos pasa hoy a nosotros, de la idea de sabiduría que emerge de la cultura popular. El país o la “nación” fue siempre una empresa de construcción exterior antes que una labor interior. A las luces de un sentir realmente americano, nuestra historia real sería otra cosa. No sería la serie de acontecimientos, seleccionados ex profeso para mostrarnos como ciudadanos industriosos y progresistas, sino que pondría en evidencia que somos meros hombres que persiguen un fruto.

Esta actitud proviene del imbricamiento de dos significados gestados en el ámbito andino y que ha estudiado Rodolfo Kusch: por un lado, el estar contemplativo -el "utcatha"- propio del sentir indígena y rural, con su carga de irracionalidad, sentido profundo de la comunidad y del domicilio; y por otro lado, la actitud netamente occidental del saber, asimilada en las formas del individualismo y la racionalidad. El “saber” en busca de Solución, el “estar” andino en busca de Salvación (Kusch, 1977: 209).

En este contexto, Rodolfo Kusch diferencia esos dos ámbitos culturales americanos que se corresponden con la visión medieval "Cultura popular" (no oficial) vs. "Cultura oficial" (desarrollada también por Mijail Bajtín:

“Entonces por un lado hay en Sudamérica una estructura cultural indígena montada sobre un pensar por entrancias, que personaliza al mundo y destaca la globalidad de éste, porque enfrenta el desgarramiento original entre lo favorable y lo desfavorable y requiere obsesivamente la unidad llevada por un afán de salvación, y que se explícita ya sea en los chiuchis o ya sea en la gran religión; y por el otro lado se da una estructura cultural ciudadana basada en un pensar causalista concretado a la intelección, la voluntad, la despersonalización de la ciencia y el mito de la solución (Kusch, 1977: 209).”

Es preferible, desde nuestro locus de enunciación, considerar estos postulados, para ver nuestra rica heterogeneidad cultural…

Bibliografía citada:

Kusch, Rodolfo, 1977, El pensamiento indígena y popular en América, Buenos Aires: Hachette.

-----------------------, 1988, América Profunda, Buenos Aires: Bonus.

PODERTI, Alicia, 2007, 63 preguntas sobre el siglo XXI, La Plata: Al Margen (www.aliciapoderti.com.ar).

Saludos y buen fin de semana

Alicia

Dra. Alicia Estela Poderti

CONICET

Ministerio de Ciencia, Tecnología e Innovación Productiva

Presidencia de la Nación Argentina

Telefax directo: 54 11 4328 0069

Cel: 11 30347854

Suipacha 771 8º K

(1008) Ciudad Aut.de Buenos Aires

ARGENTINA

web page: <http://www.aliciapoderti.com.ar/>

Mensaje 9204

Sáb, 7 de Jun, 2008 11:06 am

María Cristina Pannunzio

Proyectos de investigación y tesis 87

Qué es el conocimiento

¿Cuáles son las condiciones de reconocimiento , según Veron,para analizar un texto periodístico escrito?

Mensaje 9205

Sáb, 7 de Jun, 2008 4:45 pm

Dora Riestra

Proyectos de investigación y tesis 88

Qué es el conocimiento

Estimada Alicia y estimados semioticians,

No coincido con la necesidad del locus preciso, ya que sería muy difícil acordar desde qué locus y el nivel de precisión desde el que opinamos. Me parece que las nociones diferentes de “conocimiento” que se exponen amplían posibilidades de delimitación, determinación y, en una medida interesante, nos muestran la polisemia según el recorte que cada uno de los participantes realice.

Tampoco creo que sea sencilla la formulación como para que pueda afirmarse que “el problema del “conocimiento” desde una óptica occidental y erudita, que lo considera como “acumulación de saberes construidos desde el sistema de educación formal”, entra en franca colisión con las nociones más antropológicas aplicadas a comunidades que hasta durante años fueron consideradas “vulnerables” como las aborígenes o rurales.”

Por ejemplo, la noción de conocimiento que aporta Maturana no diferencia entre óptica erudita y óptica de sabiduría popular, porque enfoca el conocer de la acción en el lenguaje como observador (en cualquier ámbito humano).

Por otra parte, retomando Bajtín o lo que a él se atribuye en occidente hasta hoy (ya que está algo cuestionada su producción efectiva), en esta concepción frente a la cita de “Rodolfo Kusch diferencia esos dos ámbitos culturales americanos que se corresponden con la visión medieval "Cultura popular" (no oficial) vs. "Cultura oficial" (desarrollada también por Mijail Bajtín)”cabe otra interpretación en el marco del mismo autor (Bajtín) porque los géneros primarios de la cultura popular y los secundarios de la cultura oficial continúan desarrollándose independientemente de que los segundos tengan que, necesariamente, utilizar los primeros como base para desarrollarse (ap. Vygotski). Es en este sentido que el conocimiento “no formal “ continúa desarrollándose en nosotros en ciertos dominios de conocimiento menos formalizados. Me pregunto ¿qué tipo de conocimiento es el de las prácticas cotidianas? AQUÍ cobra sentido epistemológico la pregunta de la U de la C.

Sí coincido con la evaluación de la riqueza que constituye la heterogeneidad cultural en América Latina, pero lo tomo como nuestro contexto socio-histórico, consecuencia de mestizajes sucesivos. Es una posibilidad que tenemos de ser menos racistas que otras regiones “muy civilizadas”.

Saludos cordiales

Dora

Mensaje 9206

Sáb, 7 de Jun, 2008 10:52 pm

Alicia Poderti

Proyectos de investigación y tesis 89

Qué es el conocimiento

Querida Dora y compañeros del foto :

Me parece interesante tu debate con las ideas planteadas. Acepto que no todos pensamos igual y obviamente esto deviene de la heterogeneidad cultural en la que estamos inmersos.

Aún así sigo insistiendo (luego de haber trabajado muchos años con Bajtín y de estar embebida de la cultura andina) de que el “lugar” desde el cual uno habla y enuncia sus ideas es importante y siempre condiciona nuestras miradas. Yo he intentado mostrar otra cara, la olvidada…

Te invito a leer a Rodolfo Kusch… recientemente la Facultad de Filosofía y Letras de la UBA le realizó un cálido homenaje.

Saludos afectuosos…

Alicia

Dra. Alicia Estela Poderti

CONICET

Ministerio de Ciencia, Tecnología e Innovación Productiva

Presidencia de la Nación Argentina

Ciudad Aut.de Buenos Aires

ARGENTINA

web page: www.aliciapoderti.com.ar

Mensaje 9207

Dom, 8 de Jun, 2008 7:42 am

Juan Magariños

Proyectos de investigación y tesis 90

Qué es el conocimiento

De: Rolando Navarro

Para: foro semiotica

Enviado: Domingo, 08 de Junio de 2008 09:01

Asunto: DOS REVELACIONES A TRAVES DE UNA FABULA DE PLATON

Estimado amigo C.:

He decidido contarte dos acontecimientos para corroborar aquello de que lo que le pasa a una persona le puede pasar al resto de los mortales, o al menos en el mundo de las posibilidades está latente el chispazo que detonó en mí la gran explosión. Vuelvo la mirada hacia mi historia personal y veo dos grandes iluminaciones, cuyas luces tan brillantes y enceguecedoras todavía no me habían permitido recuperar mi visión, al menos la que tenía antes de.

En estos días tenía en mis manos el libro Séptimo de la República de Platón y leía algo como lo que mi memoria trae una y otra vez:

"Ve a hombres cual en habitación subterránea y cavernosa, que tiene abierta a lo ancho de toda la cueva gran entrada hacia la luz; desde niños están en ella encadenados de piernas y cuello, de modo que allí tienen que permanecer y mirar hacia adelante, impedidos por las cadenas de dar la vuelta a sus cabezas. Mas luz de leña quemada viéneles desde arriba, desde lejos, y por detrás; pero entre el fuego y los encadenados hay un camino alto, a lo largo del cual he aquí que hay edificado un pequeño muro semejante a las pantallas que los ilusionistas despliegan ante los hombres, y en las que muestran sus maravillas (pág. 365)". Así me sentía antes de. Me sentía aprisionado en las cavernas académicas del arraigado cartesianismo y esa lógica binaria que tanta ceguera nos ha proporcionado: lo bueno/lo malo, el más allá/el más acá, el viejo continente/el nuevo continente, lo racional/lo irracional, el significado/el significante, etcétera.

Fue en mis lecturas de estudiante de semiología cuando me tropecé con un texto de Roland Barthes (ya el hecho de ser tocayo me llamó la atención), el cual me permitió una nueva visión de la lectura. El texto decía algo como: no es la ilusión de oír algo u oírlo todo (cualquier cosa), sino la de oír otra cosa. Esto rompía con la concepción tradicional del texto unívoco, de la exégesis que revela una única y gran verdad, y me percaté de que la tarea que se planteaba era entonces la búsqueda de las micro-verdades (en plural) del texto a través de la conversación dialógica de ese texto con otros anteriores (intertexto); así como de un cuerpo que soporta la pluma de quien escribe y deja sus marcas (en el sentido psicoanalítico), sus huellas, sus paranoias, sus esquizofrenias. Más adelante, querido amigo C, en los seminarios de lingüística, me di cuenta de que la teoría de los signos había tenido una evolución de privilegios: primero fue la fonética-fonología (recuerde aquella famosa Escuela de Praga); luego, la sintaxis, cuyo punto más desarrollado lo encontramos en la teoría generativo-transformacional de Chomsky; y de manera más tímida, las hermanas pobres de la teoría de los signos: la semántica y la pragmática.

De la primera, la semántica, tenemos grandes aportes, especialmente a partir de la segunda mitad del siglo XX, con autores como Guillaume, Portier, Ducrot, Greimas y Lyons. De la segunda, la pragmática, sí hay un buen camino por recorrer. Teun van Dijk ha sido uno de los que más ha trabajado este componente del lenguaje. Sin embargo, a mi modo de ver, él da mucho énfasis a las acciones que se producen dentro del texto (entre actores) en enunciados muchas veces aislados (fuera del contexto de comunicación), lo que hace de su análisis más semántico que pragmático. Y es precisamente en este punto al cual quiero referirme como segunda revelación.

How to do things with words de John Austin me hizo replantear el problema de la pragmática. El título, de hecho, es muy sugestivo. Cuando decir es hacer, lo traducen los franceses. Según Austin se puede golpear (materialmente) con una palabra a una persona de la misma manera que con un puñetazo; se puede mandar a internar en un manicomio o se puede, incluso, quitarle la vida, en algunas sociedades, y todo ello mediante los efectos perlocucionarios del lenguaje. Dentro de los postulados de esta teoría, la cual fue referida por su autor como "speech acts" (actos de habla), el ser humano es un ser esencialmente lingüístico. Lo social se constituye en lenguaje. El lenguaje -dice Austin- hace que sucedan cosas; no sólo permite describir la realidad; el lenguaje crea realidades.

Fue así entonces como llegué a la sigmática propuesta tímidamente por Georg Klaus, esto es, al lenguaje como inductor y regulador del comportamiento humano, que se constituye mediante las prácticas socialmente instituidas. Aquí el paso de lo ilocucionario a lo perlocucionario, en la teoría de los actos de habla, es decisivo, y creo que muchas teorías de la acción fallan en esto al privilegiar al primero sobre el segundo.

Para el abogado, el comunicador social, el psiquiatra, entre otros profesionales, será de gran ayuda los desarrollos que a partir de los actos de habla puedan lograrse.

Pienso de nuevo en la fábula de Platón y me digo: debemos romper con las ataduras metodológicas y teóricas así como la de esos hombres prisioneros en una caverna oscura, limitados y forzados a mirar una pared en la cual se proyectan imágenes de lo que ellos tendrían que ser. Salimos de esas ataduras para anunciar a los compañeros que ellos sólo ven sombras y no las cosas reales. Así como tu, amigo Cavernícola, atado por paradigmas aceptados, incapaz de tirarlos hasta que alguien como Barthes, Austin, Wittgenstein y Nietzsche te haga mirar los hechos humanos desde otro punto de vista y convencerte de que esto te proporcionará una mejor perspectiva cognitiva de un mundo más allá de las cuatro paredes de una caverna.

Sinceramente, tu amigo

Rolando Navarro

Lista de Referencias

Austin, J. (1982): Cómo hacer cosas con palabras. Traducción: G. Carrió y E. Rabossi. Editorial Paidós. Barcelona, España.

Barthes, Roland (1974): ¿Por dónde empezar? Traducción: Francisco Llinás. Editorial Tusquest. España.

Klaus, G. (1969): Die Macht des Wortes. Berlin. Citado por: Bense, M. y Walther, E. (1975): La semiótica. Guía Alfabética. Editorial Anagrama. Barcelona, España.

Delgado-Ocando (1996): Las Bases Ontosemióticas del Discurso Jurídico. FRÓNESIS. Número Especial, junio. Maracaibo, Venezuela.

Delgado-Ocando (1999): El Giro Ontosemiótico en la Filosofía del Derecho Actual. FRÓNESIS. Volumen 6, Número 3. Maracaibo, Venezuela.

Platón (1980): La República. Libro Séptimo. Traducción: Juan David García Bacca. Universidad Central de Venezuela. Caracas, Venezuela.

Mensaje 9208

Dom, 8 de Jun, 2008 10:43 am

Dionel Filipigh

Proyectos de investigación y tesis 91

Qué es el conocimiento

Estimadas y estimados.

La primera impresión que me produjo la interrogación de Juan ¿qué es el conocimiento? fue remontarme a las disquisiciones sobre qué es conocer, es posible conocer, la tábula rasa de Locke y muchos más.

Siguiendo un poco la línea pautada me parece que con “algún criterio” válido –el entrecomillado se debe a que ya hay que participantes que se han opuesto- de Alicia Poderti, ésta disquisición de la filosofía clásica que llegó a plantear la innecesaria necesidad de saber “cuántos ángeles caben en la punta de un alfiler”, NO APARECE COMO UN LOCUS DESDE DONDE PARTIR.

Porque nos va a llevar a aspectos verdaderamente dispersos y sobre todo porque hay algo que encadena la propuesta de la pregunta: debe ser algo operativo, algo relacionado con esto que se ha llamado “la universidad de la calle”. Pues aquí está el locus que propone Alicia.

Continuando nada más que dando vocablos a mi pensamiento, me pregunto si en vez de preguntarse el “qué es” uno se propusiera “como se accede”, parecería más simplemente adecuado.

Pero, sigo incorporando vocablos a mis ocurrencias: si hablamos de metasemiosis, estamos en el momento justo de definir operativamente el “primer discurso” del conocimiento, que será justamente eso ontológico que nos planteaba Juan (porque la esencia no se conoce sino recién después de haber dado una palabra, haber producido un discurso). Esto es ajustable, tanto que hasta puedo estar equivocado en el orden que voy siguiendo.

Cuando alguien dice “conozco”, ¿qué es? ¿Podría ser ésta, otra forma de la misma pregunta? E intentando dilucidar – como el planteo que se hizo con el cuestionario de la Universidad de la Calle- uno podría caminar por las calles y decirle a alguien: ¿qué le pasa a usted cuando conoce? Cuéntenos una experiencia.

Entonces estamos ante un nuevo proyecto de investigación. Porque lo que tenemos hasta ahora son las interpretaciones de los estudiosos. Diría que nos falta lo operativo. ¿Será que la gente conoce diferente de cómo conocen los alumnos en las escuelas y universidades?

Creo que es el locus que reclama Alicia. ¿Será?

Dionel Filipigh Clorinda Provincia de Formosa Argentina

Mensaje 9209

Dom, 8 de Jun, 2008 11:45 am

Alicia Poderti

Proyectos de investigación y tesis 92

Qué es el conocimiento

Gracias Dionel, por la claridad téorica y la sencillez con la que planteas algo que viene dando vueltas desde hace unos días.

También debo agradecer a Dora Riestra, pues si bien su mensaje tenía contenidos muy frontales, fuera del foro tuvimos la oportunidad de conversar y ella reconoció que había cierto "apresuramiento" en el modo de plantear algunas de sus conclusiones. Hasta me pidió disculpas que hablan de ella como una buena profesional con valores intrínsecos (no comunes dentro de la comunidad académica).

Dora, no hace falta ninguna disculpa. Acepto las opiniones diversas y creo que sería triste si no hubiera disenso -esto sí, bien argumentado- dentro de los foros. Todos los aportes son útiles, siempre que nos respetemos entre nosotros y aceptemos la pluralidad de voces que emergen desde "locus" distintos...

Creo que Juan, como moderador, y varios de los que aquí escribimos comprendemos perfectamente que mi planteo se ajustaba a la "diversidad cultural e ideológica" y que el “locus de enunciación” no puede borrarse de un plumazo... Siempre condiciona las “versiones” que podamos brindar sobre un mismo tema. Esto ha sido así toda la vida. Quien vive en Roma no piensa igual que un hombre de la Puna jujeña…

Una sugerencia para evitar estos roces, es seguir la sabia sugerencia de Dionel y la que le propuse a Juan (fuera del foro y anoche tarde)… Quizás sería bueno que orientáramos el debate con alguna otra consigna…

En este sentido, la fundamentación de Dionel en su mensaje de hoy es cristalina (y lo cito):

"Continuando nada más que dando vocablos a mi pensamiento, me pregunto si en vez de preguntarse el “qué es” uno se propusiera “como se accede”, parecería más simplemente adecuado"...

El tema en sí es muy amplio, casi oceánico. Algunos participantes dijeron que éste no era el foro apropiado para tratarlo… En verdad es inabarcable y se presta a discusiones bizantinas…

La claridad en la exposición de nuestro colega Dionel llega al meollo de lo que yo quería plantear, y quiero agradecerte porque, en un momento complejo, sus palabras son como un bálsamo para mí...

Me interesa aportar. Siempre he tenido buena relación con la gente de semioticians. Creo que hay que saber aceptar las opiniones de todos los habitantes de distintas zonas del planeta y hablar en términos sencillos… pues en el foro también hay alumnos…

Un saludo cordial y quedo siempre abierta a las sugerencias de este foro que tantas satisfacciones nos ha dado.

Buen fin de semana y Feliz Día del Periodista (por ayer), para los colegas que incursionan por ese andarivel !!

Alicia

Dra. Alicia Estela Poderti

CONICET

Ministerio de Ciencia, Tecnología e Innovación Productiva

Presidencia de la Nación Argentina

Telefax directo: 54 11 4328 0069

Cel: 11 30347854

Suipacha 771 8º K

(1008) Ciudad Aut.de Buenos Aires

ARGENTINA

web page: www.aliciapoderti.com.ar

Mensaje 9210

Dom, 8 de Jun, 2008 12:42 pm

Adail Sobral

Proyectos de investigación y tesis 93

Qué es el conocimiento

Bueno, creo que todo conocimiento es sin duda situado. Hoy, por ejemplo, los agujeros negros son interpretados diferentemente de ayer, pero su realidad sigue siendo la misma (sea lo que sea): los científicos cambiaran de locus y así se cambio el "conocimiento" de los agujeros. Lo que los científicos hacen es intentar definir el locus de donde parten, lo que no significa que sepan "la verdade" acerca de su locus. El mundo dado es lo que es, pero so nos llega interpretado por nuestras apropriaciones personales e las objetivaciones colectivas que han influido em nestro "aparato de conocer".

Dicen los cognitivistas que el procesamiento cognitivo es siempre lo mismo.

Pero se puede decir que lo que va a ser procesado no es siempre el mismo, porque el "filtro" difere de cultura para cultura y lo mismo de persona para persona, aunque haya siempre un acuerdo basico a cerca del percebido y del perceptível (lo que es más importante). Asi siendo, objetivación + apropriación son critérios del locus de donde se habla, se conoce, se vive, se es...

adail sobral

Mensaje 9212

Dom, 8 de Jun, 2008 7:12 pm

Francisco Umpiérrez

Proyectos de investigación y tesis 94

Qué es el conocimiento

Estimados miembros de Semioticians:

¿Qué es el conocimiento? (2)

Esta pregunta la transformo en esta otra: ¿cómo se lleva a cabo el proceso de conocimiento relativamente completo de una cosa? Allí se pregunta por el ser del conocimiento y aquí se pregunta por cómo el sujeto lleva a cabo el proceso de conocimiento.

El proceso de conocimiento relativamente completo de una cosa transcurre en dos etapas: la etapa sensible y la etapa lógica. La etapa sensible del conocimiento es la etapa de las impresiones, de las apariencias y de los aspectos aislados, mientras que la etapa lógica del conocimiento es la etapa de los conceptos, de los juicios, de los razonamientos y de las conclusiones lógicas.

El salto del conocimiento sensible al lógico se produce tras una acumulación cuantitativa del primero. La duración de este tránsito depende de la complejidad del objeto o situación objetiva a conocer y de la formación teórica del sujeto cognoscente. No obstante, en el caso de la universidad de la calle el conocimiento sensible, esto es, el conocimiento práctico, tiene el predominio sobre el conocimiento teórico.

Les pongo un ejemplo. Mi madre vivió hasta la edad de 50 años aislada en el barrio de San José. No fue nunca a la escuela. Aunque sabía leer textos muy elementales, pero no escribir. A partir de esa edad se dedicó a hacer política de izquierda en el barrio y llegó a ser presidenta de la Asociación de Vecinos. Aunque tenía compañeros de lucha con educación universitaria, la voz cantante siempre la llevaba ella. ¿Por qué? Porque ella pateaba el barrio a diario y conocía muy bien las necesidades de la gente y sabía comunicarse con los vecinos mejor que nadie.

Su cargo como presidenta le hizo entrar en contacto con el Ayuntamiento, con sus concejales y funcionarios. También le hizo entrar en contacto con militantes de los más variados partidos políticos y participar en manifestaciones y encierros. Después de llevar cinco años en la lucha me dijo: “Mira, Panchillo, al principio cuando iba a las asambleas, aunque me hubieran puesto unos cristales de aumento no comprendía nada de los que pasaba; pero ahora con los ojos cerrados me entero de todo”. Este es un ejemplo práctico de cómo es necesario tener primero cierta experiencia práctica con una determinada situación objetiva, como por ejemplo con la política municipal, para poder después tener un conocimiento lógico de la misma.

No hay duda de que si mi madre hubiera tenido un mayor nivel de escolarización, su salto del conocimiento sensible al lógico hubiese sido más rápido. Pero lo que también pode de manifiesto esta experiencia es que no sólo basta con tener preparación, hay que tener también valentía, arrojo e interés. Y en ocasiones las personas dotadas de estas potencialidades llegan más lejos en el conocimiento de las cosas que las personas que sólo poseen conocimientos librescos.

Cordialmente,

Francisco Umpiérrez

En Las Palmas de Gran Canaria. 8 de junio de 2008.

Mensaje 9213

Dom, 8 de Jun, 2008 11:14 pm

Juan Gomes

Proyectos de investigación y tesis 95

Qué es el conocimiento

El conocimiento es una aprehension , pero para ser tal el "yo" debe estar ausente.

No puede haber conocimiento desde la memoria , desde la logica, desde el hemisferio izquierdo, desde lo racional, desde la logica y la estructura.

El conocimiento como tal es una sintesis , no es discursivo, no tiene nada que ver con el encanto de la lengua hablada /escrita, no es transmisible con palabras.

El conocimiento es asunto del hemisferio derecho, de lo creativo, de lo total, de lo holografico.

La palabra no puede expresar la esencia del conocimiento.

La palabra es parcial y el conocimiento es total.

La palabra es limitada para transmitir y expresar al conocimiento.

La palabra es una isla y el conocimiento es el oceano.

La linguistica necesita si o si de la semiotica para expresar o crear nuevos conocimientos.

La semiotica es el par complementario de la lengua escrita/oral.

Mensaje 9215

Lun, 9 de Jun, 2008 9:15 am

Francisco Umpierrez

Proyectos de investigación y tesis 96

Qué es el conocimiento

Estimados miembros de Semioticians:

¿Qué es el conocimiento? (3)

La valoración de Ana Tisera sobre mi último mensaje me ha hecho reflexionar aún más sobre la contradicción entre el conocimiento práctico y el conocimiento teórico. He vuelto a repasar el texto de Magariños y he encontrado una forma peculiar de hacer más latente esta contradicción. Casi al final de su mensaje podemos leer lo siguiente: “Nosotros no hacemos universidad de la calle, sino que la estudiamos”. Bajo el punto de vista teórico he hecho la siguiente conjetura: hacer universidad de la calle es un conocimiento eminentemente práctico, mientras que estudiar la universidad de la calle incluye la serie sucesiva de las dos etapas del conocimiento: la etapa sensible y la etapa lógica.

Y bajo el punto de vista práctico me vino a la cabeza otro ejemplo, pero esta vez extraído de una película. Nos encontramos en la India bajo el dominio colonial británico. Un esbelto mando militar inglés va a recoger a una dama al puerto. Tras las presentaciones y tomar caballerosamente las maletas, la dirige por los suburbios hacia el cuartel. Por el camino la mujer observa a muchos puñados de hambrientos tirados en las aceras alargando sus manos en busca de una limosna. La dama, muy sensibilizada y afectada por la pobreza de aquellas criaturas, abre su monedero y entrega unas monedas a una de las madres que llevaba en su regazo a su hijo. De forma repentina, como cuando se pone a llover a cántaros sin nadie esperarlo, se agolpó sobre la dama inglesa multitud de indigentes pidiéndole una limosna. Ella se asustó al verse de repente rodeada, casi aplastada, por multitud de pobres que exclamaban: ¡una limosna!, ¡una limosna! El caballero militar tuvo urgentemente que venir a socorrerla y la salvó de morir aplastada.

La dama inglesa era culta y educada. Había estudiado en buenos colegios y sabía mucho de geografía y de historia. También estaba al tanto por los periódicos de su país de la pobreza en la India. Tenía sin duda grandes conocimientos académicos y algunos conocimientos de las calles londinenses. Pero de lo que no tenía conocimiento era de las calles de las ciudades de la India. Tampoco había visto en primera persona a tantos pobres agolpados en las calles. Y esta falta de conocimiento de la calle fue la que le impulsó a cometer un acto bondadoso que pudo haberle costado la vida. El caballero militar, que llevaba muchos años en la India, ya conocía sus calles. Y no sólo las conocía, sino que sabía defenderse en ellas.

Este ejemplo pone de manifiesto que el conocimiento sensible debe concebirse fundamentalmente como un conocimiento práctico y no como un conocimiento contemplativo. Tal vez quienes estudian la universidad de la calle incurran en el error de concebir el conocimiento sensible de modo contemplativo y no de modo práctico. Puesto que en la calle, más que en cualquier otra esfera de la vida, no se concibe el conocimiento separado de su aplicación. El conocimiento en la calle proviene de la práctica y sirve a la práctica sin mediaciones eruditas, como atinadamente destacó Ana Tisera. Los que hacen Universidad de la calle no elaboran en conceptos y en teorías sus conocimientos prácticos. Sus conceptos, que están afectados de máxima operatividad, están dirigidos de continuo a la práctica. El conocimiento separado de su aplicación sólo se hace realidad en la Universidad institucional.

Cordialmente,

Francisco Umpiérrez

En Las Palmas de Gran Canaria. 9 de junio de 2008.

Mensaje 9218

Lun, 9 de Jun, 2008 4:01 pm

Francisco Arri

Proyectos de investigación y tesis 97

Qué es el conocimiento

Estimada Cristina:

El tema es bastante complejo, aquí debajo copio algunos capítulos de varios libros de Verón en donde podrás encontrar la respuesta:

VERÓN, Eliseo; “El sentido como producción discursiva” en La semiosis social. Fragmentos de una teoría de la discursividad, Barcelona, Gedisa, 1998.

VERÓN, Eliseo; “Ideologías y comunicación de masas: sobre la constitución del discurso burgués en la prensa semanal” y “Cuando leer es hacer: la enunciación en la prensa gráfica” en Fragmentos de un tejido, Barcelona, Gedisa, 2004.

Espero que te sirvan las referencias.

Saludos cordiales,

Francisco ARRI

Mensaje 9222

Mar, 10 de Jun, 2008 10:04 am

María Cristina Pannunzio

Proyectos de investigación y tesis 98

Qué es el conocimiento

Francisco:

¡Muchisimas gracias por responder! El primer libro lo he leído. Leeré el segundo. Te diré que no aclara demasiado cuáles son específicamente esas condiciones. Asi, por ejemplo, las experiencias previas de lectura, etc.

Cariños

Cristina Pannunzio

Mensaje 9223

Mar, 10 de Jun, 2008 10:52 am

Francisco Schaer

Proyectos de investigación y tesis 99

Qué es el conocimiento

Estimados amigos:

Les informo que habilité mi blog personal

http://palabraypolitica.blogspot.com/

en donde publico un trabajo sobre la noción de autoridad de Kòjeve; en relación al conflicto conceptual "Gobierno vs. Campo" que atraviesa la Argentina.

Espero que les resulte interesante.

Saludos

Francisco Schaer

Mensaje 9224

Mar, 10 de Jun, 2008 9:31 pm

Francisco Arri

Proyectos de investigación y tesis 100

Qué es el conocimiento

Estimada Cristina:

Quizás también algo te pueda orientar el paper "El análisis del contrato de lectura". Es un texto que apareció en francés en 1985, pero quizás puedas conseguir alguna traducción en internet.

En el estudio del contrato de lectura también encontrarás referencias al reconocimiento, ya que es un tipo de estudio que también lo incluye.

Saludos,

Francisco ARRI.

Mensaje 9225

Mié, 11 de Jun, 2008 12:38 pm 

Cristina Pannunzio

Proyectos de investigación y tesis 101

Qué es el conocimiento

Francisco:

Ya leí ese texto. Muchisimas gracias. Estoy bastante orientada. Graciass infinitas a vos y a Beatriz

Cariños

Mensaje 9226

Mié, 11 de Jun, 2008 5:39 pm

Patricia Beatriz Herrero

Proyectos de investigación y tesis 102

Qué es el conocimiento

Estimados Semioticians

Son espectadora del Foro hace algunos años, les agradezco desde ya todo lo que estoy aprendiendo de semiótica y por los debates que se proponen. Estoy comenzando con mi trabajo de investigación en la Universidad de la calle sobre Arte Popular y además curso Ciencias de la Educación, por lo que el tema que ahora se está tratando es central en esta carrera y quisiera realizar algunos aportes.

Como se imaginarán el tema del conocimiento es básico para poder realizar un proceso de enseñanza y aprendizaje, pero también muy complejo. Precisamente se llama ciencias de la educación, porque para poder entender el proceso del conocimiento debe ser abordado integralmente, como algunos de los participantes lo han expresado no se puede obviar la perspectiva filosófica para entender el devenir histórico (epistemológico, filosofía de la educación) de cómo se concibe el conocimiento en cada época y en cada contexto (antropológica y sociología) como también aspectos subjetivos y objetivos por los cuales el sujeto conoce (psicología, psicología de la educación, y es importante el aporte de la Dra Alicia Poderti con la referencia de Rodolfo Kusch totalmente ignorado por el “concomiendo académico”

Por lo cuál haciendo mención al mito de las cavernas de Platón, se construye el paradigma idealista del conocimiento, es decir creer que el conocimiento esta ligado a alguna esencia, y que al conocimiento se accede desde la razón o la mente, esto es el conocimiento sensible no es conocimiento; esta es precisamente la metáfora de la caverna. A esto se opone la perspectiva empirista de Aristóteles el cual plantea que es la experiencia la que brinda el verdadero conocimiento, es decir se conoce a partir de lo sensible en oposición a Platón.

Estos paradigmas idealismo y empirismo son opuestos fúndantes del conocimiento, luego en la edad media el idealismo tomo forma de neoplatonismo con san Agustín quedando al margen el empirismo aristotélico y es santo Tomas el que tendrá en cuanta Aristóteles ( En nombre de la Rosa de Humberto Eco). Esta dualidad en la actualidad ha quedado totalmente superada a la hora de entender como se “construye el conocimiento y veo que vuelve como oposición entre conocimiento sensible relacionándolo con lo practico y el conocimiento lógico con lo teórico.

Es importante resaltar que para entender la construcción del conocimiento se deja también de lado las perspectivas positivistas u objetivistas propuestas por Pavlov, (a la cual también se hace referencia) precisamente por saber que el conocimiento no se construye desde el estimulo y respuesta, ya que deja fuera al sujeto. Como ruptura a esta perspectiva conductista es imprescindible recuperar a Piaget, (epistemólogo, biólogo y psicólogo) que ha sido el referente universal de ruptura con el paradigma positivista y objetivista del Conductismo y por el cuál la educación ha podido avanzar; inaugura el Constructivismo, entendiendo el conocimiento como construcción objetiva y subjetiva de etapas evolutivas donde el sujeto pasa de un conocimiento motor, operativo, abstracto y lógico. Luego de Piaget hay un sin numero de autores que problematizan y aportan posiciones socio antropológicas (Bouerdieu) y semióticas como Vigoski y Brunner.

Por lo cuál todos los sujetos; sea conocimiento académico (y no teórico) o común (y no practico) tenemos conocimiento lógico. El conocimiento es lógico a partir de poder abstraer y dar cuenta de una secuencia de recuperar o abstraer conceptos, objetos o hechos en cualquier momento.

También sabemos en las ciencias sociales que ya no hablamos, ni buscamos “ la verdad”, ni siquiera en las ciencias exactas, esto también lo analiza muy bien Roberto Navarro incorporando perspectivas Psicológicas, por lo tanto podemos inferir complejidades o superar paradigmas pero nunca hablar de afirmaciones definitivas ni de verdades, sino de probabilidades. Digo, porque también hay afirmaciones definitivas como que “el conocimiento es operativo, si es incapaz de actuar sobre el medio y producir cambios, no es conocimiento.” Esto es un enfoque, no es una verdad, es un enfoque pragmático, donde deja de lado el devenir histórico y las relaciones de poder.

También me parece pertinente hablar de cómo se construye el conocimiento aportado por Dionel y entender el recorte de la universidad de la calle.

Entrando en este recorte también es importante resaltar que si bien la perspectiva que nos preocupa es la semiótica, los instrumentos metodológicos utilizados de investigación son diversos algunos largamente estudiados por otras disciplinas como la antropología, y aquí se puede debatir largamente como objetivamos el conocimiento desde la universidad de la calle. Los instrumentos imprescindibles pueden ser la observación participante, la encuesta, la entrevista o cualquier otro registro. Estos son instrumentos largamente estudiado y debatidos por la antropología. Aquí se pone en evidencia que su objetivación no tiene nada de sencilla, en una entrevista creemos poder apropiarnos de ese conocimiento del “otro”, pero no es así, dado que nos mira como alguien extraño y su lenguaje o su discurso estará condicionado por innumerables razones, como también esta objetivación de lo “conocido” esta condicionado por nuestros propios prejuicios o preconceptos. Por lo que una investigación desde una metodología etnográfica es muy compleja, hay largos estudios sobre como se observa, se registra, se escucha se objetiva en una investigación de campo, como es la que se realiza en la Universidad de la Calle. Un instrumento de registro como una pregunta, un video, o una grabación tienen tantos obstáculos para llegar a una mínima objetivación de lo que realmente acontece en la realidad cotidiana que requiere un largo estudio de esos instrumentos para que lo registrado tenga realmente un control epistemológico académico.

Partiendo que estamos en un ámbito académico necesariamente tenemos incorporado la teoría-práctica académica, es precisamente un error epistemológico creer que vamos al terreno a investigar un “conocimiento práctico”. En términos lógicos es una falacia hablar de conocimiento teórico y conocimiento práctico. Los dos están unidos dialécticamente en el sujeto, en todo caso el conocimiento práctico tiene otra lógica que en general esta fuera de la objetivación de ámbitos académicos, pero hay autores que lo han tratado largamente como Clifford Geerz desde la antropológica semiótica (Descripción Densa) y Pierre Bourdieu desde la sociología. En el texto sentido práctico Bourdieu se propone una reflexión sobre las leyes que regulan el conocimiento teórico y sobre el rol de los intelectuales. Aquí analiza como los intelectuales se arrogan el derecho (en nombre de un determinado saber) de explicar la sociedad como algo exterior a ella, hace una critica a la razón teórica y analiza precisamente los instrumentos metodológicos de la ciencia y el alcance de las técnicas de objetivación. Pero el aporte más importante en relación a nuestro tema esta centrado en la lógica práctica, estas acciones lejos de estar libradas al azar, obedecen a estrategias concretas y dependen del capital material y simbólico que posean los actores, es decir tienen una lógica.

Por lo que en todo caso podemos hablar de un conocimiento académico y un conocimiento común y no de un saber teórico y otro práctico. El conocimiento académico se constituye desde un arbitrario simbólico impuesto a lo largo de nuestra historia educativa y el conocimiento común opera desde otra lógica pero ambos se constituyen como teórico y practico. Podríamos hablar en todo caso desde la semiótica en códigos institucionales y no institucionales o formales y no formales, o conocimiento oficial o popular y esto también habría que objetivarlos claramente para poder dar cuenta de que hablamos con conocimiento de la calle. De cualquier manera nunca estaríamos interviniendo en el terreno sin un saber teórico-practico académico porque eso nos constituye como sujetos, como habitus, como estructura estructurante diría Bourdieu. El realizar una entrevista es un saber práctico académico y saber hacer una entrevista es un saber académico teórico.

En el caso que Francisco Umpiérrez ejemplifica con la dama inglesa no es que ella tenga un saber contemplativo por ser “educada y culta”; tiene un conocimiento de “clase”, dar una limosna es un saber practico constituido y aprendido a los largo de su educación y se enfrenta a “Otra cultura” lo que en antropología se denomina alteridad cultural. La dama tiene incorporado los códigos de clase, los cuales se ponen en práctica con una limosna, esta es “su creencia” de la forma de operar sobre la pobreza, nunca se le ocurriría sentarse en la calle con estos pobres preguntarles por la situación social en que viven hacerse parte de esta problemática y solucionarla de otra manera (lo que si podría realizar un antropólogo y es la forma de conocer otra cultura, “otro” saber), pero esta acción es tanto teórica como práctica, todo el saber culto y su conocimiento “teórico” de la pobreza de la India no le alcanzó para salvarse de ser aplastada. En cuanto a los pobres también tiene un saber popular, es decir saben que en ese lugar llegan paulatinamente gente a la que pueden agolparse para pedir limosna en todo caso lo practico es correr hacia la dama para tomar la limosna.

Pero como dije anteriormente el conocimiento sensible vs el conocimiento contemplativo quedo tan lejos como Platón y Aristóteles.

Cualquier investigación que realicemos en la calle lo hacemos desde un saber académico (teórico-practico). Necesariamente para poder objetivar el conocimiento (teórico y práctico) que circula en la calle hay que garantizar instrumentos de registro, que garanticen una objetividad como toda investigación etnográfica (desde un enfoque semiótico) requiere, a lo que Juan denomina rigor en la investigación.

Así como la semiótica ha tenido distintas rupturas en el devenir histórico y la lingüística estructural quedo superada por tantos autores posteriores, en disciplinas que tratan la problemática del conocimiento como la educación también hay teorías o autores superados como son todas las perspectivas positivistas si bien hoy intentan constituirse en un neopositivismo desde posiciones anglosajonas que es otro tema.

Cariños a todos y espero haber aportado algo al debate¡¡

Patricia Herrero

Escuela de Artes

Universidad Nacional de Cordoba

Mensaje 9227

Jue, 12 de Jun, 2008 4:20 am 

Francisco Umpiérrez

Proyectos de investigación y tesis 103

Qué es el conocimiento

Aunque estudiaré con más detenimiento tu aporte, quisiera decirte una pequeña cosa.

El hecho de que entre el saber práctico y el saber teórico haya unidad y transiciones, el hecho de que en el saber práctico haya componentes teóricos y en el saber teórico componentes prácticos, eso no resta nada al hecho de que una cosa es el conocimiento teórico y otra muy distinta es el conocimiento práctico.

Es una tendencia, a mi juicio bastante errónea, presuponer que ciertas contradicciones ,como la existente entre teoría y práctica, se han superado. Las contradicciones, al menos, la existente entre los seres reales y los seres ideales, se resuelven, cambian de forma, pero no desaparecen ni se superan.

Cordialmente,

Francisco Umpiérrez

Mensaje 9228

Jue, 12 de Jun, 2008 8:51 am

Prof. Giorgio Quintavalle

Proyectos de investigación y tesis 104

Qué es el conocimiento

Estimado Francisco,

quizas esta frase de Albert Einstein puede ser perteneciente al tema...: "La théorie, c'est quand on sait tout et que rien ne fonctionne. La pratique, c'est quand tout fonctionne et que personne ne sait pourquoi. Ici, nous avons réuni théorie et pratique: rien ne fonctionne... et personne ne sait purquoi!"

Albert Einstein

Cordialmente

Jorge

Mensaje 9229

Jue, 12 de Jun, 2008 9:10 am

Lizzie Pace

Proyectos de investigación y tesis 105

Qué es el conocimiento

Estimados semioticians, siguiendo un poco la línea de pensamiento expuesta por Patricia, quisiera hacer un pequeño aporte. Yo me plantearía la cuestión desde la cientificidad o no del conocimiento. Somos seres situados con historia, y hay un conocimiento construido socialmente que se localiza en el sujeto, sirve o es función de vida. De tal forma todo es conocimiento, solo varía su producción y por ende tendrá o no calidad científica. Les propondría reflexionar acerca de las relaciones hacer-saber y saber-hacer, y cómo el saber se desprende del hacer para crear la ilusión de que se produce a sí mismo sin relación alguna con el hacer. Patricia ha citado a Piaget y Vygostky, el primero si no estoy equivocada puso el foco en la acción primero; y el segundo invirtió la relación y puso el foco en lo social donde primero se constituyen las funciones cognitivas para luego ser interiorizadas o apropiadas por el sujeto. En una palabra la cuestión epistemológica no resume el problema acerca del conocimiento. Un abrazo, y pido disculpas por las imprecisiones pero mi campo temático es otro, sin embargo nadie que haga ciencia puede prescindir de este debate, lizzie

Mensaje 9230

Jue, 12 de Jun, 2008 4:49 pm

Patricia Beatriz Herrero

Proyectos de investigación y tesis 106

Qué es el conocimiento

Francisco:

No entiendo a que hace referencia seres reales y seres ideales, categorías que a las que no hice mención, en cuanto a la superación de contradicciones, indudablemente hay contradicciones en todo espacio, tiempo, saber y practica.

Precisamente para superar esas dicotomías excluyentes del positivismo, referentes como Marx, Freud y Eistein realizaron una ruptura en el conocimiento moderno. Entre estos aportes, (Marx) fue entender el conocimiento como una construcción de superación permanente de contradicciones en forma de espiral (materialismo dialéctico). Pero si se toma esto como un marxismo ortodoxo, también la escuela de Frankfurt, (Adorno, Benjamin, Marcuse, Fronn entre otros) resignifican la teoría critica (la dialéctica) y tantos otros como Habermas, Bourdieu, Focault los cuales entienden la contradicción como intrincesa a cualquier conocimiento, fenomeno, proceso o practica social.

Por lo cuál para nada niego la contradicción, que se presenta en cualquier análisis, de cualquier tipo de conocimiento, y si, las contradicciones se superan dialécticamente, de lo contrario se expresan en resistencias, violencia, o hasta revoluciones. El sistema educativo sabe mucho de violencia simbólica y en nuestro país la resistencia se esta expresando en mucha violencia.

Patricia

Mensaje 9231

Jue, 12 de Jun, 2008 4:59 pm

Patricia Beatriz Herrero

Proyectos de investigación y tesis 107

Qué es el conocimiento

Lizze:

Como vos mencionas, si bien en ciertos ámbito se presenta a Piaget y a Vigosky como antagonicos son increiblemente complentarios es decir Piaget estudio la construccion del conocimiento en el sujeto y le reclaman dejar de lado el contexto; solo que su recorte se debio a que era psicologo y biologo, por lo cuál su investigacion estuvo centrada en la construccion subjetiva del individuo. Vigosky hacer referencia, (como materialista dialectico que es), a que nos apropiamos del conocimiento dos veces primero intersubjetivamente y luego intrasubjetivamente. Por lo que estos autores se complementan de manera muy constructiva.

Gracias por tu aporte.

Patricia

Mensaje 9232

Jue, 12 de Jun, 2008 6:36 pm

Francisco Umpiérrez

Proyectos de investigación y tesis 108

Qué es el conocimiento

¿Qué es el conocimiento? (4)

Respondo a Patricia Beatriz.

La superación de los pensadores clásicos

Es un agrave error afirmar que Platón y Aristóteles han quedado atrás y ya están superados. Aristóteles y Platón deben figurar como dos de los grandes filósofos de todos los tiempos y es de obligado cumplimiento por parte de todo filósofo estudiar sus ideas. En especial Aristóteles estudió las principales formas del ser y del pensar. Así que cualquier pensador que se dedique a investigar cualquier forma del ser, por ejemplo la forma sígnica, encontrará en el estagirita un pilar fundamental. Quien conciba el pensamiento y la historia del pensamiento como un proceso, admitirá que las ideas de Plantón y Aristóteles constituyen la base del pensamiento filosófico moderno y que de ningún modo pueden considerarse superados.

A propósito de la cita de Einstein facilitada por Jorge

Podría transcribirles muchísimas citas de Aristóteles interesantes, pero con esta basta para demostrar la utilidad actual de sus ideas y que haríamos mal si no lo escucháramos.

Como en la cita de Aristóteles aparecerá la expresión “los hombres de arte”, les advierto que Aristóteles entiende por arte el conocimiento de lo general. Esta cita tal vez refleje la problemática planteada por Einstein y una de las tantas formas de presentarse la contradicción entre teoría y práctica: “Los hombres de experiencia saben bien que tal cosa existe, pero no saben por qué existe; los hombres de arte, por el contrario, conocen el porqué y la causa”. Los hombres de experiencia no sólo no saben por qué existen las cosas, sino que no les interesa saberlo. A un capitalista no le interesa por qué existe el dinero y cuál es su naturaleza, lo que le interesa es que su negocio funcione bien y que le arrojen muchos beneficios. Así que esa contradicción entre el hombre de experiencia y el hombre de arte no sólo se daba en tiempos de Aristóteles, sino que también se da en la actualidad. De modo que queda demostrado que esta idea de Aristóteles sigue siendo tan válida hoy como en aquel entonces.

La forma contemplativa y la forma práctica

Patricia confunde la contradicción entre teoría y práctica con una contradicción que se da en el seno de la sensibilidad: la existente entre la forma contemplativa y la forma práctica de concebir la sensibilidad. Marx criticaba al materialismo anterior, en especial al materialismo de Feuerbach, porque concebía la realidad en forma de objeto o de contemplación, no en forma subjetiva, en forma práctico revolucionaria. Sólo se trata de ver que esos objetos que tú percibes, esos muebles, esa vestimenta y esos vestidos, son productos del trabajo. Sólo se trata de ver que en el objeto está el sujeto.

La dama inglesa y los pobres

Escuchemos a Patricia: “En el caso que Francisco Umpiérrez ejemplifica con la dama inglesa no es que ella tenga un saber contemplativo por se “educada y culta”; tiene un conocimiento de clase, dar una limosna es un saber práctico constituido y aprendido a lo largo de su educación y se enfrenta a “Otra cultura” lo que en antropología se denomina alteridad cultural. La dama tiene incorporado los códigos de clase, los cuales se ponen en práctica con una limosna, esta es su creencia de la forma de operar sobre la pobreza, nunca se le ocurriría sentarse en la calle con estos pobres preguntarles por la situación social en que viven hacerse parte de esta problemática y solucionarla de otra manera,…”.

Aquí, en esta forma de expresarse Patricia, se pone de manifiesto que ve las cosas de forma muy teórica, que ha perdido de vista el sentido práctico. Si tú ves a cientos de personas hambrientas, lo que late dentro de ti es tu corazón, no tu razón. La dama inglesa quedó desecha con tanta pobreza. Y quiso ayudar a uno de los tantos pobres y le dio una limosna. Dar una limosna no es una práctica de “clase”, es una práctica ética interclasista, sólo se necesita tener corazón con el desheredado. Lo que a nadie se le ocurría hacer es acercarse a un hambriento, que toda o gran parte de su vida ha sido un hambriento, y preguntarle por su situación social. El hambriento te respondería: no quiero palabras, quiero alimentos. De todos modos el estudio de la pobreza es un asunto para economistas y no para antropólogos. Y la solución de la pobreza es un asunto para la lucha de clases y las revoluciones sociales, no para los antropólogos.

La teoría y la práctica

Patricia piensa que afirmar que la teoría representa la etapa del conocimiento lógico supone negar que la práctica carece de lógica. Confunde las determinaciones lógicas de las cosas con su reflejo teórico. La etapa lógica del conocimiento es la etapa de elaborar conceptos, juicios, razonamientos y extraer conclusiones lógicas. Sin duda que quien realiza una determinada actividad práctica, por ejemplo un cirujano cardiovascular que realiza una operación de corazón, tiene conceptos en su cabeza con los que se guía, pero en ese momento no está elaborando conceptos sino poniéndolo al paciente un marcapasos. Como le dije en el primer mensaje, el hecho de que en la actividad teórica tenga componentes prácticos y la práctica componente teóricos no quita nada al hecho de que entre el conocimiento teórico y el conocimiento práctico haya diferencias cualitativas.

Pertenece la pensamiento posmoderno diluir las diferencias entre los contrarios.

Habría muchas más cosas que decir, pero con lo dicho hasta aquí basta. Agradezco a Patricia su aporte.

Cordialmente,

Francisco Umpiérrez

En Las Palmas de Gran Canaria. 12 de junio de 2008.

Mensaje 9234

Vie, 13 de Jun, 2008 10:32 am

Adail Sobral

Proyectos de investigación y tesis 109

Qué es el conocimiento

Estimados Semioticians,

El pensamiento posmoderno allega pretender " diluir las diferencias entre los contrarios." Pienso que esa pretensión está condenada de si misma. Los contrarios presentan por definición semejanzas, o no serian contrarios, sino incompabiles, no conmensurables, no comparales.

Por lo tanto, no se pueden diluir las diferencias entre los contrarios y aún tener contrarios. Es la diferenza que explica que existan. Lo más es indistinción, pero el mundo humano es mundo de distinciones. Lo que sí se podria considerar un aspecto posmoderno valido es la actitud de mantener las tensiones sin intentar diluir las contradiciones, pero los posmodernos lo hacen como subproducto. Tal vez algunos modernos tengan logrado más en esa actitud. Además, nadie y nada es superado en el conocimiento; hay contradiciones, logros, avanzos, pero prevalece el diálogo, la tensión, la reforma, la asimilación, la interación permanente.

Saludos Cordiales

adail sobral

Mensaje 9235

Vie, 13 de Jun, 2008 3:27 pm

Victor Quelca

Proyectos de investigación y tesis 110

Qué es el conocimiento

Conocimiento cientifico....

El proceso de construcción del conocimiento es una actividad teórica-práctica compleja y dialéctica que implica conocer y precisar muchos términos precisos propios de la epistemología, historia, sociología de la ciencia y la semiotica.

El conocimiento es producto que surge a partir de un trabajo de interacción con la realidad, con el entorno natural que le rodea y las construcciones simbólicas que se establecen a partir de las relaciones sociales ya sea para dominar, intercambiar o enfrentar sus fenómenos inexplicables por medio de la razón (mitos, ritos, etc).

En la construcción de conocimiento se observa la interacción epistemológica entre sujeto y objeto. El objeto de conocimiento es determinado, seleccionado, recortado y formulado por el sujeto. El sujeto de conocimiento tiene una carga ideológica del cual no puede lograr despojarse por muy “objetivo” que pretenda ser en su construcción de indagación, a esta carga ideológica interna la llaman marco referencial del sujeto.

La construcción surge a partir del saber cotidiano que puede estructurarse en saber científico. Este proceso dentro de la historia de la ciencia es abordado por Tomás S. Kuhn como el constante cambio de lo que él denomina “ciencia normal” y “ciencia extraordinaria” en la que se producen las rupturas paradigmaticas. Así desde el razonamiento mítico y mágico se ha transformado en conocimiento acumulado y sistemático pasando entre medio por los aportes de muchos investigadores empíricos y teóricos Galileo, Beacon, Kant y muchos otros actuales Popper, Feyerabend, Gadamer, Habermas, Peirce entre otros.

Entendiendo la ciencia como un conjunto de conocimientos articulados sistemáticamente obtenidos por medio de un método que es confrontada con la realidad y que pueden ser transmitidos a un determinado grupo de personas. Se produce en un contexto cultural[1] determinado por la realidad, natural y social.

El proceso de conocimiento científico es “complejo” en los términos de Pierre Bordeau y dialéctico, porque es proceso y un trabajo terminado, con interacción entre teoría y práctica, entre unidad y totalidad, entre el saber cotidiano y científico, relación entre realidad y conocimiento entre sujeto y objeto.

Mensaje 9236

Vie, 13 de Jun, 2008 9:28 pm

Dionel Filipigh

Proyectos de investigación y tesis 111

Qué es el conocimiento

Sobre el conocimiento

Con mucho temor voy a iniciar este planteo que voy a hacer. Se debe a mi poco conocimiento sobre semiótica ante quienes manejan y esbozan explicaciones que a uno lo inhiben a veces de participar.

De qué hablamos cuando Juan Magariños nos pregunta: ¿Qué es el conocimiento?

Creo que todos los que participan entienden que el tema del conocimiento filosóficamente ya se discutió y por resultado dio CERO. Algunos dijeron es posible y se quedaron en sus trece, otros que no es posible y también
“trocearon”, otros que nacemos tabula rasa como decía Locke y nadie lo movió de sus convicciones. Por eso digo que el resultado fue CERO, no convivieron dos formas, todas se diferenciaron, pero no se contradijeron y por lo tanto no hubo una nueva instancia para plantear algo diferente.

Por lo tanto poco importa cuanto hayan dicho del conocimiento quienes fueron nuestros gigantes sobre cuyos hombros nos colgamos (se decía en alguna época en filosofía: somos pigmeos sobre los hombros de gigantes)

Lo que planteó Albert Einstein nos ha servido como un planteo a nivel semiótico: no se puede conocer la esencia. Tirando por tierra otra de las viejas luchas filosóficas sobre la esencia y la existencia. Yo particularmente me formé más en la escuela esencialista y aquellos existencialistas eran vistos como unos atrevidos (hablando de Sastre, Heidegger….). Pero tampoco mi formación está puesta a consideración en el tema, sino que la introduje con la intención de que sirva nada más que para ejemplificar.

Ahora bien. Nosotros, cada uno de los que participamos en semioticians, decimos: ¿ lo que es conocimiento a horcajadas de los grandes pensadores o tenemos un criterio propio? (disculpen pero no sabía dónde comenzaba la pregunta y la puse en algún lugar)

Una inmensa avanzada para mi comprensión fueron dos momentos que he vivido últimamente a la luz de las palabras de Juan Magariños:

Una referida a lo ontológico. No se conoce la esencia, se conoce lo que dice de las cosas. Disculpe Juan si mi expresión es hasta imprecisa. Conocemos desde lo que se dice, desde el discurso.

Lo segundo y valiosísimo lo escuché en las Jornadas de Jujuy donde Juan dijo: estoy en un planteo de revisión total, que implicó un vuelco en mi forma de actuar como Profesor Universitario. Palabras más palabras menos. Fueron las que me impactaron y no se grabaron, pero sí fueron precisas.

¿Qué hacemos hoy por lo tanto con el conocimiento? ¿Le seguimos preguntando a las escuelas o nosotros somos la escuela? ¿Será cierto como dice uno de los expositores que hay dos tipos de conocimiento? Si nunca nos lo hemos cuestionado, creo que tenemos el derecho de cuestionarnos hoy. ¿Será cierto que hay un conocimiento teórico producto del ensamblaje académico con que se forman nuestros futuros profesionales y otro en el hombre de la calle? ¿Y a aquel llamamos teórico y a este práctico? Y además ¿por qué alguna vez no les preguntamos a los académicos, a los estudiantes universitarios, a los excelentes alumnos cómo hicieron para conocer a su novia, esposa, amante? ¿O los universitarios deben conocer sólo lo teórico y el mundo sigue girando al margen de la universidad?

No será entonces, ante el planteo de Juan Magariños, proponernos definir desde nuestra relativa realidad ¿qué es conocer?

Creo que ese es el tema. Los otros días Alicia Poderte buscaba un LOCUS. ¿Será oportuno ponernos de acuerdo en un locus, antes de negarlo con frases desde Thales de Mileto hasta el último pensador que esté escribiendo ahora?

Tengo la impresión y la creencia que el trabajo es arduo, pero válido.

Agradecidos a todos.

Prof. Dionel Filipigh Clorinda Provincia de Formosa

Mensaje 9237

Sáb, 14 de Jun, 2008 1:56 pm

Patricia Beatriz Herrero

Proyectos de investigación y tesis 112

Qué es el conocimiento

Victor:

Bueno! a eso me referia, mencionas autores indispensables para entender el proceso de la construccion del conocimiento en el debenir historico.

Quizas el termino "superado" no fue el correcto, pero con tu aporte queda bien claro la complejidad y la rupturas de teorias que enriquecen y aportan nuevos paradigmas.

Y claro, Bourdieu, Habermas, y Eco son autores contemporaneos que no pueden quedar fuera a la hora de enteder esta complejidad, precisamente porque en el caso de Bourdieu aporta el analisis dialectico entre objetivismo y subjetivismo (Campo y Habitus) historicamente como dicotomico.

Gracias por tu aporte.

PAtricia Herrero

Mensaje 9238

Sáb, 14 de Jun, 2008 3:17 pm

Juan Gomes

Proyectos de investigación y tesis 113

Qué es el conocimiento

No hay una teoria , por un lado y una practica, por otro.

No existe tal divison , por lo menos en lo atinente a las expresiones deportivas.

Considerar que lo que es (la practica) siempre va a estar alejada  de la teoria (lo que debe ser). es menospreciar el potencial humano.

Hay una practica que expresa la teoria.

Por ejemplo:el equipo de basquetbol de los eeuu llamado dream team expresa en la practica , teoria.

Si uno codifica las acciones motrices en un patron determinado y  contrasta este registro con un patron conceptual (teorico) vemos que la practica es la manifestacion mas acabada de una teoria preexistente.

Es decir , la practica del basquetbol ACTUALIZA la teoria de lo que debe ser el basquetbol.

A su vez , la teoria no permanece inalterable , cambia , se renueva , en funcion del "empuje" que le da la practica como fuerza actuante de la realidad creadora de la idea, en tanto representacion de la teoria..

Estoy intentando armar mi tesis de la licenciatura de la UAI para demostrar esto: un equipo campeon expresa determinada teoria subyacente , que no es una verdad final, sino que es la vigente en ese momento historico.

Afectuosamente

Juan Ricardo Gomes

Profesor de Ed . Fisica

Mensaje 9239

Sáb, 14 de Jun, 2008 5:18 pm

Juan Gomes

Proyectos de investigación y tesis 114

Qué es el conocimiento

Tambien me parece importante destacar algo:el poder permite expresa en la  practica determinada teoria afin.

Es decir, la teoria nunca puede transformarse en la practica  si el poder esta centralizado, si esta instaurado en un cuerpo.

 Foucalt afirma  que el poder debe circular , esto es lo mismo que decir:en el deporte un buen entrenador no juega , pero hace jugar sus ideas en sus jugadores.

Esta transferencia de poder es llevada desde un poder central a un equipo.

Esta "circularidad", es , a mi humilde emtender , es la razon por la cual es  tan comun  ver en los deportes" practicas" que son "teoria aplicada".

Atentamente

Mensaje 9247

Dom, 15 de Jun, 2008 7:25 pm

Eva Grosser

Proyectos de investigación y tesis 115

Qué es el conocimiento

Para Juan de Orellana et al

En antropología se habla de pensamiento mágico y de conocimiento precientífico.

Es obvio que todo es mágico o precientífico hasta que alguien se toma el trabajo de racionalizar el objeto de estudio, de hacer explícita su lógica implícita.

Saludos cordiales. Eva Grosser.

Lic. Eva Grosser Lerner

Dirección de Lingüística

Instituto Nacional de Antropología e Historia

México, D.F.

Mensaje 9248

Dom, 15 de Jun, 2008 8:31 pm

Asunción Ontiveros Yulquila

Proyectos de investigación y tesis 116

Qué es el conocimiento

¿QUÉ ES EL CONOCIMIENTO?

EN EL MUNO KOLLA, JUJUY, ARGENTINA

Por Asunción Ontiveros Yulquila

Continuando con la reflexión del profesor Dionel Filipigh (Clorinda, Formosa)

PRIMER CASO:

En julio de 1957, teniendo siete años, emprendía el primer viaje en tren (FC Belgrano), desde la llamada "Capital de la Puna", Abra Pampa, hacia la ciudad de Jujuy, capital de la provincia homónima.

Cursaba el segundo grado de primaria. Tenía siete años y sufría porque no podía aprender a leer conforme a la lógica reinante y además decodificaba e interpretaba incorrectamente porque mi mundo era otro, a pesar de que el leguaje era el mismo (castellano jujeño y kolla), Me gustaban las imágenes y las historietas,

El relato paradigmático cristiano – católico no formaba parte de mi manera de percibir y de apreciar la realidad del mundo (Tierra) y de la Argentina. Estaba seguro de ser hijo de mis progenitores, pero no tenía la menor idea sobre cómo se reproducía el ser humano, y cómo y por dónde se producía el arribo de una guagua (bebe) al hogar o a la casa (nacimiento).

Mi madre era y es analfabeta y mi padre era semi –analfabeto. Durante el viaje preguntaba a mi padre ¿por qué en Abra Pampa hace mucho frío y en la ciudad de Jujuy menos frío? Respondía, "Cuando se va viajando hacia el Sur de la Argentina, hace más calor. En Tierra del Fuego es un horno". Este relato lo iba relacionando (en mi memoria) con el color del mapa oficial de la Argentina. El territorio de Tierra del Fuego estaba pintado de amarillo. La conclusión a que arriba semióticamente era que en "Tierra del Fuego el calor es infernal".

Aprendía, además de observar y de experimentar las cosas, a través de los discursos o relatos de mis progenitores. Conocía de lo que dice de las cosas.

SEGUNDO CASO:

En el otoño de 1955 ingresaba a la Escuela Nacional Nº 21 de Abra Pampa. Como mi identidad no estaba constituida en el mundo cristiano – católico, las autoridades de la Escuela deciden que me someta a un curso de evangelización (catequesis). Mi primera experiencia visual en el atrio de la iglesia de Abra Pampa fue de asombro y de preguntas que me hacía a mi mismo. ¿Por qué está este hombre – mujer en un cajón de vidrio? ¿Por qué tiene una herida en el pecho y por qué tiene espinas en el cabeza? ¿Por qué no lo entierran si está muerto?

Mis preguntas eran construidas con la información y el conocimiento que había percibido, apreciado, procesado y asimilado desde el primer año de vida (15 de agosto de 1949) hasta enero de 1955, periodo en que viví con mis abuelos (progenitores de mi madre), en la comunidad kolla de Negra Muerta, Departamento de Humahuaca, Jujuy. Había observado un velorio y un entierro de una anciana. Nunca había percibido a un hombre muerto, con una herida en el pecho, semidesnudo, con barba, piel blanca y con agujeros en los pies. Tampoco había preciado a un cura con su clásica sotana.

La primera experiencia en la iglesia de Abra Pampa fue frutal, para mi estructura de pensamiento, como también psicológica. Con el correr de los días sentía que estaba ingresando a un mundo de la locura. Dormía a los sobresaltos, caminaba durmiendo, soñaba estupideces, hablaba mientras dormía. Mi padre comentaba que, a veces, habría la puerta del dormitorio y salía (durmiendo) hacia la calle. Conocía que la Tierra era redonda como una pelota de fútbol.

Soñaba en el proceso de la locura que "era expulsado de la Tierra y que trataba desesperadamente de agarrarme de las nubes para no caer en el vacío".

No tener experiencia ni información sobre el mundo cristiano – católico, como también el primer día de catequesis, significó ingresar en un proceso de locura, porque pensaba sobre signos desconocidos para mi disco duro (neuronas). Por fortuna, mi padre había llegado a un acuerdo con las autoridades de la Escuela Nacional Nº 21, para que no fuera sometido a la evangelización. Quedé libre de la inquisición y de la tortura psicológica con signos desconocidos y horripilantes.

Desde agosto de 1949 hasta diciembre de 1954, había percibido y apreciado prácticas sociales y culturales relacionadas con la cría de cabras y ovejas, el cultivo de maíz, haba, papa, flores y árboles. Los datos y/o las matrices de conocimiento los había observado, procesado y asimilado (en el cuerpo y en la memoria) en la chacra de mis abuelos de Negra Muerta. Este conocimiento empírico y sistematizado intelectualmente lo reproduje en Abra Pampa. El patio grande de la casa de mis progenitores se convirtió con el paso de los años en una chacra pequeña: había árboles, flores, hierbas aromáticas, y, se cultivaba cada año maíz, haba y papa. Se regaba sacando agua de un pozo de 10 metros de profundidad.

CONCLUSIÓN PARA ESTE PEQUEÑO ENSAYO ¿Qué es el conocimiento?

Para Yulquila, es un proceso inductivo, dialéctico y dialógico entre lo que se conoce de la realidad objetiva (signos materiales e inmateriales) y el discurso o relato que constituye la subjetividad de los seres humanos. Para que el conocimiento sea proyectado o socializado, debe ser arte y parte del ejercicio del poder social, cultural, económico y político, en una familia determinada, en una sociedad determinada. Hesiodo y Homero, en la Antigua Grecia, siguieron esta línea. También, Mamani y Yulquila en Humahuaca. Los hermanos Grim en la Alemania de fines del siglo XVIII.

Lamentablemente, en los casos descriptos, cuando ingresé al primer grado inferior (1955), en la Escuela Nacional Nº 21 de Abra Pampa, nada de lo que conocía empírica e intelectualmente era tomado en cuenta. Se construye el conocimiento observando, experimentando, procesando y sistematizando lo conocido, para conocer mejor. Los errores enseñan, las fallas enseñan. Las analogías entre los animales (incluido nosotros los seres humanos) permiten comprender en profundidad nuestro complejo mundo, desde lo micro hasta lo macro, sin olvidar que la historia es fundamental en toda actividad humana, para abordar problemas y buscar soluciones. Vale la pena mirar tres veces un signo y su proceso histórico. Todo signo presente tiene un antecedente. Todo relato tiene un relato antecedente.

Mensaje 9249

Dom, 15 de Jun, 2008 10:24 pm

Adail Sobral

Proyectos de investigación y tesis 117

Qué es el conocimiento

El conocimiento de que hablamos aquí no es solo el científico, abarcando la relación simbólica (en sentido amplio) de los seres humanos con el mundo vivido, que aún en los científicos no es solo científico pero también sensorial.

adail

Mensaje 9250

Dom, 15 de Jun, 2008 10:44 pm

Juan Gomes

Proyectos de investigación y tesis 118

Qué es el conocimiento

Todo este rico intercambio se origino con la pregunta de Juan:Que es el conocimiento?

No nos olvidemos que el Mundo esta dominado por poderes importantes y , subyacente a ese poder, esta el conocimiento.

La ignorancia no conduce al poder , eso lo sabemos.

Sabemos que el conocimiento es poder.

Muchos individuos  se reciben de maestros  para poder tener poder sobre sus alumnos desde un poder conferido por una sociedad , que le da el "poder" para educar.

La satisfaccion de enseñar es secundaria de una satisfaccion mayor , que es la de ejercer influencia  desde el   "poder que le confiere el saber".

Las expresiones deportivas son utilizadas por el  estalbishment para demostrar que tienen poder.

EEUU Y RUSIA tuvieron y tienen grandes presupuestos para prevalecer en los juegos olimpicos.

Esas victorias deportivas no solo manifiestan poder , sino que  lo legitiman y lo incrementan.

El gobierno de Videla buscaba el campeonato mundial de futbol en 1978 y lo logro.

Era su muestra de poder, su muestra de hegemonia.

Bordeau sostiene que el deporte es una nemesis de la guera, es decir , el poder hegemonico sublima  la violencia de la guerra en una victoria mas civilizada, LLAMADA DEPORTE , en donde ganar no significa causar mas muertes y sufrir menos perdidas de vidas humanas, pero significa , prevalecer.

Ganar es poseer capacidad de sustituir y de superarse. 

Convengamos en que: cualquier resultado vencedor indica una innegable supremacia.

La victoria es "SIGNO" ELOCUENTE DE SUPREMACIA E INDICADOR DE UNA DETERMINADA Y PROYECTADA (PENSADA) HEGEMONIA.

Mensaje 9251

Lun, 16 de Jun, 2008 10:23 am

Iris Zavala

Proyectos de investigación y tesis 119

Qué es el conocimiento

Estimados amigos: Veo que seguimos con el conocimiento....la forma más sencilla sería tener información...i.e. tengo conocimiento de...a diferencia de saber, que sería la reflexión del conocimiento....implica reflexión crítica...las citas en filosofía seráin interminables, Kant por ejemplo. Sabemos que ¿qué puedo saber?, es el centro de Crítica de la razón pura...la filosofía ha meditado mucho sobre este tema, sugiero además pensar que el saber está unido a la verdad...no puede haber verdad sin saber. Saludos, iris m. zavala

Mensaje 9252

Lun, 16 de Jun, 2008 11:44 am

Dionel Filipigh

Proyectos de investigación y tesis 120

Qué es el conocimiento

Sobre el conocimiento. Rescatando dos conceptos

Me parecieron de interés común ( incluyendo los aportes sucesivos) dos ideas o conceptos:

Uno: sobre no separar teoría y práctica. Y el ejemplo al respecto sobre el básquet del Profesor de Educación Física.

Dos: sobre los hemisferios derecho e izquierdo.

Creo que ambos nos puntualizan que el conocimiento es uno. El punto de partida o el punto de conciencia del mismo está por verse, quizá sea parte de la investigación si en función de ello se inicia un proyecto. Siempre es el punto inicial entre lo ontoesencialista –prediscursivo- y lo discursivo “ontológico” como viene diciendo el Licenciado Juan Magariños. O sea lo fundacional del primer relato de algo que no tenía relato.

En lo que se refiere a lo que llamamos vulgarmente – masivamente, lo decimos- práctica de básquet responde a una teoría y a una práctica. Pero hay una primera información discursiva en cada uno que no debe mezclarse con las otras. Cuando el Profesor menciona al Director Técnico y las ideas y la práctica en los jugadores ya estamos mucho más adelante en lo que estamos conversando. Lo que voy a contar es una experiencia en Básquet que me pasó. Tendría 8 años más o menos. Y unos profesores de básquet nos llevaron a todos los alumnos del grado a jugar básquet (en mi época uno cursaba grados, por aquello de la escuela gradual). Y lo único que me pasó fue que no entendí nada, que aquello me pareció monstruoso y para completar, cuando me dan en un momento la pelota ya nomás cometo una infracción (creo que la hice botar, y agarrar y esas cosas). De tal manera que mi primer discurso cuando tuve las palabras para decirlas fue: El básquet es un deporte difícil. Este fue mi primer discurso y es teórico y es práctico.

Con respecto a los hemisferios, hay un libro que relata como continuamente ocupamos los dos. No hay un conocimiento de un hemisferio y otro de otro.

Seguimos siendo una totalidad que conoce con todo (no sólo con el cerebro) sino con todo el cuerpo, como lo explican los estudiosos de parapscología.

Para alegría de Alicia que buscaba un LOCUS, hay que decir que se está pergeñando cada día mejor.

Saludos a todos.

Profesor Dionel Filipigh Clorinda Formosa

Mensaje 9253

Lun, 16 de Jun, 2008 3:54 pm

Juan Magariños

Proyectos de investigación y tesis 121

Qué es el conocimiento

Estimadas/os SEMIOTICIANS y, en especial,

estimado Asunción Ontiveros:

Mucho me ha gustado tu transferencia biográfica de los DOS CASOS DE APRENDIZAJE con asimilación de nuevos CONOCIMIENTOS (y así considero que tiene que ser, tanto para que haya APRENDIZAJE como para que haya CONOCIMIENTO), tan cerca, en ambos casos, de lo que, en nuestro Proyecto de Investigación, vamos perfilando como UNIVERSIDAD DE LA CALLE.

EL CONOCIMIENTO que en ella se genera, se asimila y se aplica, tiene mucho de participativo y de constructivo de la calidad de HUMANOS, en cuanto tarea en la que estamos comprometidos, para salvarnos del riesgo de ESTAR EN LA NADA, o sea, en la IGNORANCIA con yelmo de Mambrino, o sea, en la GRANDILOCUENCIA cuya aceptación se exige a modo de dogma y de única verdad desde determinados sectores del DISCURSO ACADÉMICO INSTITUCIONAL.

Quizá CONOCER se aproxime a TENER CONCIENCIA de que se SABE VER, OÍR Y TOCAR, pero NO A TENER QUE VER, OÍR Y TOCAR lo que SE DICE que HAY QUE VER, OÍR Y TOCAR. También sólo QUIZÁ, pero quizá, ENSEÑAR sea IMPULSAR y hacer que otros APRENDAN A VER, OÍR Y TOCAR y, por tanto, a SABER QUÉ ESTÁN VIENDO, OYENDO Y TOCANDO, sin tratar de imponerles LO QUE DEBERÍAN Y LO QUE NO DEBERÍAN SABER QUE ESTÁN VIENDO, OYENDO Y TOCANDO.

Cordialmente,

Juan

Juan Magariños de Morentin

Mensaje 9257

Lun, 16 de Jun, 2008 11:50 pm

María Fernanda Ruiz

Proyectos de investigación y tesis 122

Qué es el conocimiento

Queridos colegas, los invito a reflexionar juntos sobre un aspecto del problema que se está desarrollando sobre el conocimiento: el del poder. Para hacerlo les envío un breve texto, donde desde la ironía propongo abordar lo que considero un problema serio para la democratización de los procesos de producción, circulación y recepción del conocimiento en la sociedad.

Espero que sea de su interés. Agradezco mucho la posibilidad de interactuar y compartir reflexiones y experiencias.

Los diez mandamientos del saber impotente

o

cómo ser parte de la gran simulación

o

las variables de la masturbación académica

Tú, intelectual:

1. Explicarás "lo que pasa" sin que de ello derive en lo absoluto una responsabilidad ética al respecto de su
transformación.

2. Deberás nombrar en toda conversación, académica o no, a determinados autores y sabrás cuándo dejar de citarlos y empezar a citar a los que corresponde.

3. Producirás un paper para sostener tu carrera académica antes de que se venza el plazo y lo harás correctamente aunque no tengas absolutamente nada para decir.

4. Nunca dirás o escribirás algo que pudiera eventualmente irritar, enemistar o poner susceptible a las figuras de la intelectualidad del campo al que perteneces.

5. Jamás expondrás una idea sin estar seguro de que ya la sostuvo alguien legitimado en el tratamiento académico del tema en cuestión.

6. Te reirás de los "pseudo" intelectuales que hacen divulgación, pues ellos simplifican y reducen el conocimiento a la inaudita dimensión en que lo comprenda y sienta que se lo apropia la gente común. No los citarás jamás, te burlarás de ellos, los excluirás de cuanto espacio de diálogo sea posible. Para esto no es relevante que no hayas leído, escuchado o visto sus producciones.

7. Producirás ciencia para los científicos, literatura para los literatos, comunicación para los comunicólogos, educación para los pedagogos, sociología para los sociólogos, ciencias políticas para los politólogos, historia para los historiadores, filosofía para los filósofos (pudiendo afirmar que "todo hombre es filósofo" si sabes a quién citar y conoces los mecanismos necesarios como para que se entienda claramente que esto es una falacia y nadie se lo tome muy en serio).y así sucesivamente.

8. Te reunirás con tus colegas y hablarás con ellos en el idioma que corresponde al campo que los reúne, si alguien no entiende lo que dicen es porque no pertenece al campo. Comprenderás que no basta con ser intelectual, debes parecer intelectual y solo si sabes cómo parecerlo lo serás realmente.

9. Trabajarás para diseccionar el dolor humano, hablarás de él, lo podrás explicar y analizar en todas sus dimensiones, para no sentirlo.

10. Además de ejercer tu desempeño profesional, también te dedicarás a la docencia para seguir formando generaciones de intelectuales que comprendan estos mandamientos entendiendo que su mayor potencia consiste en no enunciarlos explícitamente sino en sugerirlos subliminalmente desde el inconsciente colectivo de la academia como condición de pertenencia, permanencia y sobre todo de supervivencia.

María Fernanda Ruiz

http://hacerlosmedios.blogspot.com

Mensaje 9258

Mar, 17 de Jun, 2008 10:23 am

Lic. Jorge Alisio

Proyectos de investigación y tesis 123

Qué es el conocimiento

Maria Fernanda, me ha parecido excelente tu contribución a desmitificar el “Negocio de la academia”. Por supuesto que hay excepciones, pero el sistema tiende a hacer cumplir sus mandamientos inexorablemente.

Le agregaría un complemento:

-En tus papers no te olvides de citar el trabajo de tus amigos(aunque tengan poco que ver con el tema) porque esos les suma puntaje en los concursos

Muy bueno y recomendable también tu bloghacer los medios.

Cariños y gracias por tu intervención !! Jorge

Lic.Jorge Alisio

Mensaje 9261

Mar, 17 de Jun, 2008 11:40 am

Juan De Orellana

Proyectos de investigación y tesis 124

Qué es el conocimiento

Completamente de acuerdo con Iris Zavala y a ese punto quería llegar con la ingenua pregunta ¿porqué sólo conocimiento científico? pues tal como ella nos está haciendo ver, éste es absolutamente incompleto, incluso, teniendo además del conocimiento científico, el otro conocimiento que llamaremos metafísico (aunque la palabra no sea del todo satisfactoria), éstos de nada nos sirven si no interviene el saber que al bien decir de Iris, la reflexión crítica del conocimiento, pero, además, acerca de qué puedo hacer bien y correctamente con ese conocimiento. Hablamos de sabios y de conocedores. Puedo ser un gran conocedor de vinos ¿pero eso podría llegara  ser sabiduría? sin embargo, inmerso en nuestra realidad sudamericana, he tenido la oportunidad de conocer a un personaje llamado Chihuico Antaúrco, ya muy anciano ahce muchos años. Era analfabeta, no obstante, siendo uno de los ancianos de su comunidad indígena, era poseedor de una sabiduría increíble que dejaba boquiabierta a más de una persona con sus respuestas. Tal vez entre estas personas habrían muchas con muchos conocimientos (de hecho mi padre, abogado y doctor en filosofía y mi madre, bióloga y pedagoga se contaban entre ellos y me hicieron valorar esa sabiduría, que llegaba a la verdad de una manera tan sencilla...). Adónde hemos llegado con tanto conocimiento del "mundo occidental", a casi destruir nuestro hábitat. La sabiduría del Jefe Seattle ante la propuesta del Presidente de los Estados Unidos de Norteamérica estaba llena de la más profunda sabiduría y, por lo tanto, verdad.

Muchas gracias Iris

Juan De Orellana

Mensaje 9262

Mar, 17 de Jun, 2008 12:08 pm

Antonio Caro Almela

Proyectos de investigación y tesis 125

Qué es el conocimiento

Estimada María Fernanda:

¡Me ha encantado tu decálogo!

Y, ya pasando a un terreno constructivo, ése es el tipo de “ciencia” acumulativa, autorreferente y elitista que algunos “ingenuos” pretendemos combatir desde la perspectiva del llamado “paradigma de la complejidad” (en este sentido, me permito la osadía de recomendar un texto propio: “El paradigma de la complejidad como salida de la crisis de la posmodernidad”, publicado hace algunos años en la revista “Discurso” y al que se puede acceder desde http://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=977277).

Un cordial saludo,

Antonio Caro

Universidad Complutense de Madrid

Mensaje 9264

Mar, 17 de Jun, 2008 5:22 pm

Adail Sobral

Proyectos de investigación y tesis 126

Qué es el conocimiento

Si, además del conocimiento científico, hay un saber práctico y hay prácticas sabias a considerar, hay un saber afectivo, un saber relacional etc. Todos me parecen tener dos componentes: sensaciones e la organización social e históricamente determinada de esas sensaciones. Hay reglas incluso para el sentir: ¿qué mi sociedad me permite sentir? Por supuesto ella no me impide de sentir lo que quiera, pero hay sensaciones aceptadas o no que se pueden o no enunciar.

adail sobral

Mensaje 9266

Mar, 17 de Jun, 2008 5:44 pm

Juan Magariños

Proyectos de investigación y tesis 127

Qué es el conocimiento

Estimadas/os SEMIOTICIANS:

Lo he dicho y comentado muchas veces, pero no puedo dejar de "traerlo a colación" una vez más: desde mi punto de vista, y respetando las otras perspectivas posibles, CONOCIMIENTO y VERDAD no tienen ninguna relación.

CONOCIMIENTO se puede relacionar con VIGENCIA: lo que se admite como cierto o válido, en un momento dado de una comunidad determinada, o sea, lo que se obtiene COMPROBANDO, según las exigencias lógicas establecidas desde el paradigma científico establecido en un determinado momento histórico, las HIPÓTESIS que explican (con validez aquí y ahora) el SIGNIFICADO de los FENÓMENOS, tanto NATURALES COMO SOCIALES.

VERDAD se relaciona tan sólo con DOGMA; no es lo que se obtiene mediante el CONOCIMIENTO, sino mediante la adhesión a una FE o a una IDEOLOGÍA.

Lo que, en determinado momento, está VIGENTE y nos proporciona interpretaciones admisibles del entorno, luego, si se pretende mantenerlo, pese el transcurso de la historia del CONOCIMIENTO y, justamente por la modificación implicada por ese transcurso, puede convertirse en VERDAD.

Fuera del pensamiento y del estado histórico de su disciplinamiento, o sea, del CONOCIMIENTO puntualmente VIGENTE, NO HAY NADA. No existe LA REALIDAD con la que contrastar nuestro PENSAMIENTO, sólo existen las REGLAS que adoptamos para PENSAR del modo que, en determinado momento, se considera CORRECTO. Lo percibible se construye al enunciarlo; ANTES todo es idéntico a sí mismo; DESPUÉS se identifica diferencialmente lo que puede pensarse y tal como se lo piensa; MIENTRAS se lo piense de esa determinada manera; LUEGO, al dejar de pensarlo así, sólo cabe la CREENCIA (considerarlo VERDADERO mediante un acto de FE) de que nuestra relación con el mundo no ha cambiado, lo que la constituye, a LA REALIDAD, en un auténtico TROMPE L'OEIL (o ILUSIÓN).

Yo, al menos, así lo considero.

Cordialmente,

Juan

Juan Magariños de Morentin

Mensaje 9267

Mié, 18 de Jun, 2008 8:09 am

Iris Zavala

Proyectos de investigación y tesis 128

Qué es el conocimiento

Gracias a ti!!! lo que cuentas de la indígena es extraordinario; antes, y pienso en mi abuela, se valoraba el saber de los viejos, ahora la vejez es un lastre, como sabes, todos quieren ser jóvenes y bellos siempre...yo personalmente busco el saber....pero eso se adquiere pian piano...tiempo y años, saludos cordiales, iris

Mensaje 9268

Mié, 18 de Jun, 2008 2:48 pm

Antonio Caro Almela

Proyectos de investigación y tesis 129

Qué es el conocimiento

Me alegro, Patricia, de que mi texto te haya sido de utilidad.

Un cordial saludo,

Antonio Caro

Mensaje 9269

Mié, 18 de Jun, 2008 3:52 pm

Aníbal Barrera Ortega

Proyectos de investigación y tesis 130

Qué es el conocimiento

Deseo preguntar al profesor Magariños si las consideraciones de este mensaje pueden ser extrapoladas hacia el aserto que sostiene que una cultura vale sólo si predomina sobre otras, lo que ciertamente equivale a la negación de valores permanentes.

Atentamente,

Aníbal Barrera Ortega

Mensaje 9271

Mié, 18 de Jun, 2008 8:24 pm

Juan Gomes

Proyectos de investigación y tesis 131

Qué es el conocimiento

Esto que trae Juan  es muy importante y si me permiten , me gustaria ampliarlo.

Es cierto que lo que vivimos es lo vigente, pero es cierto que la accion de la verdad es la que moldea , transforma y hace de lo vigente, una realidad transitoria.

La realidad es lo vigente , pero el discernimiento humano, entendido como una accion de "echar luz "sobre la  realidad , tiene el poder de derrumbar lo vigente y/o crear otra VIGENCIA.

Lo vigente no puede ser sustentable sin cierto fundamento , que aunque desagradable, exprese minimamente "verdades"

Ejemplo:esta vigente en el  mundo,como ideologia dominante, el capitalismo.

La verdad (que a ese predominio  subyace) es el egoismo.

Es decir , el capitalismo es la expresion del egoismo humano.

El comunismo,POR EL CONTRARIO,  no pudo sostenerse y SER VIGENTE, porque obliga al ser humano a despojarse de ese egoismo, a ser ALTRUISTA, y por lo visto, el altruismo no es innato al ser humano, salvo(claro esta)contadas excepciones....

En consecuencia , el capitalismo esta vigente porque expresa la realidad del ser humano(un intrinseco egoismo) en contra de un comunismo, que (proclama o promueve determinado altruismo, que si bien es un ideal, no es REAL).

La CONCLUSION ( PROVISIONAL ) ES QUE ALGUNA IDEOLOGIA PUEDE TENER VIGENCIA ( en mayor medida) EN DETERMINADO MOMENTO Y DETERMINADO LUGAR POR EXPRESAR UNA REALIDAD Y ( NO TANTO) POR EXPRESAR UN IDEAL.

A su vez, esa vigencia tiene el caracter(consecuentemente) de transitoriedad , dado que la accion o acciones del discernimiento de la mente humana , en busca de la evolucion o de alcanzar un estado mejor de lo manifestado, son acciones permanentes.

La accion de la verdad (discernimiento transmitido comprensivamente para el receptor)es la accion humana que transforma la vigencia en un ininterrumpido movimiento espiralado de evolucion y transformacion humana.

Saludos a todos de Juan Gomez , el profe y futuro licenciado!

Mensaje 9276

Vie, 20 de Jun, 2008 12:21 pm

Mariano Jc De Vierna Carles-Tolrá

Proyectos de investigación y tesis 132

Qué es el conocimiento

Hola. Juan Magariños

Quizá la cuestión tenga que ver con el modo en que se usan la palabras. Agradezco conocer otro punto de vista, y piénsese que me cuesta leer en la pantalla las letras mayúsculas. Desde otro punto de vista --diferente del que expresas--, conocimiento se relaciona con verdad en que el conocimiento falso no es propiamente conocimiento, solo el conocimiento verdadero es tal, así, por verdad se entiende una condición epistemológica, que es la condición de conocer, que, también, es la condición de tener conciencia de algo. Así, la relación entre verdad y dogma, no se da cuando se habla meramente de verdad o de conocimiento, pero, se da cuando se habla de "la verdad", cuando se habla de que algo es "obvio en sí", cuando se habla de que algo es una tautología, o que es una verdad absoluta, etcétera. Espresarse dogmáticamente es adoptar un punto de vista privilegiado, o privilegiar un punto de vista, es reclamar autoridad sobre los demás, es una actitud política; *política* en un sentido extenso de querer ordenar el mundo propio y de los demás con el propio lenguaje y pensamiento.

Así, con las nociones del conocimiento vigente, la verdad intersubjetiva, el conocimiento personal, etcétera que proceden de conocimientos asociados a diferentes puntos de vista acerca de la verdad se trata de privilegiar cierto aspecto de la verdad. Sin embargo, en todo caso en que se trata de *puntos de vista*, se trata más bien de verdades parciales, se trata de conocimientos de la realidad. La relación entre los puntos de vista y la verdad --el conocimiento absoluto-- sería que está se encuentra en la integración de todos los puntos de vista, no en un acuerdo, no en la intersubjetividad, sino en compartir los conocimientos particulares, así la verdad no es poseída por alguien, ni es resumible en una frase, ni en un sistema, ni en un pensamiento, pues hasta el menos significante de los seres tiene algo que aportar a ella. *El punto de vista* se diferencia de *la opinión*, en que el primero es un conocimiento parcial tomado como parcial, o como un aspecto de la realidad, mientras que la segunda es un conocimiento parcial tomado como absoluto, o como la la totalidad de la realidad. El punto de vista es una noción relativista, la opinión es una noción subjetivista y la verdad es una noción absolutista.

La realidad no es contrastable con el conocimiento de ella misma, porque para constrastarla habría que conocerla primero, así, solamente se puede contrastar un conocimiento con otro, y el conocimiento puede proceder de: una percepción: lo visto, lo oido, lo tocado, ... (¿conocimiento icónico?); una concepción: lo intuido, lo abducido, o una inferencia; lo inducido, lo deducido, ... (¿conocimientos indiciales?), o de un testimonio: lo escuchado, lo leido (¿conocimiento simbólico?). Cuando se habla de la verdad por correspondencia, o de verdad contrastable, se habla de la correspondencia entre conocimientos de diferentes fuentes, por ejemplo, correspondencia entre lo conocido por el testimonio de otro contrastado con lo conocido por la percepción de uno mismo; así, nunca se contrasta un conocimiento con una realidad, sino un  conocimiento con otro.

Visto así, el conocimiento nunca es la realidad conocida, sino una representación, una ficción, una forma, una ilusión. Pero, la realidad conocida es parte de la realidad, sin ser toda la realidad. La realidad percibida quizá no sea la percepción, sino otra realidad, pero la percepción puede ser consciente, y en este caso la percepción es la realidad conocida, pero como un perro que se quiere moder el rabo, la consciencia de la consciencia no lleva a una mayor consciencia sino al solipsismo a encerrarse en el propio mundo. La realidad del conocimiento no es la realidad conocida, sino otra parte de la realidad. No es posible expresar formalmente, no es posible expresar conceptualmente, toda la realidad, porque cualquier expresión no incluye su propia realidad. La realidad es la realidad conocida y la ignorada, la realidad expresable y la inexpresable.

El argumento de que la realidad no existe, y que es una ilusión, es interesante en que no tiene vuelta, porque si el conocimiento de que *la realidad es una ilusión* es una ilusión, se confirma su validez *formal*, pero si el que *la realidad es una ilusión* es una realidad, resulta una paradoja *formal* --es una paradoja por la autorreferencia--, algo inexpresable según las reglas de la lógica, que son las reglas de la formalidad, las reglas de pensamiento conceptual, de la razón, etcétera. Un punto de vista, sin embargo, es que hay realidad que es ilusoria y hay realidad que no es ilusoria, y si bien podemos hablar coherentemente de que la forma ilusoria de la realidad, no así podemos hablar con coherencia formal de la realidad que no es ilusoria. Esto es, la realidad es mucho más sorprendente que la ficción, porque la ficción se puede reducir a una expresión, o a un sistema lógico o formal, pero la realidad no. De la realidad, sin embargo, se puede hablar coherentemente de manera informal, considerando diferentes *puntos de vista*, porque cada *punto de vista* es un conocimiento indicial, o informal, de la realidad.

Por ejemplo, si consideramos al conocimiento científico y al conocimiento dogmático dos puntos de vista acerca de la realidad, quizá podamos acertar a encontrar una relación entre ambos, por ejemplo, que el conocimiento científico, el conocimiento objetivo es la parte útil del conocimiento, pero es una parte pequeña del conocimiento, mientras que el conocimiento no científico es aparentemente inutil porque su utilidad no está clara, pero es la mayor parte del conocimiento, y es esta parte del conocimiento, falso, literario, artístico, religioso, subjetivo el trasfondo en que se interpreta la validez y el uso que se da al conocimiento útil y objetivo.

Un cordial saludo,

mariano

Mensaje 9282

Dom, 22 de Jun, 2008 9:17 pm

Dionel Filipigh

Proyectos de investigación y tesis 133

Qué es el conocimiento

Estimados

Difícil tarea de reunir la dispersión. Por lo tanto convengamos en un criterio que puede ser común:

¿Están de acuerdo con Juan sobre Conocimiento y Verdad?

Si y sólo si están de acuerdo, podemos reunir los elementos. De lo contrario continuará la dispersión.

El decálogo a que alude el escrito de una de las participantes tiene mucho el resabio de Nietzsche . Pero para nuestra propuesta – digo nuestra en el sentido de que sea lo que nos reúne y como decía la Dra. Alicia Poderte, un locus- el escritor de Así habló Zaratustra (con th en alemán), ya es posterior. En primer lugar no es verdad. Si alguien adhiere es por fe, por convicción, no por conocimiento. Eso estimo ( y es exactamente eso, una estimación que él pondrá adecuadamente en su lugar de no ser así) nos está diciendo el Licenciado Juan Magariños.

Hurgamos ahora sobre ¿qué será eso que llaman conocer? Si adherimos a Platón, a Ockham, a Rousseau, a Adam Smith, a George Bush no será por conocimiento, sino por verdad. El hombre en general parece haber necesitado la verdad – de lo contrario no necesitaría ser defendida a veces hasta tan rabiosamente- pero el hecho de establecer “la verdad” y para quienes son creyentes “revelada” demostraría a prima facie que hay una distancia entre conocer y verdad.

Si esto ha producido un resquemor en el interior de cada uno y genera una suerte de contraataque significa que estamos situados en el territorio de la creencia y no en el ámbito del conocimiento.

Un ejemplo que ha cundido mucho fueron las 5 razones para creer que Dios existe difundidas por Santo Tomás de Aquino allá en la Edad Media y que todavía sigue siendo precio de recitados variados. El comienzo del tema es lo que no ha sido explicitado. Santo Tomás no explica a la gente que ya tiene “fe”, sino a la gente que “no la tiene” y que para ese momento son llamados “paganos”, “infieles” (por eso de la falta de fe) o “gentiles”. De allí que esté en la “Summa contra gentiles” que he podido leer hace mucho tiempo atrás. Esto implica aceptar la Verdad. Pero la aceptación de la verdad, implicará adhesión y no conocimiento. Será bueno pasar nuestras creencias por la navaja de Ockham y después ver lo que queda de conocimiento.

Voltaire decía algo respecto a los milagros, a los cuales no adhería. Explicaba que se producen por causas que todavía no conocemos. Y esa es simplemente la diferencia que plantea el Licenciado Juan Magariños entre conocer y verdad.

Con disculpas del Licenciado Juan Magariños y de la Dra. Alicia Poderti, por si no he sido claro en precisar sus conceptos (de ellos dirían los latinos, utilizando el eorum). Aquí he expresado este discurso exactamente como una búsqueda, una pesquisa, que todavía no encontró lo que busca, que por momentos hasta parece no saber qué será cuando lo halle.

Saludos.

Profesor Dionel E. Filipigh Clorinda Formosa

Mensaje 10585

Lun, 22 de Mar, 2010 8:02 am

Gabriela Farah

Proyectos de investigación y tesis 134

Pedido de información

Hola Juan, soy nueva en el grupo, leí que llevas adelante una investigación sobre la temática de museos, comunicación, cultura y semiótica. Me interesaría formar parte de esa investigación.Soy comunicadora social, estoy a cargo de la cátedra de Análisis del Discurso en la Universidad Católica de Salta en la carrera de comunicaciones. Bueno, nada más, muchas gracias y saludos. Gabriela

Mensaje 10591

Vie, 26 de Mar, 2010 4:26 pm

María del Carmen Bordazahar

Proyectos de investigación y tesis 135

Pedido de información

Hola Gabriela, observe que le pedias a Juan información sobre museos y me interesa dado que soy museóloga y trabajo en el museo de Castelli, pcia. de Bs.As. Mucho te agradeceré me envies lo que tengas.

desde ya muchas gracias, mary Bordazahar

Mensaje 10597

Dom, 28 de Mar, 2010 5:02 pm

Lidia Ferré

Proyectos de investigación y tesis 136

Pedido de información

Hola Mary, Yo abro este sitio, pero no participo activamente. Ojalá Juan Magariños retomara un curso que implementó hace unos años sobre Semiótica de Museos. Sé que participaban Alicia Sarno y Claudia Porcellana, pero se cortó. A mi me era imposible pues creo era cada 15 días en La Plata y ahora sucedería lo mismo. En realidad me gustaría que viniera a mi ciudad a desarrollarlo, creo que habría interesados. Cariños. Tu ex compañera de Museología. Lidia Ferré de Santa Fe